Cornell: Soundgarden e possíveis raridades

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Por Thiago Coutinho, Fonte: The Culture Shock, Tradução
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Em uma recente entrevista conduzida por Patrick Douglas, do periódico estadunidense The Culture Shock, o ex-vocalista do SOUNDGARDEN e do AUDIOSLAVE Chris Cornell lembrou seus tempos no grupo que explodiu em meados da década de 90 no cenário grunge, falou sobre músicas antigas, passado no AUDIOSLAVE entre outros assuntos.

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The Culture Shock — Tive a oportunidade de assisti-lo com o AUDIOSLAVE algumas vezes, e na última delas você tocou diversas músicas do SOUNDGARDEN. O quão revigorante é agora para você poder mudar o repertório, ir a qualquer ponto de sua carreira e dizer ‘hoje à noite vou tocar esta música’?

Chris Cornell — "É demais. O único incômodo é o tempo. Estivemos em Nova Iorque recentemente e fizemos diversos shows e festivais, mas não fizemos passagens de som e eu adoro fazê-las. Não me importo mesmo em chegar e ficar duas horas passando o som algumas vezes. É de onde você literalmente começa a aprender as canções que são do meu catálogo. E não tínhamos muitas delas. E não podíamos adicionar mais músicas de forma rápida como eu gostaria. Fico sempre atento e fazendo minhas coleções de títulos de canções porque eu as esqueço e tem sempre alguns fãs que chegam algumas vezes e dizem ‘gostaria que você tocasse esta’ e eu respondo ‘pois é, seria legal mesmo’. As passagens de som acabam tornando-se ensaios onde nós temos mesmo que ensaiar... porque agora sabemos tantas canções que temos que ensaiar algumas delas para que não as esqueçamos. E também não podemos nos esquecer das músicas novas e tocá-las também. Parte de mim sente que eu poderia sair em turnê e fazer algo como... vi o ELVIS COSTELLO recentemente fazer uma turnê do tipo ‘atrações’ em que ele vai lá e só toca canções de seus dois primeiros trabalhos, aquele estilo bem agressivo, punk rock e também já o vi em turnês em que faz completamente o oposto disso. E eu sei que tenho capacidade de fazer algo assim. Não estou fazendo agora. Agora, é apenas algo do tipo do começo ao fim, estou apenas incorporando canções dos mais diversos tipos que fiz ao longo dos anos e tentar encaixá-las em pouco mais de duas horas de show".

The Culture Shock — Você já fez parte de colaborações históricas em sua carreira, mas acho que é algo extra vê-lo em uma turnê solo. Diga-me o que você acha agora poucos meses depois do lançamento de seu novo álbum solo e na turnê em suporte a ele.

Cornell — "Não sei. Acho que é algo que vai além do conceito de álbum solo. A primeira vez que fiz isso foi com o ‘Euphoria Morning’ e apenas me fixei nas faixas daquele álbum e acho que toquei apenas uma ou duas músicas do SOUNDGARDEN. Agora é diferente, porque estou tocando qualquer coisa que fiz em toda a minha carreira. Acho que isso deixa as coisas mais definitivas. Acho que agora encaixa-se um pouco mais no sentido de que tenho um álbum solo e uma turnê solo. Quando o SOUNDGARDEN acabou, pensei que uma carreira solo seria o melhor para mim. Eu sequer pensava que estaria em outra banda. Eu não queria isso e então tive essa experiência com o TEMPLE OF THE DOG e vi o RAGE AGAINST THE MACHINE tocar, a combinação desses dois incidentes fez o AUDIOSLAVE acontecer e mudaram minha opinião sobre uma colaboração que poderia ser legal. Mas isso acabou colocando um ponto final no que seria uma carreira solo e me colocou na mesma posição de antes. Fiquei mais ou menos assim: ‘ok, deixei aquela banda, fiz outro álbum solo, mas ainda não tenho uma carreira solo, será algo que farei vez por outra’. Mas agora, que caí na estrada, ficou mais claro que estou fazendo algo solo. Especialmente quando toco todas essas músicas de diferentes épocas da minha carreira. Essa é a primeira vez na vida que estou totalmente satisfeito com minhas performances ao vivo. Tenho que cantar tantas coisas diferentes e tão distintos tipos de música e tenho que manter as versões perfeitas de músicas como ‘Jesus Christ Pose’, ficar lá com um violão e cantar cinco músicas uma atrás da outra e qualquer uma que venha à minha cabeça naquele exato momento, o que é demais".

The Culture Shock — Isso me lembra um pouco o STING, que vi há alguns anos. É quase a mesma coisa com ele. Não é necessariamente tudo sobre uma carreira solo. Além do mais, quando fomos ao show dele, ele tocou muita coisa do THE POLICE.

Cornell — "Comigo é algo como carreira versus não-carreira. Assim que me permitiram gravar álbuns, algo que começou lá na Sub Pop [N. do T.: gravadora de Seattle que revelou grandes nomes da cena grunge], alguém veio me disse que eu poderia colocar minha música em um disco. Assim que isso aconteceu, aí sim foi o começo da minha carreira. ‘Carry On’ é o meu 13º ou 14º trabalho de estúdio. E todos os álbuns ou gravações nos quais estive envolvido tiveram a mesma importância igualmente. Nunca gravei algo que pensei: ‘bem, isso não é melhor que posso dar em uma gravação’. Quando ainda estava no SOUNDGARDEN e estávamos compondo para aquele que seria o ‘Badmotorfinger’, eu compus muita coisa. Escrevi o dobro de músicas que acabaram entrando naquele álbum, e depois ainda fiz o TEMPLE OF THE DOG e eu não achava que este projeto seria algo passageiro".

Para ler a entrevista, em inglês, na íntegra, clique
aqui.

Em outras novidades, Cornell garante que há muito material gravado e nunca-lançado enquanto o cantor esteve à frente do SOUNDGARDEN. “Mas eu deixei essa tarefa com o Kim (Thayil, guitarrista) porque ele sempre esteve no controle de coisas como um box set ou mesmo um álbum só de lados-B”, explicou Cornell à The Pulse of Radio.

Com cinco álbuns gravados e dois EPs, o SOUNDGARDEN anunciou seu fim em meados de 1997. “Temos mencionado fazer algo assim há alguns anos, e tenho certeza que em algum momento Kim o fará. Não sei quanto material não-lançado há, mas tenho certeza que há muita raridade que a maior parte dos fãs não ouviu e seria legal lançar isso”, afirmou Cornell.

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Sobre Thiago Coutinho

Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!

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