Carl Palmer traz ao Brasil o show que revive Emerson, Lake & Palmer sem hologramas
Por Gustavo Maiato
Postado em 07 de maio de 2026
O baterista Carl Palmer, único integrante vivo do Emerson, Lake & Palmer, volta ao Brasil com um espetáculo que mistura rock progressivo, tecnologia e memória. O músico apresenta "An Evening with Emerson, Lake & Palmer" no dia 30 de maio, no Teatro Bradesco, em São Paulo. Em entrevista a Gustavo Maiato, do Whiplash.Net, Palmer explicou que o projeto não usa hologramas de Keith Emerson e Greg Lake, mas imagens reais dos dois músicos registradas ao vivo no Royal Albert Hall, em Londres.

"Eu não queria usar holograma de Keith e Greg", afirmou Palmer. Segundo ele, o público verá os dois "ao vivo", em imagens históricas de uma apresentação lançada em DVD. A diferença é que as faixas de áudio foram gravadas separadamente. Com isso, a equipe conseguiu retirar a bateria original da gravação e deixar Palmer tocar ao vivo, no palco, acompanhado por Emerson e Lake nas telas. "O que você recebe é uma representação verdadeira de Emerson, Lake & Palmer naquela sala ou naquele teatro, naquela noite", disse.
Palmer contou que o material passou por cerca de 11 semanas de edição. A inteligência artificial entrou apenas para melhorar a nitidez e reduzir granulação das imagens. "A filmagem é real. É tudo real", afirmou. Para ele, essa solução é mais honesta do que recriar os colegas por holograma. "Pessoas usaram hologramas, e tudo bem, mas é meio falso. Não parece real para mim." O baterista disse ainda que recebeu a bênção das famílias de Emerson e Lake para realizar o projeto.
O formato também chama atenção porque o palco não tem tecladista. Palmer se apresenta com Paul Bielatowicz na guitarra e Simon Fitzpatrick no baixo e Chapman Stick. Mesmo assim, o som de Keith Emerson segue presente. "Keith Emerson toca teclado comigo, mas na tela", explicou. Ao vivo, a banda usa tecnologia de guitarra sintetizada para acionar sons de Hammond, sintetizadores e outros timbres de teclado. "Não há teclados no palco. Não precisamos deles. Os únicos teclados que você vê estão na tela. E Keith Emerson é o tecladista."
A proposta muda a forma de ouvir os clássicos do trio. Palmer define o projeto como uma versão mais pesada e direta da obra do ELP. Em resumo, é "prog metal tocando Emerson, Lake & Palmer". Em músicas longas como "Tarkus", Paul Bielatowicz executa partes de teclado na guitarra, mas com som de teclado. Simon Fitzpatrick também aciona timbres de sintetizador no Chapman Stick, o que dá ao trio um volume sonoro maior do que a formação sugere.
Palmer também lembrou que o ELP sempre teve relação forte com tecnologia. Nos anos 1970, o grupo foi pioneiro no uso de grandes sintetizadores, como o console Moog, e de instrumentos eletrônicos. O baterista disse que, se os recursos atuais existissem naquela época, a história teria sido diferente. "Teria sido um dia no parque de diversões. Teria sido fantástico", afirmou. Segundo ele, a banda talvez nem precisasse levar uma orquestra em turnê, pois poderia usar músicos em telas e recursos digitais.
A América do Sul foi escolhida como uma das primeiras regiões fora dos Estados Unidos a receber o espetáculo. Palmer disse que o show circulou por três anos no mercado americano, ganhou novas músicas e ajustes de edição nesse período. Agora, o baterista quer apresentar a produção a outros públicos. "Decidimos vir para a América do Sul primeiro porque sempre foi um bom mercado para o ELP", afirmou. "Eu sei que eles amam música prog no Brasil e na Argentina."
Para os fãs brasileiros, o show promete um encontro incomum: Carl Palmer tocando ao vivo com Keith Emerson e Greg Lake em imagens reais, sem tentar substituir os músicos ausentes por imitações. A ideia, segundo o baterista, é manter o legado do trio no palco com a maior fidelidade possível. "Acho que é a forma mais sincera", disse.
Confira a entrevista completa abaixo.
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