Resenha - Rubicon - Tristania
Por Willan Alikuri
Postado em 20 de junho de 2023
Nota: 5 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A sonoridade do Tristania mudou ao longo do tempo. Na época do Morten Veland (guitarrista e vocalista) foram lançados dois clássicos: Widow’s Weeds (1998) e Beyond the Veil (1999). A banda, sem o Morten Veland, lançou os ótimos World of Glass (2001) e Ashes (2005), além do acessível e muito bom Illumination (2007). Após o lançamento de Illumination, a Vibeke (vocalista) saiu do Tristania, além do baixista Rune Osterhus e do baterista Kenneth Olson... eles foram substituídos pela Mary (vocalista), Tarald Lie (baterista), Ole Vistnes (baixo e back vocals), Gyri Losnegaard (guitarra). O vocal limpo masculino foi substituído pelo do Kjetil Nordhus, mas o Osten Bergoy ainda participou desse álbum.

Desde o Illumination, o Tristania vinha apostando numa sonoridade mais simples, acessível, o que foi mantido nesse álbum. A principal deficiência aqui são os vocais, especificamente as linhas vocais. Em várias vezes os vocalistas cantando todos junto soam muito mal. Esse efeito já existia no álbum anterior, Illumination, só que os vocais da Vibeke e do Osten formam um par muito melhor do que os vocais deste álbum.
Por outro lado, a volta do violinista Pete Johansen (que tocou nos primeiros álbuns do Tristania), ajuda a sonoridade do álbum, ainda que em poucas passagens. As músicas Amnesia e The Passing são fortemente beneficiadas pela presença do violino, sendo algumas das melhores presentes aqui. Outras músicas que merecem destaque positivo são Exile e Illumination (ironicamente título do álbum anterior da banda). The Emerald Piper também é uma boa música, porém ela soa muito mais como um hard rock do que uma música do Tristania.
As piores músicas do Rubicon são: Protection, Patriotic Games, Vultures, Magical Fix e Caprice. Elas reúnem todas as deficiências citadas anteriormente: não soam inspiradas, são sem sal e arruinadas pelos vocais.
Então, o veredito é o seguinte: Rubicon é o pior álbum do Tristania, infelizmente. Contudo, ele não é um desastre completo, tem músicas interessantes nele. O próximo e último álbum da banda, Darkest White é muito melhor do que esse. Mas isso é tema para um próximo review.
Outras resenhas de Rubicon - Tristania
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
Guns N' Roses encerra turnê no Brasil com multidões, shows extensos e aposta em novos mercados
Johnny se recusou a ajudar Joey nos últimos shows do Ramones, diz CJ
População de São Paulo reclama do som alto no Bangers Open Air
Sepultura se despede entre nuvens e ruínas
O motivo por trás da decisão de Aquiles Priester de vender baquetas do Angra no Bangers
10 músicas ligadas ao rock que entraram para o "Clube do Bilhão" do Spotify em 2026
O melhor solo de guitarra de todos os tempos, segundo Eric Clapton
A melhor música da história dos anos 1990, segundo David Gilmour
Dave Grohl redescobriu o Alice in Chains graças às filhas
Fabio Lione posta mensagem misteriosa no Instagram; "Não direi nem uma palavra"
Para Adrian Smith, Iron Maiden jamais acabará enquanto Steve Harris existir
A canção para a qual o Kiss torceu o nariz e que virou seu maior sucesso nos EUA
Como "volta às origens" causou saída de Adrian Smith do Iron Maiden
Baixista lamenta que letras do Bad Religion ainda sejam relevantes
"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Ju Kosso renasce em "Sofisalma" e transforma crise em manifesto rock sobre identidade
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme


