Aldo Santillo: Rock com personalidade - entrevista ao Attitude23

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Por Franci S, Fonte: Attitude23
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Olá galera do rock, pra começar venho com muita alegria dizer que estamos inaugurando a Sessão Entrevista23 e como já esta evidente serão entrevistas que iremos fazer de maneira que sejam exclusivas com perguntas inteligentes e sobre o trabalho dos músicos. Ao contrário dessas entrevistas que andamos vendo por aí que mais parece de revistas de fofocas nós queremos coisas que como o nome e proposta do blog diz, de atitude.

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Para inaugurar essa sessão, conseguimos uma entrevista com Aldo Santillo, músico em carreira solo com uma banda de apoio de peso que acaba de lançar seu primeiro álbum, Despeito, com identidade própria e uma qualidade ímpar nas suas composições.

Santillo foi muito bacana conosco sendo muito atencioso e até mesmo paciente, o cara é extremamente profissional.

Enfim, vamos ao que interessa a entrevista que ficou muito show de bola:

Primeiramente gostaria de agradecer por responder as perguntas do Attitude23 e pela atenção dada ao nosso blog. Poderia se apresentar aos nossos leitores?

Santillo: Na verdade eu é que agradeço. É sempre um prazer conversar com os blogs de música que são o canal mais forte de divulgação da música independente no Brasil. E, ainda mais, quando eu percebo que houve uma pesquisa feita a respeito da minha música, como é o caso de vocês do Atitude23.

Eu sou Aldo Santillo, tenho 42 anos, e lancei ano passado meu primeiro CD, Despeito. Sou compositor desde os 15 anos, tenho uma formação musical ampla, incluindo mpb, música erudita e, é claro, rock, em especial classic rock. Estudei música nos EUA, onde me aprofundei mais no estudo do violão clássico e popular, mas não me considero instrumentista. Sempre tive grande dificuldade com o instrumento. Tudo o que consegui foi a custo de muitas e muitas horas de prática. Mas me considero um bom compositor, tanto de música, como de letra.
Ultimamente aprimorei minha técnica vocal e hoje me vejo mais como cantor e compositor. Fiquei muitos anos longe da música mas, há coisa de 3 anos, voltei a tocar e a compor até que, "um belo dia, decidi mudar". Saí do meu emprego e gravei meu primeiro CD.

Seu som é bem peculiar, arrisco dizer que conseguiu um sonoridade própria. Como chegou a esse estilo e qual gênero costuma usar ao descrevê-lo?

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Santillo: Desde que comecei a tocar violão, já queria tocar minhas próprias músicas. Não via a menor graça em tocar músicas dos outros. E assim foi com as bandas da adolescência. Sempre tocávamos música autoral. Gosto muito de compor e, em especial, de ver como a música se desdobra quando apresentada à banda. Geralmente, chego com uma ideia e vamos construindo em cima. Acho essa interação muito importante e enriquecedora para o todo da música. A mim, me parece que a música pede pra ser de uma forma ou de outra, ela mesma se guia. Bem, dito isso, fica claro que desde o início eu queria fazer o meu som. Às vezes me vejo como uma esponja, que suga tudo que está à sua volta e, dessa mistura, inconscientemente, sai o meu som. Acho que a sonoridade própria vem disso, do meu desejo desde sempre de fazer um som próprio, de não imitar ninguém e, também, em grande parte, à banda que gravou o CD comigo.
Costumo descrever o meu som como rock. É de rock o que gosto. Não é metal, não curto muito metal, sou mais da turma do classic rock, curto muito grunge e punk rock. Algumas pessoas que respeito muito musicalmente já descreveram meu estilo como hard rock clássico, outras como pop rock, enfim, tem pra todos os gostos. Sempre defini meu som como rock, a não ser algumas músicas específicas, como Despeito e Corpo Macio, que claramente são de outros estilos. Mas, sem querer cair naquele lugar comum, não gosto de me apegar a rótulos. Faço a música que gosto.

O seu primeiro álbum, Despeito, pelo que podemos observar é independente, conte como foi a gravação dele. Já haviam músicas prontas e as utilizou ou as compôs especialmente pra esse debut?

Santillo: Despeito foi gravado de forma totalmente independente, com meus próprios recursos. Tive a sorte de contar com a banda que fechou com o projeto e fizemos o melhor que poderia ser feito dentro dos nossos recursos de tempo e dinheiro. As músicas foram sendo arranjadas e gravadas ali na hora mesmo. Eu apresentava a música e a galera ia construindo em cima. Todos os arranjos passavam pelo meu crivo, exceto no caso de Videogames, que eu deixei por conta deles e, na minha opinião, saiu uma beleza.

A gravação do CD começou com uma música que gravamos pra participar de um festival, que consistia em gravar uma música para uma letra de um artista já consagrado. Essa música, depois, passou a se chamar Outro Lugar, e está no CD. Gostei muito do resultado e senti a necessidade de gravar mais. Foi assim que juntei a galera (Marcelo Borges, Jeovah Júnior, Claudio Santillo eCristiano Lage) e gravamos mais 4 músicas: Despeito, Segunda-feira, Corpo Macio e A Fé. Esta última não entrou neste CD, mas certamente estará no próximo. Depois resolvi gravar o CD inteiro.

Como disse anteriormente, já componho desde os 15 anos então meu repertório de composições é grande. Mas, muitas delas, têm letras que não se adequam à proposta que queria pra este CD, ou por serem muito ingênuas ou por retratarem posições que já não fazem parte de nossa realidade ou de minhas opiniões hoje. Pra este CD gravei músicas como Corpo Macio e Nuvens, que são do final da década de 80, portanto com mais de 20 anos de existência. Outras são de um período intermediário, como Videogames, Bandido, Lua, Despeito, Segunda-feira e Nananá, que datam de meados da década de 90. Ponto., Por Alice, As melhores coisas da vida são as mais recentes, de 2011 pra cá.

Como bem sabemos, você se apresenta em carreira solo e não como uma banda em si. Para apresentações ao vivo usa uma banda própria? Quais os integrantes? Eles participaram da gravação de Despeito?

Santillo: Pois é, costumo dizer que sou banda e sou solo. Só me apresentei até agora com a banda que gravou o CD, já citada acima. E curto bastante essa formação, por conta da sonoridade que ela produz. É o tipo de som que eu curto mesmo, que me dá prazer ouvir. Mas nada impede que me apresente com outra banda. Os integrantes originais são Claudio Santillo (guitarra e violão), Marcelo Borges (guitarra e violão), Jeovah Júnior (baixo) e Cristiano Lage (bateria). Para a gravação do CD convidamos o tecladista Lauro Almeida, grande amigo, para a participação em algumas faixas e o também amigo e virtuose Mateus Schneider, que fez o solo em Nananá. Nos shows, adicionamos o também guitarrista e produtor Leandro Carvalho.

Devo dizer também que neste CD tenho um parceiro em duas músicas, o amigo Walder Clemente. São fruto dessa parceria Nuvens e Ponto.

No último mês estou ensaiando com uma nova galera muito boa, aqui mesmo do Rio de Janeiro, e espero em breve fazer mais shows com essa nova formação. Pelo que vi e ouvi até aqui, o som promete com essa banda também. Em breve estaremos com o "bloco na rua".

Voltando ao álbum Despeito, bem interessante que mesmo em composições mais complicadas como a bluesada Corpo Macio você preferiu compôr em português, coisa bem difícil de se fazer mas entre os sons, encontramos Videogames que esta em inglês e devo dizer que foi um dos sons que mais curti, pensa em compôr mais em inglês ou só foi uma experiência mesmo?

Santillo: Sempre compus em português e confesso que não entendo muito bem o porquê de muitas bandas novas só gravarem em inglês. Videogames foi feita em inglês pois a fiz quando morava nos EUA, foi uma coisa de momento. Nunca tive a pretensão ou a vontade de compor apenas em inglês, mas também, como vocês já devem ter notado pela diversidade de estilos que permeia Despeito, eu não gosto de me prender a rótulos e nem vejo com estranheza ter uma música em inglês em um CD praticamente cantado em português. Nananá, se formos pensar bem, é uma música sem letra, mas com um forte apelo ao espanhol mexicano. Poderíamos até dizer que é, também, feita em "outro idioma".

Quanto à sua pergunta, a resposta é SIM. Já estou gravando uma nova música em inglês, chamada "I won`t let you down" que tem uma proposta ambiciosa, de gravá-la com uma cantora de blues e soul já consagrada. Espero um dia conseguir esse dueto.

Nananá é uma música bem inusitada, me diverti muito com ela, como surgiu a ideia dessa música sem letras

Santillo: Nananá já nasceu assim, sem letra. Mas a "diversão" da música nasceu mesmo foi no estúdio, enquanto gravávamos. Claudio colocou uma guitarra meio mexicana, usando slides, e então a criação do tema vocal foi quase que imediato. Nananá foi, sem dúvida, a música que mais nos divertimos gravando e criando em cima. Eu sempre pensei nela como um instrumental onde faríamos uma brincadeira com efeitos sonoros, como é o caso do burburinho e da música subindo dentro dele. Mas o apelo country rock veio depois, no estúdio mesmo. Gostei demais do resultado.

Curti o álbum por inteiro mas tenho minhas músicas prediletas nele como Videogames como já disse, As Melhores Coisas Da Vida que é uma linda homenagem a um filho e Nananá. Quais sons desse álbum que você tem predileção?

Santillo: Eu sou suspeito, gosto de todas...rs...A minha menina dos olhos, durante muito tempo, foi Segunda-feira, que considero uma música forte, segura, assim como Ponto. Gosto muito de Por Alice e a própria Despeito, que a princípio destoa do resto do CD, mas que, no conjunto da obra, a enriquece.

Já que mencionei As Melhores Coisas Da Vida, uma curiosidade, você logo na introdução dessa música, deixa claro que é uma homenagem a um filho. Conte-nos sobre essa bela homenagem e esse belo sentimento que é ser pai.

Santillo: Sim, essa música foi dedicada ao meu filho, João Rafael, hoje com 15 anos. Foi feita num momento difícil pelo qual passamos. Eu quis fazer uma música que todo pai (ou mãe) pudesse cantar para seu filho, daí surgiu essa música e, pelo que tenho ouvido de algumas pessoas, o objetivo foi conseguido. No ano passado, no dia dos pais, fizemos um vídeo colaborativo dessa música, com fotos de fãs e amigos. O vídeo pode ser visto abaixo.

Quais seus futuros projetos?

Santillo: Pretendo fazer mais shows e gravar mais. Às vezes fico impaciente já que tenho muitas músicas ainda pra gravar e fico pensando naquela adrenalina do estúdio, em como sairão os arranjos, e quero ver isso logo pronto. Mas com paciência tudo acontecerá ao seu tempo.

Enfim, pra finalizar essas perguntas, gostaria de agradecer ao tempo em que dispôs para nos responder e gostaríamos que se despedisse dos nossos leitores.

Santillo: Gostaria de deixar o meu muito obrigado ao Atitude23 por abrir este espaço importantíssimo para a música independente e, em especial, aos seus leitores. Convido a todos a curtirem meu som, disponível gratuitamente no www.facebook.com/santillo.rock e, também, a compartilhá-lo por aí com os amigos. Na fan page eles poderão acompanhar mais de perto a evolução da minha carreira, ver vídeos, conversar comigo, enfim, é o canal aberto com o público para a comunicação. Valeu demais!




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