"The Who nunca mais foi o mesmo após Keith Moon falecer", admite Roger Daltrey
Por João Renato Alves
Postado em 04 de setembro de 2026
A morte de Keith Moon, em 7 de setembro de 1978, representou o fim de uma era para o The Who. Não apenas pela perda de um membro referencial, mas por tudo aquilo que ele representava para a banda, sendo um dos maiores bateristas da história. O próprio vocalista Roger Daltrey admitiu a sensação durante entrevista à Life Minute TV.
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"A banda nunca mais foi a mesma coisa desde que o Keith morreu. Não dá para fingir que foi. Estávamos a todo vapor. Podíamos trabalhar em qualquer ideia musical e transformar aquilo em algo. Isso meio que desapareceu quando ele faleceu."
Moon foi substituído pelo ex-baterista do Faces, Kenney Jones, que permaneceu até Simon Phillips assumir o posto na turnê americana de 1989. Zak Starkey entrou em 1996 e permaneceu até sua demissão, ocorrida após um longo processo, no ano passado. A turnê de despedida pelos Estados Unidos, em 2025, foi realizada com Scott Devours empunhando as baquetas.
Ainda assim, o cantor reconhece que nunca foi a mesma coisa. "Testamos o Kenney Jones, que é um ótimo músico. Mas um baterista convencional simplesmente não funciona com o The Who. Já o Zak Starkey... ele até que chega perto, mas não é um Keith Moon."
Em relação à notícia de que o grupo voltou a ensaiar com o filho de Ringo Starr, Daltrey disse: "Nós amamos o Zak, de verdade. Às vezes, a estrada não é gentil com ele. A pressão acaba pesando, o que torna as coisas difíceis, mas nós o adoramos. Ensaiamos para ver se conseguimos fazer shows ano que vem, se ainda damos conta das notas e se mantemos a energia."
No momento, Roger excursiona pelos Estados Unidos com sua banda solo. Ele vem ao Brasil no dia 21 de novembro, para apresentação em São Paulo durante o festival Best of Blues and Rock.
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