A banda clássica que Pete Townshend respeitava, mas dizia nunca ter gostado
Por Bruce William
Postado em 14 de setembro de 2026
Pete Townshend nunca teve dificuldade para elogiar ou criticar outros músicos, e o The Jam acabou caindo numa categoria curiosa: ele respeitava muito do que a banda representava, mas não gostava de fato da música.
A ligação entre os dois grupos era inevitável. Paul Weller e companhia carregavam uma forte herança mod, e o The Who havia sido um dos nomes centrais daquela cultura nos anos 1960. Mesmo assim, Townshend não via o The Jam como simples continuação natural de sua própria banda.
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"Não há muita música de que eu não goste, mas eu não gosto da deles", afirmou, em conversa com a Rolling Stone. "Gosto da imagem que eles tentam passar e gosto do comprometimento. Mas, em algum ponto, fica aquém."
A crítica foi além quando Townshend recuperou uma observação feita por seu assessor de imprensa: "O The Jam não tem senso de humor." Para ele, esse era justamente o ponto que faltava.
Isso não significava desprezo por Paul Weller. O próprio Townshend reconhecia a seriedade e a dedicação do grupo, e a influência do The Who sobre o The Jam era evidente desde os primeiros discos. O problema era mais subjetivo: ele simplesmente não encontrava naquela música algo que o prendesse por completo.
A ironia é que Weller também não parecia disposto a viver como discípulo obediente. Mesmo admirando o The Who e músicas como "So Sad About Us", ele seguiu um caminho próprio e, depois do fim do The Jam, foi ainda mais longe dessa herança com o Style Council e a carreira solo.
No fim, a relação entre Townshend e o The Jam parece ter sido menos de rejeição pura e mais de respeito sem entusiasmo. Ele entendia o que a banda queria fazer, reconhecia a seriedade da proposta, mas continuava achando que faltava alguma coisa para aquilo realmente funcionar para ele.
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