Tom Araya: "precisamos evoluir com o tempo"

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Maximum Ink, Tradução
Enviar correções  |  Comentários  | 

Paul Gargano, da revista Maximum Ink, entrevistou recentemente o frontman do SLAYER, Tom Araya. Entre outros temas Tom Araya comenta a evolução da banda.

4784 acessosKerry King: revelando qual a sua música favorita do Metallica5000 acessosFotos de Infância: Robert Plant, do Led Zeppelin

Maximum Ink: É correto dizer que o SLAYER ficou mais politizado nos últimos anos?

Tom Araya: "De certa forma sim, mas não exatamente. Há mais comentários sobre problemas sociais, como 'isso é o que estou vendo, então vou escrever sobre isso'. Mas não gostamos muito de expressar abertamente nossas opiniões. Preferimos apenas descrever o que vemos e saber qual a sua opinião sobre o assunto, sobre o que estamos vendo. Talvez você veja algo diferente..."

Maximum Ink: Mas não podemos dizer que suas inspirações mudaram com o passar doa anos?

Tom Araya: "Sim, as nossas inspirações vão mudando, como o ambiente em que vivemos. Além disso, nós também amadurecemos, crescemos e começamos a ver as coisas de maneira diferente, então começamos a compor de maneira diferente. Isso não significa que vamos mudar as imagens e as idéias nas quais o SLAYER se baseia, apenas vamos modificar os cenários que descrevemos. Antes havia apenas demônios e vilões, agora escrevemos sobre os demônios e vilões da humanidade".

Maximum Ink: Isso é uma prova de que o SLAYER foi capaz de passar por essa evolução, porque muitas bandas da sua época não conseguiram.

Tom Araya: "Isso é apenas maturidade. Trata-se apenas de entender realmente do que se está falando. Quando eu, Dave [Lombardo, bateria], Jeff [Hanneman, guitarra] e Kerry [King, guitarra] nos conhecemos, ainda estávamos no ensino médio! Queríamos ser chamados de 'SLAYER' ('matadores') e sermos completamente diferentes do que Hollywood mostrava: Não queríamos ser garotos comportados, queríamos ser malvados, então não poderíamos escrever sobre festas, deveríamos escrever sobre Satã. Entende o que quero dizer? [Risos] Éramos jovens, Kerry gostava dessa coisa de satanismo e o VENOM era uma grande influência; aí e começamos a trabalhar nas músicas e a coisa toda se desenvolveu. Foi quando gravamos o álbum 'Show No Mercy' que tudo começou – eu tinha 22 anos e os outros tinham 19".

Maximum Ink: Então foi nesse momento que a evolução começou, e ainda não parou.

Tom Araya: "Sim. Todo mundo já foi jovem, mas quando crescemos, precisamos evoluir e mudar. Foi isso o que fizemos. Amadurecemos, e o álbum 'Reign Blood' marcou essa mudança. Tínhamos acabado de gravar o 'Hell Awaits', que era bem sombrio, diabólico e satânico, e mudamos de assunto no 'Reign in Blood', que falava menos de Satã e mais de problemas sociais... Mas de vez em quando fazemos questão de mencionar 'Satã'! [Risos]"

Maximum Ink: O fato de ser pai o “amansou” de alguma forma?

Tom Araya: "Não. A única coisa que faço diferente é tomar mais cuidado com o que falo [risos], por causa de meus filhos, da minha família. Isso é algo que faço inconscientemente… Eu e minha esposa somos grandes fãs de filmes de terror, como as refilmagens do 'Amityville Horror' ['Horror em Amityville'] e 'Texas Chainsaw Massacre' ['O Massacre da Serra Elétrica'] e deixamos nossos filhos ver esses filmes com a gente. Eles não são obrigados, mas podem, se quiserem... Eles têm 7 e 10 anos e de vez em quando perguntam: 'Isso é real'? Então conversamos com eles e deixamos claro que se trata apenas de um filme, e eles entendem. Aí eles assistem as partes que mostram como as cenas e os efeitos especiais foram feitos e começam a entender melhor que tudo é apenas a magia do cinema. É a mesma coisa com a música: deixamos eles escutarem o que quiserem".

Maximum Ink: A sua casa é de “Metal”?

Tom Araya: "É uma casa de variedades. Eles escutam metal, country, kid-pop... Eles simplesmente curtem música, o que me deixa satisfeito. Eles cantam, representam, e imitam um pro outro o que eles vêem nos vídeos".

Leia a entrevista completa (em inglês) no link abaixo.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Kerry KingKerry King
Guitarrista revela qual a sua música favorita do Metallica

619 acessosDuplas de guitarristas: Loudwire elenca suas dez melhores875 acessosBody Count: divulgado videoclipe de covers do Slayer742 acessosBody Count: veja o vídeo para "Raining Blood", do Slayer0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Slayer"

Melhores do metalMelhores do metal
Experts da MTV elegem Sabbath, Judas e Metallica

SlayerSlayer
O pedido de autógrafo mais maluco que Kerry King recebeu

O Matador!O Matador!
"Don" Dave Lombardo surra as peles em "Painkiller"

0 acessosTodas as matérias da seção Entrevistas0 acessosTodas as matérias sobre "Slayer"

Fotos de InfânciaFotos de Infância
Robert Plant, do Led Zeppelin, muito antes da fama

Nomes de BatismoNomes de Batismo
Os nomes verdadeiros dos artistas do Rock e Metal

TatuagensTatuagens
Homenagens ao Guns N' Roses na pele dos fãs

5000 acessosMas afinal... o que é rock progressivo?5000 acessosRoger Moreira: resposta bem humorada a "crítica" no Agora é Tarde5000 acessosThin Lizzy, Metallica: A história de "Whiskey in the Jar"5000 acessosSeparados no nascimento: Eddie e Seu Madruga3411 acessosDream Theater: ouça um impressionante "vocal cover" de "Pull Me Under"5000 acessosBruce Dickinson: interpretando clássico do AC/DC em 1990

Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

Mais informações sobre César Enéas Guerreiro

Mais matérias de César Enéas Guerreiro no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online