Armahda: cada faixa apresenta um aspecto histórico ou cultural
Por Mariana Lima
Fonte: Rock Alive Brasil
Postado em 11 de dezembro de 2014
A banda paulista Armahda falou com o site Rock Alive Brasil sobre os novos projetos e a formação e influência da banda. Confiram!
1 – Em pouco tempo de banda vocês lançaram o álbum de estreia. Como foi o processo de produção do disco?
Renato: Costumamos dizer que esse processo começou diferente de outras bandas. Normalmente se forma uma banda, começam os ensaios fazendo covers de bandas de comum interesse e depois começam composições próprias. No nosso caso foi o contrario. Eu e o Mauricio já nos conhecíamos há muitos anos, chegamos a fazer alguns ensaios em 2000 ou 2001. Desde essa época tínhamos ideias de músicas e letras, mas por vários motivamos só voltamos a dar prioridade nisso em 2011.
Juntamos as ideias todas e vimos que tínhamos um tema a seguir, um conceito. Então começamos a pré-produzir o que já tínhamos e elaborar mais musicas. A ideia inicial era gravar tudo isso que estava 'parado'. Isso resultou em 13 faixas que compõem nosso álbum de estreia, lançado em dezembro de 2013. Tivemos a grande ajuda do Rafael Zeferino do AudioFusion Studio que mixou, co-produziu, masterizou e gravou a bateria. Agora em 2014, temos nossos amigos tocando conosco: João Pires, Ale Dantas e Paulo Chopps.
2 – Ouvindo o trabalho da banda, o que chamou mais a atenção foi que as letras são baseadas em fatos históricos ocorridos no Brasil. Como vocês tiveram essa ideia?
Maurício: Meu interesse por história do Brasil foi despertado por meu avô, aposentado do exército, em minha infância. Suas histórias com os índios quando serviu nas fronteiras do país, os personagens históricos que conheceu (presidentes, reis, rainhas, ministros, políticos, marechal Rondon, Haile Salassie, combatentes da Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai e outras guerras), suas missões militares ligadas à arqueologia, segredos de Estado por ele conhecidos, foram importantes para chamar minha atenção. Minha geração infelizmente foi vítima de um fraco ensino da História do Brasil nos colégios, mas as aulas de meu avô e também de cursos preparatórios para o vestibular abriram minha mente para os diferentes pontos de vista quanto à história nacional.
Percebi como fatos históricos eram suprimidos ou mesmo exagerados por interesse político/jornalístico, e há um boicote, até hoje, às verdades. O plebiscito de 1993 foi relativamente marcante, pois naquela época ouvi falar da monarquia, que foi ridicularizada e censurada na mídia. A recente canonização do padre José de Anchieta, que praticou a Inquisição no Brasil, expõe como a política, a mídia e a igreja católica omitem as acusações contra o mesmo, em ano eleitoral, para atingir seus objetivos. Episódios importantes para a formação do país e sua cultura estimularam o surgimento de ideias que borbulharam em nossas cabeças e a única maneira de aliviar a pressão é transformá-las em música pesada.
Renato: Sempre ouvimos bandas europeias que abordavam seus respectivos temas históricos, para nós sempre pareceu óbvio falar sobre o Brasil e as bandas daqui pouco falavam.
3 – Vocês consideram o disco de estreia de vocês como um álbum conceitual?
Maurício: Sim, pois cada faixa apresenta um aspecto histórico ou cultural, como episódios de batalhas ou mesmo lendas.
4 – Como foi o processo de criação da parte instrumental do disco?
Renato: A parte instrumental vem mais ou menos junto com a letra. O tema sempre vem primeiro: escolhemos o episodio da Historia do Brasil e começamos a desenvolver. Nesse álbum colocamos algumas 'texturas' brasileiras como violões e algumas orquestrações. Isso será mais evidente no próximo álbum.
5 – Quais são as grandes dificuldades de se produzir um disco independente no Brasil?
Renato: Acho que hoje em dia a produção não é tão complicada, o acesso a instrumentos e tecnologia está cada vez mais fácil. Acho também que a qualidade técnica do músicos e produtores não deve nada aos gringos.
6 – Como vocês avaliam o atual mercado fonográfico brasileiro?
Renato: O mercado de metal está em total ascensão. Tivemos um período de baixa, mas acho que muitas bandas veem aparecendo e novos álbuns sendo lançados. Hoje o metal brasileiro está em todas as vertentes. O público está aprendendo a absorver isso tudo e vai consumir o produto nacional com mais frequência. Torço muito para que isso aconteça.
Confira a matéria completa no link abaixo:
http://www.rockalivebrasil.com/2014/12/rock-alive-brasil-entrevista-banda.html
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O que realmente significa quando um álbum é lançado em versão remasterizada?
Graham Bonnet Band lança "The Fifth Force Of Nature", que traz participação de Bruce Dickinson
Johnny Ramone: o guitarrista que revolucionou o rock com três acordes faria 78 anos
A música de 1984 que o Metallica tocou ao vivo uma única vez
Angra realizará primeiro show da carreira na Finlândia
Ninguém tinha sobrenome na casa onde os Rolling Stones gravaram "Exile on Main St."
Por que é importante que artistas se posicionem politicamente
O músico que mudou o som do Scorpions; "vamos tornar essa porra pesada novamente"
A canção dos Beatles em que Paul McCartney já enxergava o fim da banda
Como seria o Pink Floyd se Syd Barrett tivesse permanecido na banda?
Amanda Somerville se manifesta após diagnóstico de tumor cerebral agressivo
A exigência de Tom Parker que impediu Elvis de gravar um dos maiores hits da história
12 bandas de rock que contam com apenas um membro original na formação
A origem satânica de "War Pigs", clássico anti-guerra do Black Sabbath
30 anos de "Antichrist Superstar", de Marilyn Manson - 5 curiosidades
O significado de "Agora a China bebe Coca-Cola" no hit "Revoluções Por Minuto" do RPM
Marty Friedman conta o que o Metallica possui, mas falta ao Megadeth
PETA pede que Robert Plant mude de nome para promover causa animal



Marilyn Manson: "Sou ainda pior fora do palco"
Dream Theater: Myung não tinha planos de ser baixista



