Motherwood: segundo disco do duo de black metal entre os melhores lançamentos do ano
Resenha - Im Zeichen Der Dunkelheit - Motherwood
Por Mário Pescada
Postado em 17 de maio de 2023
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Imagine um disco de atmospheric black metal gravado durante o inverno europeu e cantando em alemão. Bom, o que o MOTHERWOOD fez não é o primeiro registro desse tipo, mas está entre aqueles poucos que conseguiram sintetizar toda essa pesada aura que envolve o estilo, o clima e o idioma alemão.
Curioso que o grupo, que na verdade é um duo formado pelos brasileiros Guilherme Malosso e Yuri Camargo conseguiu absorver todo espírito do verdadeiro black metal europeu. Com o quase impronunciável título "Im Zeichen Der Dunkelheit" (2023, algo como "no sinal da escuridão"), eles chegam ao seu segundo disco, depois de um hiato de cinco anos desde o debut autointitulado.

Com fortes influências da onda black metal da década de 90, o disco foi produzido, mixado e masterizado por Guilherme, na cidade alemã de Essen (atualmente ele reside na Alemanha, enquanto Yuri, no Brasil).
Ao todo, são cinquenta densos minutos disseminados em sete faixas. Ao dar play, a imagem de florestas de pinheiros desertas, cobertas por neve, tendo somente os barulhos da natureza e o infinito branco a perder de vista, é imediata acionada. Caminhar por entre uma paisagem dessa, ao som do disco, deve ser, no mínimo, uma experiência assombrosa.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O instrumental faz constantemente uso de trechos repetitivos, mas não monótonas! É um forte aliado do duo que consegue se sair muito bem nesse quesito, afinal, a linha com a monotonia é tênue e muitos grupos costumam se dar mal ao tentar fazer esse caminho. Os vocais de Guilherme são rasgados e angustiantes, sem falar no quesito rispidez que o alemão aufere naturalmente as palavras vociferadas por ele. Fazendo uso de diferentes camadas de guitarras, os efeitos de sintetizados e teclados criados por Yuri Camargo, carregados daquela aura ameaçadora que o estilo pede, são os pontos altos do disco.
Escrito durante o rigoroso inverno alemão de 2021 e 2022 por Guilherme, percebe-se que o período vivido por ele ali não foi dos mais fáceis e nada como a arte para exorcizar tais momentos negros. As letras abordam solidão, melancolia, saudade e lembranças peedidas, sendo que as faixas "Nostalgie", "Der Stille Frühling" e "Winternacht" foram musicadas em cima de obras do poeta e romancista alemão Joseph Von Eichendorff.
Um disco pesado, não só pelo instrumental, mas pelo clima que se dispôs a criar: "Im Zeichen Der Dunkelheit" tem um grito das profundezas de uma alma angustiada quase no seu fim; "Der Stille Frühling" alterna de um início intenso para um final melancólico; a instrumental "Ein Wald" comprova o talento de Yuri em criar ambientações capazes de transportar o ouvinte para onde quer que ele deseje, enquanto a derradeira "Mein Weg Ist Frei", com seu ar claustrofóbico e ameaçador tom, são meus destaques.
"Im Zeichen Der Dunkelheit" (2023) figura entre os melhores lançamentos do ano. Em maio será lançado no Brasil junto a loja/gravadora Heavy Metal Rock.
Formação:
Guilherme Malosso: letras, vocais e todos os instrumentos
Yuri Camargo: teclados, sintetizadores e ambientação
Faixas:
01 Im Zeichen Der Dunkelheit
02 Nostalgie
03 Der Stille Frühling
04 Winternacht
05 Ein Wald (instrumental)
06 Der Konflikt In Mir
07 Mein Weg Ist Frei
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Guns N' Roses é adicionado a shows especiais do Aerosmith
As 5 melhores músicas do AC/DC com Bon Scott, segundo Gastão Moreira
O cover que o Iron Maiden mais tocou ao vivo durante a carreira
O significado de "Don't Look Back in Anger", segundo Noel Gallagher
Lollapalooza Brasil 2027 confirma cast oficial de atrações
A humilhação diante de um CAPTCHA que virou música do Deep Purple
Regis Tadeu aponta o grave erro que o Metallica está cometendo em shows recentes
Charlie Benante explica o que o tirou dos shows recentes do Anthrax
Quando Brian May mandou uma mensagem para o Metallica; "Isso aquece meu coração"
A "banda country" com quem Bruce Dickinson excursionou pela Europa
Use sua ilusão: o pseudo disco perfeito do Guns N' Roses
Os três álbuns do Pink Floyd que Roger Waters não consegue engolir
Down lança vídeo da música "The Myth", faixa de seu próximo disco
Os seis países onde o Iron Maiden fez apenas um show durante toda a carreira
A banda que "bateu" tão bem quanto o Nirvana, segundo Dave Grohl
A melhor música de cada álbum do Iron Maiden, segundo ranking feito pela Loudwire
O pior álbum dos Beatles para os próprios integrantes dos Beatles
Gráfico em vídeo mostra cantoras de metal mais populares entre 2004 e 2023


Paura mira em velhos problemas humanos e entrega muito metalcore em "Primitive Chaos"
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Pride Of Lions Mantém a Tradição do AOR Clássico em "Unbridled"
30 anos de "A Tempestade" - o álbum que se tornou a despedida de Renato Russo
Os 40 anos de "Reign in Blood", obra-prima do Slayer e um dos maiores clássicos do thrash metal
Carach Angren - O preço de brincar com a morte em "Franckensteina Strataemontanus"
O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Iron Maiden: "Senjutsu" é uma prova de que "The X-Factor" é um discão
