Rush: máquinas de lavar e frango assado no palco
Por Cleyton Lutz
Fonte: Rushisaband.com
Postado em 03 de fevereiro de 2009
A última edição da revista alemã Bass Quarterly traz uma entrevista com o frontman do RUSH Geddy Lee. Em uma conversa bem-humorada o músico comentou a vitória de Barack Obama nas eleições americanas, a longevidade da banda, a fidelidade dos fãs, o humor como elemento essencial nas apresentações do RUSH, além de algumas curiosidades com relação à utilização de máquinas de lavar e fornos elétricos nos shows do power-trio.
Bass Quarterly: Qual foi a sua reação na noite anterior à eleição de Obama?
Geddy Lee: "Eu estava animado e aliviado. A eleição de Obama é uma conquista monumental para os Estados Unidos, sinaliza a chegada a tempos modernos no nível de administração e também na capacidade de reconhecer a riqueza cultural existente em nosso país, vizinho dos Estados Unidos. Obama é a grande transformação do nosso tempo".
BQ: De todos os lugares glamorosos do mundo em que o RUSH tocou durante a última turnê, vocês gravaram seu novo DVD "Snakes & Arrows Live" na Holanda.
GL: "A banda é popular em diversos países, incluindo a Holanda. Visto que tocamos duas noites na Arena AHoy (localizada na cidade de Rotterdam), por razões práticas, optamos por gravar o DVD lá".
BQ: Como você explica o sucesso crescente do RUSH depois de 35 anos de carreira, considerando que vocês são um assunto secundário no mainstream?
GL: "Eu apenas posso supor algo nessa (resposta). Existe certamente um espírito em nossa música, que mantém o nosso público marcado ao longo dos anos. Estou bastante certo de que nós representamos o ‘vício’ musical perfeito para uma parte do nosso público (risos)".
BQ: Fiquei surpreso que, apesar da música poderosa, há bastante humor nos shows de vocês. O humor é uma parte importante da sua arte?
GL: "A banda existe há muito tempo e você não pode passar tanto tempo com as mesmas pessoas se não houver humor envolvido. Você não pode durar em uma banda se não existirem denominadores comuns que ultrapassem a música. Temos realmente uma série de interesses em comum, mas nosso senso de humor e sátira são peças-chave para a existência contínua da amizade, na qual o nosso trabalho está baseado. Em algum momento foi inevitável integrar o humor ao nosso trabalho. Além disso, não espero que o público nos ouça de forma concentrada por três horas de show ser lhes dar um sorriso de vez em quando – mesmo que seja apenas para mostrar a eles que não estão assistindo um Rush sério demais".
BQ: É importante apoiar o entretenimento no humor, em vez de apresentar um show grandioso?
GL: "De vez em quando nossa música é muito difícil e complexa, e em minha opinião só por nos ouvir cada membro da platéia merece um biscoito depois do show (risos)".
BQ: Por que você resolveu colocar objetos obscuros como máquinas de lavar roupa como substitutos aos amplificadores no palco?
GL: "Quando eu vim para os ensaios de uma de nossas turnês mais recentes, nosso guitarrista Alex (Lifeson) tinha acabado de construir o seu amplificador monolítico no lado dele do palco. Aquilo parecia um gigantesco clichê do Rock'n'Roll. O amplificador do meu contrabaixo, em contrapartida, tinha a dimensão épica de uma mala, que parecia ridícula se comparada com a da estrutura estilo 'Deus do Rock' que ficava do outro lado do palco. Por isso, meu roadie e eu pesquisamos a possibilidade de preencher a minha parte do palco e mostrar o quanto era ridícula a 'torre' adotada por Alex. Esse foi o começo de tudo. E não foi inconveniente, pois serviu para os shows, ao mesmo tempo em que lavou a roupa de toda a equipe (risos)".
BQ: Desta vez você usou fornos no palco, substituindo os amplificadores. Você realmente assou frangos durante os shows?
GL: "Este é um segredo que não posso revelar, devido às leis sanitárias de cada país, que fazem com que seja complicado assar frangos. Infelizmente, não fomos capazes de dividir nosso frango com o público".
A entrevista completa (em inglês) pode ser lida neste link.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O clássico do Metallica que James Hetfield considera "fraco": "Um enorme sinal de fraqueza"
Download Festival anuncia novas atrações e divisão de dias para a edição 2026
Blaze Bayley escolhe o melhor disco do Metallica - mas joga sujo na resposta
Como o Queen se virou nos trinta e ganhou o jogo que o AC/DC sequer tentaria, admite Angus
A maior dificuldade de Edu Ardanuy ao tocar Angra e Shaman na homenagem a Andre Matos
Iron Maiden anuncia reta final da "Run for Your Lives" e confirma que não fará shows em 2027
João Gordo explica o trabalho do Solidariedade Vegan: "Fazemos o que os cristãos deveriam fazer"
Mikael Åkerfeldt (Opeth) não conseguiria nem ser amigo de quem gosta de Offspring
Os álbuns do Rush que são os prediletos de Regis Tadeu
O disco obscuro que Roger Waters acha que o mundo precisa ouvir; "Um álbum muito importante"
Como a banda mais odiada do rock nacional literalmente salvou a MTV Brasil da falência
Nenhuma música ruim em toda vida? O elogio que Bob Dylan não costuma fazer por aí
"Burning Ambition", a música que dá título ao documentário de 50 anos do Iron Maiden
AC/DC - um show para os fãs que nunca tiveram chance
Sepultura lança "The Place", primeira balada da carreira, com presença de vocal limpo



Alex Lifeson diz que Anika "virou a chave" nos ensaios do Rush; "No quinto dia, ela cravou"
Pacote VIP para show do Rush custa mais de 14 mil reais
Rush está ensaiando cerca de 40 músicas para sua próxima turnê
Geddy Lee comenta tour que Rush fará no Brasil em 2027
Família de Neil Peart apoia a turnê "Fifty Something", que marca o retorno do Rush
Confira os preços dos ingressos para shows do Rush no Brasil
Geddy Lee sobre os fãs do Rush; "um bando de garotos feiosos"
Kirk Hammet: "não sou um Van Halen, ainda estou aprendendo"
Dio: "Ozzy me odeia quando estou no Sabbath!"


