Ace Frehley: "me envolvi com rock and roll porque eu o amo"

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Por Daniel Nusa, Fonte: Stop Smiling, Tradução
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A Stop Smiling conduziu uma entrevista com Ace Frehley, guitarrista original do KISS; veja abaixo um trecho da conversa.

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Os membros originais do KISS se reuniram em 1996 depois de 17 anos. Gene Simmons, Paul Stanley, Peter Criss e você. Quais são as suas lembranças da turnê de reunião?

Ace Frehley: "No começo foi ótimo. Foi bem estranho porque nós estávamos usando nossas velhas roupas, e não era muito diferente das turnês do passado. Em me lembro de alguns shows em que parecia uma viagem no tempo. Era bizarro. Mas com o tempo as coisas começaram a ficar estranhas, as pessoas começaram a dizer as mesmas coisas de antigamente, irritando uns aos outros, e deixou de ser divertido. Aí ficou igual ao começo dos anos oitenta".

O que, especificamente, estava sendo dito?

Ace Frehley: "Eu não quero entrar em detalhes. As pessoas começaram a fazer as mesmas coisas que faziam quando eu saí da banda (em 1982). Tomando decisões sem mim. Originalmente, era uma coisa que nós íamos fazer juntos, e, de repente, eu me sentia como um músico contratado e a minha opinião nunca era ouvida. E isso não era divertido. Nós quatro inventamos o KISS e o trouxemos ao mundo. Apenas não era mais divertido".

Depois de 17 anos vocês se reuniram. Era uma relação profissional ou vocês passavam tempo juntos como amigos?

Ace Frehley: "Não era como nos velhos tempos. Cada um ficava na sua".

Você e Peter não eram unidos como antigamente?

Ace Frehley: Não como costumávamos. Não era permitido que eu bebesse naquela turnê. Era um negócio. Era uma máquina. Depois que entramos em uma rotina, eu me lembrei porque eu havia deixado a banda".

Em um dos DVDs da série "Kissology", eles falam sobre um show no sul da Califórnia em que você quase não apareceu. O que aconteceu?

Ace Frehley: "Aquilo foi louco. Eu estava em Nova York e tinha que pegar um avião e eu perdi o vôo e eu estava tendo problemas familiares e minha filha acabou viajando comigo. Eu acho que nós, inclusive, perdemos dois vôos. Nós íamos aterrisar uma hora antes do show. Eu sei que o Tommy (Thayer, atualmente guitarrista do KISS, e, na época, gerente da turnê da banda) já estava até com a maquiagem. Tinha um helicóptero me esperando para me levar até Irvine Meadows. Eu coloquei a maquiagem em meia hora e fiz o show. Eu me sinto mal porque muita gente ficou preocupada. E esta não foi a única vez. Eu me sinto mal, mas eu não estava lá por inteiro".

Quando o KISS deixou de ser uma banda das ruas de Nova York para virar uma empresa?

Ace Frehley: "Não aconteceu em um dia, as coisas apenas começaram a ficar mais focadas no merchandising e marketing do que na música. Eu me envolvi com o rock and roll porque eu o amo. E era divertido. E durante um tempo, eu pensava: ‘Eu sou o cara mais sortudo do mundo. Eu faço uma coisa que eu amo e me pagam bastante dinheiro para isso’. E eu estava conhecendo o mundo inteiro e era ótimo. Então, de repente, você começa a ler contratos e você começa a perceber que as pessoas estão te enganando sobre várias coisas e seu advogado te diz que você deveria receber muito mais dinheiro do que você pensava, e deixa de ser divertido. Você acha que todos têm o mesmo espírito, e acaba descobrindo que existem segundas intenções".

Sobre quem você está falando?

Ace Frehley: "Eu não quero mencionar nomes. Eram pessoas que nos empresariavam. Nós tivemos que processar nossa gravadora. Nós tivemos que processar nossos empresários. E então o Imposto de Renda te ferra. Não era mais divertido e isso por causa do empresariamento ruim e pessoas tentando levar vantagem".

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