Moonspell: banda avalia o show no Rock In Rio

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Por André Molina, Fonte: Blog SINNERS: Paraná Portal
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Banda portuguesa esteve em Curitiba para show. Vocalista Fernando Ribeiro deu entrevista ao SINNERS.

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A banda portuguesa Moonspell aterrissou em Curitiba no último sábado (26 de setembro) após se consagrar como um dos grandes nomes que se apresentou no Palco Sunset, do Rock in Rio, no dia anterior. No primeiro show realizado no Rio de Janeiro, a banda agradou fãs, conquistou novos admiradores e com participação do vocalista do Sepultura, Derrick Green, tocou até algumas canções da banda brasileira, como Territory, do álbum Chaos AD.

O grupo de heavy metal gótico esteve na capital paranaense para realizar show no Music Hall e divulgar o álbum "Extinct". Na apresentação, o Moonspell contou com a abertura dos curitibanos do Semblant.

O vocalista do Moonspell e poeta, Fernando Ribeiro, aproveitou sua passagem pelo Paraná para também lançar o livro "Purgatorial", com poemas, contos e o registro da turnê "Estrada Para a Perdição". Na sessão de autógrafos realizada na livraria Arte e Letra, o músico recebeu o SINNERS para falar sobre suas impressões a respeito do Rock in Rio, a trajetória do Moonspell em Portugal e em outros países, além do novo álbum da banda chamado "Extinct".

Rock In Rio

Segundo Fernando Ribeiro, a relação do Moonspell com o festival brasileiro começou no Rock in Rio em Lisboa em 2004. "Lá em Lisboa foi um festival que também marcou diferença em Portugal, com uma grande marca. Quando o Rock in Rio chegou a Portugal todos os outros festivais se tornaram melhores. Com outro nível de produção e divulgação. Já tínhamos conhecimento dos concertos lendários do Rock in Rio como Queen, Iron Maiden, Guns N' Roses".

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Sobre o convite que o Moonspell recebeu para participar da sexta edição brasileira do Rock in Rio, o cantor reconhece que a experiência em Lisboa motivou o intercâmbio. "Estava no subconsciente do Moonspell ter esta experiência. Quando recebemos o chamado do Zé Ricardo, que é o diretor artístico do Palco Sunset, e surgiu a colaboração com o Derrick Green (Sepultura), ficamos entusiasmados. Trabalhamos muito, ensaiamos bastante com o Derrick. O resultado foi ótimo. Em nossa primeira vez no Rio de Janeiro fomos acolhidos por um grande público, muito sólido. Recebemos os melhores elogios".

O músico também mencionou que o compromisso de participar do festival gera um pouco de nervosismo e adrenalina, pois o Moonspell apesar de contar com seus fiéis fãs brasileiros, é uma banda nova para grande parte do público do Rock in Rio. "Foi engraçado. Existia o risco de ser um grande desastre. Porque somos artistas portugueses pouco conhecidos no Rio, ao lado de bandas com grandes públicos. Porém, as resenhas, críticas e matérias que vimos demonstraram que foi um grande momento para nós. Em 2004 quando participamos pela primeira vez no Rock in Rio em Lisboa houve uma virada em nossa carreira. E no Brasil não está sendo diferente", comentou.

Participação de Derrick Green

Em relação a parceria com o vocalista do Sepultura, Derrick Green, o cantor do Moonspell afirmou que eles esperam voltar a trabalhar juntos. "É importante desfrutar esta experiência do Rock in Rio e seguir com a turnê brasileira. É muito importante marcar o nosso território. O Derrick foi um auxílio enorme. É vocalista de uma banda icônica, que ouvimos bastante. E ontem esteve muito bem conosco. Aproveitamos para tocar improvisadamente canções do Sepultura com ele. Nunca tínhamos tocado. Foi ótimo. Sem dúvida queremos em curto prazo colher alguns frutos desta participação do Derick e expandir. Nossa participação no Rock in Rio foi muito satisfatória".

Origem do Moonspell

Para quem conheceu o Moonspell apenas na apresentação do Rock in Rio na última sexta-feira (25), pode imaginar que a banda é nova. Mas não. O grupo português já tem uma longa história no cenário do heavy metal europeu. "Começamos há 23 anos como qualquer outra banda. Com amigos em comum. Em 1989 surgiu um grupo chamado Morbid God. Era Black Metal com influência gótica. A banda durou três anos. Fizemos um tema, participamos de uma compilação com língua portuguesa e a partir dai as coisas começaram a ficar mais sérias. A partir de 1992 mudamos o nome para Moonspell".

Influências

Quem teve pouco contato com o estilo da banda portuguesa, pode estranhar e admirar a soma do rock gótico com elementos do heavy metal. Bandas do rock oitentista gótico e de thrash metal e heavy tradicional são reveladas por Fernando. "Em princípio foi Celtic Frost, King Diamond, Iron Maiden. Também ouvi muito Sisters of Mercy, mas o que mudou minha vida foi Type o Negative, uma grande influência".

Discoteca básica

Quando foi questionado sobre qual álbum considera o melhor do Moonspell, Fernando Ribeiro teve dificuldade para responder. Ele tem admiração pelo novo álbum "Extinct" e pelo "Irreligious". "É difícil escolher. É como optar por um filho. Tem o mais aventureiro, o mais tímido. Gostei muito de fazer este último disco. É um álbum bem emocional. Um trabalho que não tínhamos nenhuma necessidade de fazer porque estávamos com turnês marcadas no Japão e na Austrália. Mas decidimos gravar. O período para realizá-lo foi como a gestação de um filho. Durou nove meses. Entre as suas primeiras demos e o resultado final com gravações na Suécia. Acho que do nosso repertório antigo, o disco mais próximo é o 'Irreligious', que foi um disco muito importante para a banda. Realmente de metal gótico".




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Sobre André Molina

André Molina é jornalista, economista e começou a ouvir heavy metal ainda quando era criança. Tem 30 anos de idade e Rock 'n' Roll é sua religião.

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