Mike McCready relembra colegas mortos da cena grunge e questiona: "Valeu a pena?"
Por Gustavo Maiato
Postado em 06 de abril de 2026
O início dos anos 1990 marcou uma transformação profunda no rock, com a ascensão da chamada cena de Seattle. Décadas depois, os sobreviventes daquele período seguem refletindo sobre os impactos - artísticos e pessoais - daquele movimento. É o caso de Mike McCready, que voltou a falar sobre o peso das perdas vividas ao longo dos anos.
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Em entrevista à Guitar World, o músico - conhecido por seu trabalho no Pearl Jam - comentou como as lembranças de colegas falecidos ainda o acompanham. "Eu estava pensando nos vocalistas que morreram na nossa cena. Tive sonhos com alguns deles e eles me assombram às vezes", afirmou.
A reflexão do músico vai além da saudade e toca em um ponto mais profundo. "Eu ficava pensando: 'Valeu a pena para todos esses caras e mulheres?'", questionou, em referência às trajetórias interrompidas muitas vezes por mortes trágicas envolvendo drogas e depressão.
Mike McCready e o movimento grunge
McCready viveu de perto esse período, tendo participado de projetos como o Temple of the Dog - criado em homenagem a Andrew Wood - além de integrar o Mad Season. Ao longo dos anos, dividiu espaço com artistas como Layne Staley, Chris Cornell e Mark Lanegan.
Essas experiências influenciaram diretamente seu novo projeto, a ópera rock "Farewell to Seasons", que levou cerca de duas décadas para ser desenvolvida. Segundo o guitarrista, a obra nasce justamente dessa tentativa de processar o passado. "Eu só podia escrever sobre o que conheço", explicou, destacando que buscou recriar aquele universo em uma narrativa ficcional.
Ao olhar para trás, McCready também comentou o contexto em que tudo aconteceu. "É difícil pensar em toda a cena e em como todos eram jovens e ingênuos, e como essa explosão aconteceu em uma cidade relativamente pequena como Seattle, onde todos se conheciam", disse.
A lista de nomes lembrados pelo músico inclui também Kurt Cobain - ainda que ele diga não ter convivido diretamente com o cantor - e até Jimi Hendrix, símbolo de outra geração. A pergunta que fica, segundo ele, permanece sem resposta. "O que eles estariam fazendo agora? Seriam artistas de blues? Pintores? Isso é o que me assombra até hoje."
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