Os shows que podem transformar 2026 em um dos maiores anos da história do rock no Brasil
Por Mateus Ribeiro
Postado em 02 de dezembro de 2025
Nas últimas décadas, o Brasil se consolidou como uma parada quase obrigatória para grandes bandas de rock e heavy metal. O público local demonstrou, repetidas vezes, que é capaz de lotar estádios, cantar cada verso e receber seus ídolos com uma paixão poucas vezes vista em outros países. Se dependesse exclusivamente da vontade dos fãs, todos os anos seriam marcados por apresentações de gigantes da música pesada. No entanto, fatores logísticos, financeiros e cronogramas de turnês tornam esse "sonho" um cenário praticamente inalcançável.
O ano de 2026, porém, caminha para ser um período muito empolgante. A temporada de shows internacionais já começa a se desenhar como uma das mais promissoras do século, impulsionada por uma combinação de nomes históricos. O AC/DC, por exemplo, retorna ao país após longos 16 anos, quebrando um jejum que parecia interminável para quem cresceu ao som de clássicos como "Back in Black", "Highway to Hell" e "Thunderstruck". Angus Young e seus parceiros farão três apresentações, todas no Estádio MorumBIS, entre os dias 24 de fevereiro e 4 de março.

O Guns N' Roses, mesmo sendo figura recorrente por aqui, prepara uma extensa turnê em solo brasileiro, incluindo uma apresentação no Monsters of Rock, ao lado de Lynyrd Skynyrd, Extreme e Halestorm. Para completar, o festival Bangers Open Air - realizado nos dias 25 e 26 de abril - traz ao país o Twisted Sister, inativo desde 2016 e pronto para um reencontro histórico com os fãs, guiado por hinos como "I Wanna Rock" e "We're Not Gonna Take It".

Por falar em reencontro, o Angra também se apresentará no Bangers Open Air - que reúne grandes expoentes do heavy metal, como In Flames, Black Label Society e Within Temptation. O show da banda brasileira marcará a despedida do vocalista Fabio Lione e a estreia de Alírio Netto. O guitarrista Kiko Loureiro, o vocalista Edu Falaschi e o baterista Aquiles Priester - todos ex-integrantes - participarão do espetáculo.

Como se tudo isso não bastasse, 2026 também marcará o último show do Sepultura, maior nome da história do heavy metal nacional. O guitarrista Andreas Kisser pretende convidar ex-membros da banda, incluindo os irmãos Iggor (bateria) e Max Cavalera (guitarra/vocal), fundadores do grupo.

Ainda no campo das despedidas, o Megadeth inicia em janeiro sua derradeira turnê, que passará por São Paulo em 2 de maio. Como a despedida dos palcos deve se estender por alguns anos, existe a possibilidade de um retorno futuro, mas, até agora, a apresentação no Espaço Unimed está prevista como a última do quarteto no Brasil.

Mesmo com tantos anúncios já confirmados, 2026 ainda pode se tornar um capítulo ainda mais grandioso para o rock e o heavy metal no Brasil. Três lendas, caso realmente desembarquem por aqui, têm potencial para transformar o próximo ano em um marco histórico.
Embora se apresente com certa frequência no país, o Iron Maiden sempre movimenta multidões. Atualmente comemorando 50 anos, o sexteto tem shows marcados na Europa e na América do Norte. Em relação à América do Sul, nada foi confirmado, mas o último compromisso da banda em 2026 está previsto para outubro, o que mantém vivas as esperanças de uma nova visita.
Alvo de rumores infundados propagados por "influencers" e até alguns veículos de comunicação, o Metallica é presença constante no bingo de bandas que podem tocar no Brasil. Ausente dos palcos nacionais desde 2022, o quarteto ainda não trouxe a "M72 World Tour" para esta parte do mapa. Caso uma passagem realmente aconteça, será apenas no segundo semestre, já que a agenda da banda segue preenchida até julho.
Por fim, temos o Rush, reativado em outubro, após anos de inatividade. Com a baterista Anika Nilles ocupando o posto do finado Neil Peart, o trio - formado por Geddy Lee (teclados/vocal) e Alex Lifeson (guitarra) - anunciou uma extensa turnê norte-americana. Se o Brasil for incluído nesse giro, muitos fãs que jamais viram a banda ao vivo realizariam um sonho antes considerado impossível.
Por enquanto, não há nada de concreto. Resta apenas torcer para que essa fantasia se torne realidade - e preparar o bolso, afinal, shows não são baratos. Mas, para a nossa sorte, sonhar ainda não custa nada.
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