A banda que "chutou o traseiro" do Rage Against the Machine, segundo Tom Morello
Por Gustavo Maiato
Postado em 07 de novembro de 2025
Na década de 1990, poucas bandas levaram o rock e a música eletrônica a extremos tão intensos quanto Rage Against the Machine e The Prodigy. Ambas desafiavam rótulos, misturavam gêneros e incendiavam palcos com energia explosiva. E foi justamente dessa força de palco que Tom Morello, guitarrista do Rage, se lembrou ao relembrar uma turnê que colocou os dois grupos frente a frente.
Durante entrevista reproduzida pelo Far Out Magazine, Morello admitiu que o Prodigy foi uma das raras bandas capazes de superar o Rage Against the Machine ao vivo. "Primeiro de tudo, o The Prodigy está entre o pequeno grupo de bandas que chutaram o traseiro do Rage Against the Machine em uma apresentação ao vivo", disse o guitarrista. "Eles estavam em turnê conosco na Austrália, e eu nem sabia que eram uma banda - achei que Keith Flint era um roadie ou algo assim."

Morello contou que a surpresa veio quando descobriu quem, de fato, estava prestes a subir ao palco. "Eu os via por aí, mas achava que tocavam na tenda de música eletrônica, enquanto nós estávamos no palco principal", explicou. "Alguns anos depois, encontrei Keith novamente e perguntei: 'E aí, o que você anda fazendo?'. Ele respondeu: 'Estou aqui com minha banda'. E eu: 'Ah, legal! Quando vocês tocam?'. Ele disse: 'Depois de vocês'. Eu pensei: 'O quê?'"
O músico revelou que ficou impressionado com a intensidade do grupo britânico. "Eles eram tão agressivos, pesados e cheios de groove quanto qualquer coisa que já tinha acontecido. Para mim, como guitarrista, foi muito inspirador", afirmou. A admiração de Morello reflete a força de uma banda que, apesar de classificada como "eletrônica", possuía a pegada visceral e rebelde do rock.
Nos anos 1990, The Prodigy levou a música eletrônica a um novo patamar, misturando breakbeat, punk e atitude anárquica. Com hits como "Breathe", "Firestarter" e "Smack My Bitch Up", o grupo comandado por Liam Howlett e Keith Flint quebrou fronteiras entre estilos, conquistando tanto os fãs de raves quanto os headbangers. Para Morello, essa ousadia era o que tornava a banda única - e digna de respeito até mesmo de um dos grupos mais incendiários do rock.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O ícone do metal progressivo que considera o Offspring uma piada
64 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil agora em abril
Luis Mariutti se pronuncia sobre pedidos por participação em shows do Angra
Músicos da formação clássica do Guns N' Roses se reúnem com vocalista do Faster Pussycat
Os 20 maiores riffs de guitarra da história, segundo o Loudwire
A banda brasileira com músicos ótimos e músicas ruins, segundo Regis Tadeu
As 35 melhores bandas brasileiras de rock de todos os tempos, segundo a Ultimate Guitar
Mike Portnoy admite já ter "se perdido" durante shows do Dream Theater
O melhor disco do Led Zeppelin, segundo Robert Plant: "Soava muito pesado"
Série dos Raimundos expõe crítica pesada de Canisso à reconciliação entre Rodolfo e Digão
O disco que Paul Stanley nunca quis fazer; "Eu não tive escolha"
Quando uma turnê do Metallica virou um fiasco, e eles partiram atrás do Lemmy
Por que Aquiles Priester não quis opinar nas músicas do show do Angra, segundo o próprio
Fabio Lione dá resposta curta e "sincerona" a fã que questionou hiato do Angra
Os 30 melhores discos de heavy metal lançados nesta década, segundo a Louder

A banda "futuro do rock" que alugou triplex na cabeça de Dinho nos anos 1990
Tom Morello largou mão do Yngwie Malmsteen para o Rage Against The Machine existir
A música do Limp Bizkit que fez o Rage Against The Machine encerrar atividades
Bruce Dickinson cita o Sepultura e depois lista sua banda "pula-pula" favorita
Dez clássicos do rock que viraram problema devido a alguma polêmica
Tom Morello revela quem é seu guitarrista preferido de todos os tempos


