O ajuste que Bruno Sutter sugere para a voz de Bruce Dickinson no Iron Maiden
Por Gustavo Maiato
Postado em 13 de setembro de 2026
Bruno Sutter, vocalista do Massacration e responsável por um tributo ao Iron Maiden, analisou a forma atual de Bruce Dickinson. Em entrevista ao Mariutti Team Podcast, o cantor afirmou que a voz do frontman continua impecável na afinação, mas perdeu brilho com o tempo. Para ele, uma mudança simples no repertório ao vivo resolveria a questão.
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O assunto surgiu no bate-bola do fim da conversa, quando os apresentadores pediram que Bruno escolhesse entre Bruce Dickinson e Michael Kiske, do Helloween. O vocalista hesitou. Pelo histórico, disse, fica com Bruce, mas em longevidade vocal considera os dois equivalentes, mesmo com o longo hiato que Kiske teve na carreira.
"O Bruce tem uma questão, que eu não sei se é uma questão dele ou uma questão do Iron Maiden, de sempre manter a afinação padrão das músicas. Como cantor, eu percebo que a voz do Bruce está hiper afinada até hoje. Isso aí é inquestionável. Mas a voz do Bruce hoje em dia tem menos brilho. Talvez, se ele, juntamente com o Iron Maiden, baixasse meio tom das músicas, a voz dele poderia brilhar mais", avaliou.
Dio e o Helloween entraram na conversa como exemplos de quem ajustou os tons ao longo dos anos, diante do desgaste natural da musculatura vocal com a idade. Bruno chegou a levantar a hipótese de que a resistência à mudança viria de Steve Harris. Ele lembrou ainda que, na carreira solo de Bruce, as afinações costumam ser bem mais baixas.
Mesmo com a ressalva, o vocalista não economizou elogios. "Mas assim, o Bruce é o atleta da voz. O cara está beirando 70 anos de idade. Ele fez há pouco tempo uma versão de 'Seventh Son' em que esticou a nota mais do que no próprio disco. O cara é um atleta, mas, em termos de timbre atualmente, eu gosto mais do Kiske", ponderou.
Bruno fala com conhecimento de causa. Durante a pandemia, ele criou seu tributo ao Iron Maiden com a ideia de ser um projeto autossustentável, que não onerasse os contratantes. Como o grupo é um fenômeno global, explicou, em todo lugar existe uma boa banda capaz de tocar o repertório. No ano passado, o cantor somou 94 shows, cerca de metade com o Massacration e metade com o tributo.
A devoção aparece também na coleção. Bruno afirmou ter quase todos os discos do Iron Maiden em vinil e disse que só faltam "The Final Frontier" e "A Matter of Life and Death". Na recente passagem pela Europa, visitou em Londres o estádio do West Ham, time de Steve Harris, e encontrou em Portugal uma edição de "Dance of Death" em vinil. No bate-bola, apontou "Seventh Son of a Seventh Son" como o disco de metal perfeito.
Confira o vídeo completo abaixo.
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