Braia: o novo projeto de Bruno Maia (Tuatha de Danann)

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Por Maurício Dehò
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Depois de um longo tempo sem um CD do Tuatha de Danann (o último foi “Trova Di Danú”, de 2004), quem aparece com um novo projeto é o vocalista, guitarrista e flautista da banda, Bruno Maia. O mineiro anunciou há alguns dias o projeto Braia, que se distancia um pouco do metal e vai atrás de suas influências celta, passando pelo rock progressivo e algo da MPB. “Uma mistura de Altan, Clannad, Renaissance, Secos e Molhados, O Terço e Jethro Tull...”. O mineiro foi o responsável pela maioria dos instrumentos e ainda chamou convidados para dividir as gravações, que ocorreram em diversos estúdios.

Com o trabalho em processo de mixagem e masterização, feitos por Paulo Anhaia, e programado para sair no primeiro semestre no Brasil e no exterior (o mineiro ainda negocia uma gravadora), o Whiplash conversou com Bruno para saber mais sobre este novo som e, claro, conhecer as novidades do Tuatha. E olha que, se depender da vontade dos mineiros, podem vir até dois CDs em 2007, sendo um acústico. Se houver tempo hábil...

Whiplash!: Como surgiu essa vontade de fazer um trabalho paralelo ao do Tuatha de Danann?

Bruno Maia: Na verdade, eu já tinha umas músicas feitas, mais acústicas, e percebi que não se encaixavam muito no Tuatha. É menos metal e ia acabar desvirtuando um pouco a banda. O Tuatha tem um som próprio, que já está na minha cabeça. Um som único e que eu não vou mudar. E aí comecei essas músicas mais acústicas, um pouco menos rock. Comecei a viajar com esse negócio e venci barreiras até escrevendo em português. Parece que flui bem mais fácil.

Whiplash!: Acaba sendo mais simples que no Tuatha?

Bruno Maia: O conceito das letras ficou bem parecido, falando da preservação da natureza, de mágica. O som tem gente que escuta e fala: “Ah, lembra o Tuatha”. Vai lembrar um pouco, mas as influências são mais variadas, com o celta mais evidente. Aí esse material foi acumulando e tinha que sair em algum lugar.

Whiplash!: Como você definiria o Braia?

Bruno Maia: Definir é difícil. É meio world music, com muita influência celta, da musica mineira, Secos e Molhados, rock progressivo e Tuatha.

Whiplash!: E como foi este processo de gravação?

Bruno Maia: O CD vai ter dez músicas e duas ainda ficaram de fora. Eu comecei há uns dois anos, mas aconteceu um tanto de coisa que eu tive que parar as gravações. Deu um intervalo de quase um ano. É difícil, quando você volta a cabeça já está em outro lugar e você já quer mudar várias coisas. Uma coisa que aprendi nisso é que tem que chegar e gravar. Iniciei em São Paulo. Fiz as bases inteiras: violões, teclados, flauta, whistle. Aí tive que ficar um tempo fora. Fui para a Irlanda, onde tive o privilégio de conhecer vários músicos. Depois voltei, fiz vozes, guitarras, foi então que demorou mais. Sem esses intervalos, a gravação durou cerca de um ano.

Whiplash!: Você chegou a gravar na Irlanda com músicos locais. Como surgiu a idéia?

Bruno Maia: Eu já teria que ir pra fora pra resolver umas coisas, mas tinha isso na cabeça. Quando fui uma outra vez conheci uns músicos, então seria mais fácil. Não marquei antes, mas já sabia o que fazer. Eu sempre gostei muito da Irlanda, não só pelo lance celta.

Whiplash!: Como foi gravar com pessoas diferentes das que você toca habitualmente?

Bruno Maia: Tem diferença. O Tuatha eu já estou acostumado, mas na hora do estúdio ela é pequena, é um ambiente muito frio. Eu noto a diferença porque estou com os caras desde moleque.

Whiplash!: E o som do Braia dá pra ser reproduzido ao vivo?

Bruno Maia: Vou ter que fazer, mas tenho que chamar uma galera. Pra ficar legal eu precisaria de umas sete pessoas, por ter muitos vocais femininos, senão poderiam ser seis.

Whiplash!: Nos vocais femininos foram as mesmas cantoras que vocês usavam no Tuatha?

Bruno Maia: Duas músicas são com a Isabel (Tavares), que já trabalhou com a gente. As outras foi com uma soprano aqui de Varginha (Fernanda O’Hara), que tem uma voz bem lírica, aqueles agudos... Na verdade, duas das faixas são instrumentais.

Whiplash!: O processo de produção foi conduzido por você?

Bruno Maia: O Paulo (Anhaia, que produziu o “Trova di Danú”) ficou com a mixagem e a masterização e eu fiz a produção.

Whiplash!: É uma área que você gosta?

Bruno Maia: Minha onda é escrever, criar e produzir. Nos CDs do Tuatha eu já ficava muito no estúdio, sempre estive muito presente nesse processo e gosto disso.

Whiplash!: Esse lance de multi-instrumentista vem desde quando?

Bruno Maia: Violão mesmo eu toco desde criancinha. Meus pais tinham em casa. Aí fui aprendendo. Depois tinha um bandolim, um bouzuki, que também é um instrumento de corda. Fui dando cabeçada mesmo...

Whiplash!: E o Tuatha, segue sendo a sua banda principal?

Bruno Maia: O Tuatha ta aí. A gente teve alguns problemas mas agora estamos com a idéia de fazer um acústico. Na verdade, o “Trova di Danú” foi muito turbulento, teve muitos problemas longe da música, como relançar o CD, não fazer uma turnê direito. Teve e não teve o retorno que a gente esperava. Já tínhamos pensado no acústico há muito tempo, mas sempre fomos adiando. Agora chegou a hora de pensar em fazer algo novo e talvez ainda no primeiro semestre ele saia.

Whiplash!: Faz um bom tempo já desde o último álbum? Vocês têm em mente que não podem demorar a colocar algo no mercado?

Bruno Maia: Na verdade já tínhamos que ter lançado. Já temos umas músicas novas. Tem a chance de fazermos dois CDs até o fim do ano, com um de inéditas. De qualquer jeito, vai ter material novo no acústico.

Mais informações sobre o Braia neste link.

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Sobre Maurício Dehò

Nascido em 1986, é mais um "maidenmaníaco". Iniciou-se no metal ao som da chuva e dos sinos de "Black Sabbath", aos 11 anos, em Jundiaí/SP. Hoje morando em São Paulo, formou-se em jornalismo pela PUC e é repórter de esportes, sem deixar de lado o amor pela música (e tentando fazer dela um segundo emprego!). Desde meados de 2007, também colabora para a Roadie Crew. Tratando-se do duo rock/metal, é eclético, ouvindo do hard rock ao metal mais extremo: Maiden, Sabbath, Kiss, Bon Jovi, Sepultura, Dimmu Borgir, Megadeth, Slayer e muitas, muitas outras. E é de um quarteto básico que espera viver: jornalismo, esporte, música e amor (da eterna namorada Carol).

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