Twisted Sister: "bandas famosas pelos abusos eram babacas"
Por André Molina
Postado em 26 de novembro de 2010
Na véspera do show (25 de novembro) a ser realizado em Curitiba, os guitarristas do Twisted Sister, Jay Jay French e Eddie Ojeda, aproveitaram para conceder uma entrevista bem humorada a radio 91 Rock e alguns jornalistas convidados. A pequena coletiva comandada pelo músico Zé Rodrigo contou com as participações dos jornalistas André Molina (Whiplash), Guilherme (Blog Mondo Bacana) e o apresentador da rádio curitibana, Mauro Muller.
A entrevista foi acompanhada por mais de 50 fãs, que tiveram oportunidade de conhecer os músicos e participar de um churrasco realizado para receber a banda norte-americana de Hard Rock. Confira a seguir a breve entrevista:
Como o Twisted Sister conseguiu renovar seus fãs?
Jay Jay: Durante 25 anos tocamos nos maiores festivais do mundo e sempre estamos com o mesmo ânimo da primeira vez. Quando se faz bons shows em diversos lugares você agrada pessoas, independente, da idade e pode ter retorno durante muitos anos.
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Eddie: Por ser a segunda vez que estamos no Brasil sentimos a mesma atmosfera e empolgação do início de carreira. Utilizamos o mesmo ritual de 25 anos atrás. É uma renovação de público para nós.
O disco "Stay Hungry" se tornou um trabalho clássico da década de 80. Qual avaliação vocês fazem do álbum?
Eddie: O disco foi composto e gravado em Nova Iorque e terminado na Califórnia. Quando você grava um disco não dá para saber o que pode acontecer. É um prazer ter composto músicas para este álbum, que se tornaram clássicos como "We're Not Gonna Take It" - usada como tema do exército norte-americano. "I Wanna Rock' serviu como trilha sonora em diversos filmes. São canções que se tornaram clássicos. Quando compusemos não pensavámos onde as músicas poderiam chegar.
Jay Jay: O disco na época foi multiplatina em nove países, mas do lado oposto os videoclipes foram responsáveis por determinar a nossa imagem. Não transmitia necessariamente o que pensamos. Quando subimos no palco tentamos provar para as pessoas que não somos só o que aparece na TV. Não queremos mostrar só imagem. Por isso levamos a sério o trabalho em cima do palco. Temos sempre o desafio de mostrar que a música é a prioridade. Ter muito sucesso pode ser ruim por causa da questão da imagem.
Porque as bandas da atualidade vem perdendo a rebeldia em comparação as bandas das décadas anteriores?
Eddie: A rebeldia sempre vai existir. Hoje as pessoas tentam ser boazinhas, mas a postura não tem relação com o rock ‘n’ roll. Perde a graça. É possível ser "bad boy" sem você estragar sua saúde. As pessoas hoje em dia tem um comportamento pior, mas direcionam esta postura aos Anos 80. O mais importante é ser inteligente.
Jay Jay: As bandas que ficaram famosas nos anos 80 pelos abusos eram grandes babacas. E continuam iguais. Eles se mataram, tomaram todas e ficaram na pior. As cinco bandas que continuam com a mesma formação são Rush, Aerosmith, ZZ Top, Motley Crue e Twisted Sister. Destes grupos, Motley Crue aprendeu a lição e sobreviveu. Nossa banda não é de festa. Os fãs e o trabalho estão em primeiro lugar. Não é o primeiro lugar do Axl Rose, que chega duas horas atrasado em um show e diz dane-se a quem gastou seu dinheiro. Nunca tivemos esse problema. Por isso estamos comemorando 9 mil shows.
Vocês participaram de uma geração que veio depois do Black Sabbath, Led Zeppelin, Jimi Hendrix e outros importantes nomes. Quem são seus heróis?
Eddie: Começamos fazendo covers de David Bowie, Jimi Hendrix, Queen, Cream e outras grandes bandas.
Jay Jay: Beatles e Rolling Stones me influenciaram, mas os meus heróis não são os músicos. São as pessoas que tentam mudar o mundo. Tenho uma filha com doença crônica que tem que combater todos os dias. Meu grande herói atualmente é o médico de minha filha. Os heróis do mundo são as pessoas que tentam mudá-lo.
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