Kiss: 10 músicas gravadas com formações completamente alternativas
Por Igor Miranda
Postado em 24 de janeiro de 2017
O Kiss se tornou notável, ao longo dos anos, por ter gravado inúmeras músicas com formações distintas daquelas que apareciam creditadas. Isso acontecia, especialmente, em músicas feitas a partir de "Dynasty" (1979), disco que marcou o início da deterioração da banda.
A situação se manteve semelhante na década de 1980, quando o Kiss abandonou as maquiagens, visto que um de seus principais integrantes, Gene Simmons, se dedicava mais a trabalhos no cinema. O hábito seguiu até o álbum "Psycho Circus" (1998), que deveria marcar o retorno de Ace Frehley e Peter Criss, mas foi quase todo gravado por Tommy Thayer e Kevin Valentine, além de Paul Stanley e Simmons.
Veja, abaixo, 10 músicas do Kiss gravadas com formações completamente alternativas.
"2,000 Man" (1979)
Este cover de uma música dos Rolling Stones foi quase um projeto solo de Ace Frehley. Ele toca todos os instrumentos, com exceção da bateria, que fica a cargo de Anton Fig - curiosamente, o mesmo baterista que tocou no disco solo do Spaceman, em 1978.
Ace Frehley - vocal, guitarras base e solo e baixo
Anton Fig - bateria
"Shandi" (1980)
"Shandi" é um dos momentos mais peculiares do Kiss. Paul Stanley relata, no livro "Por trás das máscaras", que sentiu, ali, que algo estava errado: ele gravou a faixa com músicos de estúdio, sem Ace Frehley, Peter Criss ou Gene Simmons.
Paul Stanley - vocal e guitarras base e solo
Tom Harper - baixo
Anton Fig - bateria
Holly Knight - teclados
"Tomorrow" (1980)
As formações malucas seguiram por quase toda a tracklist do álbum "Unmasked". Era como faixas solo tivessem sido aglutinadas em um disco. "Tomorrow", boa música, é mais um caso: Paul Stanley é acompanhado apenas de Anton Fig na bateria e do produtor Vini Poncia nos teclados.
Paul Stanley - vocal, guitarras base e solo e baixo
Anton Fig - bateria
Vini Poncia - teclados
"Creatures Of The Night" (1982)
Esta faixa, que se tornou um dos grandes clássicos do Kiss, só teve Paul Stanley (que só registrou voz) e Eric Carr como integrantes oficiais. O restante é tocado por músicos de estúdio, incluindo o já falecido Mike Porcaro, do Toto. Sua banda era famosa na época, mas, mesmo assim, ele fazia trabalhos como "session musician".
Paul Stanley - vocal
Adam Mitchell - guitarra base (e lick final)
Steve Farris - guitarra solo
Mike Porcaro - baixo
Eric Carr - bateria
"I Still Love You" (1982)
Uma das faixas mais melódicas do Kiss foi gravada somente por Paul Stanley, no vocal e na guitarra base, e Eric Carr, no baixo e na bateria. Robben Ford cuida do solo.
Paul Stanley - vocal e guitarra base
Eric Carr - baixo e bateria
Robben Ford - guitarra solo
"Who Wants To Be Lonely" (1985)
Um dos singles de "Asylum" teve o seu baixo gravado por Jean Beauvoir, do Crown Of Thorns e co-autor da música. Allan Schwartzberg, músico de estúdio que já havia trabalhado com o Kiss antes, gravou overdubs de bateria nesta canção.
Paul Stanley - vocal, guitarra base
Bruce Kulick - guitarra solo
Jean Beauvoir - baixo
Eric Carr e Allan Schwartzberg - bateria
"Every Time I Look At You" (1992)
Dick Wagner, guitarrista de confiança do produtor Bob Ezrin, gravou o solo de "Every Time I Look At You". Bruce Kulick, por sua vez, registrou o baixo. E nada de Gene Simmons.
Paul Stanley - vocal, violão
Dick Wagner - guitarra solo
Bruce Kulick - baixo
Eric Singer - bateria
"I Walk Alone" (1997)
Esta faixa não contém integrantes adicionais, mas é peculiar por contar com Bruce Kulick assumindo quase tudo. Paul Stanley contribui com guitarra base e Eric Singer, bateria.
Bruce Kulick - vocal, guitarra solo e baixo
Paul Stanley - guitarra base
Eric Singer - bateria
"Psycho Circus" (1998)
A faixa que sacramentou o retorno do Kiss só teve a participação de Paul Stanley entre os integrantes. A guitarra solo é de Tommy Thayer, a bateria é de Kevin Valentine e o baixo é de Bruce Kulick.
Paul Stanley - vocal e guitarra base
Tommy Thayer - guitarra solo
Bruce Kulick - baixo
Kevin Valentine - bateria
"I Finally Found My Way" (1998)
A última faixa do Kiss a ser cantada por Peter Criss tem Paul Stanley, Tommy Thayer e Kevin Valentine no instrumental. Para conduzir a orquestra e alguns instrumentos adicionais, trabalharam Shelly Berg e Bob Ezrin.
Peter Criss - vocal
Paul Stanley - guitarra base e baixo
Tommy Thayer - guitarra solo
Kevin Valentine - bateria
Shelly Berg - piano acústico e condutor de orquestra
Bob Ezrin - Fender Rhodes
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