Paul Stanley: "o Kiss pode continuar sem mim"
Por João Renato Alves
Fonte: Blabbermouth
Postado em 13 de março de 2008
Em entrevista ao Daily's Telegraph da Austrália, Paul Stanley deixou subentendido que seus dias de turnê no KISS podem estar contados.
"Eu realmente acredito que chegará o dia em que a banda terá que seguir em frente sem mim. Muitos não conseguem imaginar isso, mas eu sim. Deve haver alguém por aí com a mesma paixão e vontade. O que não significa que eu não continuaria tendo controle criativo", declarou o vocalista e guitarrista.
Para Stanley, o KISS é maior do que qualquer membro do grupo individualmente. Mais até mesmo do que uma banda, é uma filosofia.
"Acho que o KISS está mais para um ponto de vista em relação a respeitar os fãs. É uma lealdade e uma direção maior do que os próprios membros da banda. Não seguimos as mesmas regras dos outros músicos. Não consigo viver dentro de limites impostos pelos outros. Acho que o KISS está fundamentado em algo tão sólido que continuará a viver, como se fosse um time de futebol. Mudam os jogadores e a marca continua".
Paul também falou sobre seu relacionamento com Gene Simmons, com quem fundou e lidera o KISS há mais de 35 anos.
"Nos vemos como irmãos. Isso significa que mesmo se quiséssemos, jamais poderíamos nos livrar um do outro. Pensamos e temos prioridades diferentes. Certamente um de nós gosta de aparecer como o gênio que fez tudo isso acontecer. Mas isso não aconteceu por causa de uma única pessoa. Foi a química entre indivíduos que não pensam necessariamente do mesmo jeito que fez o KISS ser o que é. Mas sempre deixamos nossos egos de lado quando é hora de pensar na banda".
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