Os melhores álbuns de death metal de cada ano dos anos 1990, segundo a Loudwire
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de outubro de 2025
O jornalista Joe DiVita, da revista norte-americana Loudwire, reuniu o que chamou de "a tarefa mais difícil possível para um fã de metal extremo: escolher o melhor disco de death metal de cada ano da década de 1990". Segundo ele, o gênero viveu seu auge nesse período, quando deixou de ser um movimento de nicho para se tornar um fenômeno global - com cenas fervendo dos Estados Unidos à Escandinávia.
"A década de 1990 foi a melhor para o death metal. Escolher apenas um álbum por ano é insanamente difícil", comenta DiVita, que destacou discos fundamentais gravados em estúdios lendários como o Morrisound Studios, em Tampa (EUA), e o Sunlight Studios, em Estocolmo (Suécia).
Melhores e Maiores - Mais Listas

A seguir, os dez escolhidos pelo redator, com trechos de seus comentários publicados na Loudwire.
1990 – Obituary, Cause of Death (Roadrunner Records)
Para DiVita, o Obituary "se distanciou da concorrência com um som mais denso e arrastado, inspirado em Celtic Frost e Hellhammer". Ele destaca o vocal de John Tardy, "um grunhido pantanoso e inconfundível que virou marca registrada do death metal".
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1991 – Death, Human (Relativity / Relapse Records)
O jornalista afirma que "Chuck Schuldiner já estava revolucionando o gênero que havia criado apenas quatro anos antes". Com a formação estrelada por Paul Masvidal, Sean Reinert e Steve DiGiorgio, o álbum mostrou o lado técnico e emotivo do death metal. "É um raro vislumbre da perfeição dentro do gênero", escreveu.
1992 – Bolt Thrower, The IVth Crusade (Earache Records)
Segundo DiVita, o Bolt Thrower alcançou "sua fase mais inteligente e atmosférica", desacelerando o ritmo para criar algo mais pesado e estratégico. "Os grooves balançavam mais baixo, as músicas tinham um senso de dinâmica único - era o Bolt Thrower em seu auge."
1993 – Morbid Angel, Covenant (Giant Records)
O álbum que levou o death metal para uma grande gravadora também é, nas palavras do jornalista, "prova de que é possível ser acessível sem perder o inferno nas veias". "Não havia sinal de vender-se, apenas hinos nascidos no fogo do inferno", elogiou.
1994 – Cannibal Corpse, The Bleeding (Metal Blade Records)
"Era questão de tempo até o Cannibal Corpse aparecer nesta lista", brinca DiVita. Para ele, o disco - último com Chris Barnes - é "a combinação perfeita de técnica, brutalidade e refrões memoráveis, o ápice da fase clássica da banda".
1995 – Suffocation, Pierced From Within (Roadrunner Records)
Entre disputas com Symbolic (Death) e Slaughter of the Soul (At the Gates), o Suffocation saiu vencedor. "Eles praticamente dividiram a Terra em duas com faixas como 'Thrones of Blood'", descreveu DiVita. "É o ponto de virada entre o brutal e o técnico."
1996 – Cryptopsy, None So Vile (Wrong Again Records)
O canadense Cryptopsy entregou, segundo o autor, "o death metal em seu estado mais selvagem e indomável". Ele destaca o vocal insano de Lord Worm e a bateria absurda de Flo Mounier, chamando o álbum de "caos calculado em sua forma mais pura".
1997 – Vader, Black to the Blind (System Shock)
O redator apontou o disco como "um ataque mecanizado de riffs e velocidade". "Com menos de 30 minutos, o Vader mostrou que a competição pela brutalidade ainda estava viva e feroz", afirmou.
1998 – Gorguts, Obscura (Olympic Recordings)
DiVita reconhece que "muitos não conseguiram compreender o caos atonal e distorcido deste álbum", mas o descreve como "um salto quântico em termos de experimentação e complexidade". "Tudo aqui parece aleatório, mas é minuciosamente calculado - um gênio em ação."
1999 – Opeth, Still Life (Peaceville Records)
Encerrando a década, o jornalista escolheu o disco que consolidou o Opeth como referência do metal progressivo. "Foi o momento em que Mikael Åkerfeldt e companhia finalmente realizaram sua visão: contrastar luz e escuridão, peso e delicadeza, com absoluta maestria."
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