Michale Graves não se enxerga mais como parte do punk e já começou mudança na carreira
Por Mário Pescada
Postado em 06 de abril de 2026
Michale Graves (Michael Emanuel) disse que não se enxerga mais como parte do punk e do mundo da música pesada, descrevendo a situação atual ao seu redor como um "ambiente hostil".
Segundo a página 23punk, em entrevista recente para o programa "Rock Talks", apresentado por Pierre Gutiérrez, o ex-vocalista do Misfits disse que seu afastamento se deve por "circunstâncias", não por falta de amor à comunidade que um dia o abraçou. O mais novo episódio dessa rusga foram os cancelamentos de vários shows seus agendados no Reino Unido como parte da "Sticks And Stones Tour".

Graves vem sendo cobrado e boicotado pela comunidade punk desde sua filiação em 2020 ao Proud Boys, grupo de extrema direita, anti-imigrantes, exclusivamente masculino e com histórico de violência nas ruas contra oponentes de grupos de esquerda, como Antifas e Black Lives Matter. Diversos membros do Proud Boys estavam presentes em Washington D.C./EUA no dia 6 de janeiro de 2021, data que ficou marcada pela invasão do Capitólio, terminando na morte de três policiais e dois manifestantes. Graves estava na cidade nesse dia para fazer um show privado ao Proud Boys, mas alega que não participou da invasão.
Na mesma entrevista Graves teria dito "ser odiado" e que esse clima tornou cada vez mais difícil continuar atuando nos círculos punk e da música pesada, levando a uma mudança mais ampla de direção que inclui novos "movimentos profissionais".
Aparentemente essa tal mudança de rumo já começou: seu site divulgou a assinatura de um contrato seu com a Epochal Artists Records, um selo cristão que conta com distribuição da Virgin Music Group e da "God Bless America Tour", extensa turnê com 55 datas pelos EUA onde se apresenta no formato acústico, em que faz testemunhos da sua vida e interação com a plateia.
Apesar das suas contantes declarações dentro e fora dos palcos de que é contra qualquer tipo de violência, discriminação, perseguição a minorias e afins, fato é que boa parte do público punk rock, ao que tudo indica, não pretende aceitar de volta o cantor que lançou dois bons discos pelo Misfits: "American Psycho" (1997) e "Famous Monsters" (1999).
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Narrador do Sportv, Luiz Carlos Jr. toca Dio no Rock and Roll Hall of Fame
Hellfest vem aí e confirma 182 bandas em 4 dias de shows
"Eu não erro nunca", disse Mikkey Dee ao entrar no Scorpions
A música do Deep Purple que cutucava os "guardiões da moral" dos anos 70
A primeira música que o Queen tocou quatro anos antes de transformá-la em clássico
A música do Metallica de 1984 que James Hetfield não quer ver nem pintada de dourado
O disco que transformou o Iron Maiden em uma banda realmente global
Festival de metal é interrompido pelas autoridades por estar "barulhento demais"
Wacken Open Air está próximo e confirma 172 atrações em 4 dias de shows
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
Tarja Turunen precisou deixar a Finlândia após demissão do Nightwish
CDM Metal Fest - Metal como resistência cultural no Sul de Minas Gerais
Festival Best of Blues and Rock tem edição 2026 confirmada
Até 70% de desconto em vinil, CDs, acessórios e celulares em ofertas selecionadas na Amazon
O clássico do Slayer que é faixa de um álbum "terrível", segundo a Metal Hammer


Michale Graves não se enxerga mais como parte do punk e já começou mudança na carreira
O guitarrista de famosa banda de rock que é casado há dez anos com atriz Cameron Diaz
Blind Guardian: Algumas verdades sobre Hansi Kürsch
A crítica de Portnoy ao trabalho de Matt Sorum, ex-baterista do Guns N' Roses
Motorhead: a dieta que mantinha Lemmy jovem e viçoso
"Quando ele cuspiu em mim, bati na cara dele", contou Ney Matogrosso sobre briga com Cazuza
A preconceituosa forma que MTV dos EUA noticiou o Rock in Rio 1991


