A opinião de Fernanda Lira sobre Jessica Falchi como nova guitarrista do Korzus
Por Gustavo Maiato
Postado em 27 de abril de 2026
A entrada de Jéssica Falchi no Korzus virou um dos assuntos mais comentados do metal brasileiro nas últimas semanas. Anunciada na nova formação da banda, a guitarrista resumiu o peso desse momento com uma frase que chamou atenção nas redes: "Existe um abismo de diferença entre ser vista e ser respeitada."

Ao apresentar a nova fase, Jéssica também destacou o significado de passar a integrar um grupo com mais de 40 anos de estrada e agradeceu pelo tratamento recebido. "Obrigada, Korzus, por me respeitarem enquanto guitarrista e pessoa. É especial demais fazer parte dessa nova era", escreveu.
Em entrevista anterior, a própria musicista explicou que a entrada no grupo teve relação direta com a sintonia com Jean Patton, novo parceiro nas guitarras. Segundo ela, a afinidade pessoal e profissional foi decisiva. "A gente viu que bateu muito a forma como a gente trabalha", disse. "Eu acho que é um ponto muito importante essa sinergia entre a banda, entre os membros." A integração foi rápida: além de assumir o posto na formação, Jéssica participou da composição e da direção do clipe de "No Light Within", novo single do Korzus.
Fernand Lira e Jessica Falchi
Quem também celebrou a mudança foi Fernanda Lira, da Crypta, que falou sobre o assunto em entrevista ao Hora do Rock Web. Para a vocalista e baixista, ver Jéssica ocupar esse espaço numa instituição do thrash brasileiro é sinal de renovação real e saudável. "Eu acho esse intercâmbio fantástico", afirmou. "Antes de ser a 'Fernanda da Crypta', eu sou uma headbanger. Como fã, o que eu mais quero é ver o metal bem, se perpetuando e com a chama mais do que acesa."
Fernanda tratou a chegada da guitarrista como um movimento importante não só para o Korzus, mas para toda a cena. Na avaliação dela, há um ganho concreto quando uma banda veterana incorpora músicos de outra geração e volta a se projetar com energia nova. "Ver esse gás novo vindo do Jean e da Jéssica, que são de uma outra geração, trazendo essa energia para uma banda veterana e colocando-a no front de novo, é algo incrível, necessário e muito gratificante", disse.
A líder da Crypta também ressaltou a dimensão simbólica da escolha. Para ela, a presença de Jéssica numa banda historicamente masculina amplia a representatividade feminina dentro do metal extremo e tradicional. "Além disso, tem o fato de ser mais um espaço ocupado por uma mulher indiscutivelmente talentosa", afirmou. "Ver uma mulher ocupando esse posto em uma banda que historicamente sempre teve homens é um passo muito importante para a representatividade."
Na leitura de Fernanda, esse tipo de movimento tem efeito direto sobre o público. Ela acredita que a presença de mais mulheres em posições de destaque ajuda a criar identificação e pertencimento para novas gerações de fãs e musicistas. Por isso, vê a mudança como algo maior do que uma simples troca de formação. "Isso vai significar muito para as meninas que estiverem na plateia do Korzus", declarou.
No fim, a conclusão da cantora é clara: a entrada de Jéssica Falchi no Korzus fortalece todos os lados envolvidos. "Para mim, são apenas vitórias: todo mundo ganha. A Crypta segue seu caminho, o Korzus ganha esse novo fôlego e quem sai ganhando de verdade é a cena brasileira e os fãs."
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Sepultura se despede entre nuvens e ruínas
A opinião de Fernanda Lira sobre Jessica Falchi como nova guitarrista do Korzus
A melhor música da história dos anos 1990, segundo David Gilmour
Megadeth toca "Ride the Lightning" pela primeira vez ao vivo
Como "volta às origens" causou saída de Adrian Smith do Iron Maiden
Bangers Open Air tem datas confirmadas para 2027
Guns N' Roses encerra turnê no Brasil com multidões, shows extensos e aposta em novos mercados
O clássico do Sepultura que guitarrista do Limp Bizkit gostaria de ter gravado
Por que a turnê de reunião original do Kiss fracassou, segundo Gene Simmons
Fabio Lione posta mensagem misteriosa no Instagram; "Não direi nem uma palavra"
Os motivos que fizeram Iggor Cavalera recusar reunião com o Sepultura, segundo Andreas Kisser
15 bandas de rock e heavy metal que colocaram seus nomes em letras de músicas
Bruce Dickinson aponta o que Iron Maiden e Rolling Stones têm em comum
O lendário compositor que Ritchie Blackmore só começou a apreciar agora aos 80 anos
Baixista original do Slipknot era membro do fã-clube do Sepultura
Jéssica Falchi sobre entrar no Korzus: "Existe abismo de diferença entre ser vista e respeitada"
Crypta oficializa Victória Villarreal como a nova integrante efetiva
Bruno Sutter compara Massacration e Crypta por motivo que deveria envergonhar o metal
Fernanda Lira revela o que quer mudar na Crypta: "Não é algo que a gente se orgulha"
Fernanda Lira revela as entrevistas mais legais que fez enquanto atuava como jornalista
Nervosa: o detalhe que fez a banda decolar no início, na visão de Marcello Pompeu


