Dukatalon: Sludge metal, mas não apenas isso
Resenha - Involuntary Action - Dukatalon
Por Marcelo Hissa
Postado em 02 de abril de 2020
Nota: 8 ![]()
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O ano de 2020 está cada vez mais interessante para os apreciadores do Sludge/Doom. Acordando de um coma de 10 anos, o trio israelense Dukatalon lança o segundo álbum Involuntary Action e reestreia no cenário tentando se reestabelecer no concorrido cenário Sludge.
Daquela estréia pra cá só sobrou o vocalista e guitarrista Zafrir Tzori, 2/3 da banda já não é a mesma e apesar das mudanças o trio é afiadíssimo. Um turbilhão sonoro emerge do Involuntary Action desde os primeiros riffs. O som se propõe a ser aquele sludgezão sujo até a alma, com os vocais berrantes tangendo a cadência agressiva de riffs chiados empolgantes. Mas apesar de todo o peso, o som não se encerra nisso, toques de claridade progressiva impedem que o álbum se descambe em um amontoado de riffs distorcidos entulhados. As músicas se desenvolvem oscilantes criando um sentido de orientação. Conscience Bleeds, por exemplo, em seu terço terminal transcende o sludge através de uma melodia que se aproxima do psicodélico. Dark Pool é estruturada no progressivo, principalmente com oscilações de cadência, mesclando a velocidade Thrash, com o atípico tempo musical do math, com o groove Doom. Involuntary Action que dá nome ao álbum é a que mais se utiliza de tons sóbrios, mas sem se distanciar da segurança da distorção. Até o acústico se faz presente com Myopia.
Involuntary Action é o grito de despertar, a tentativa de reemergir das areias do esquecimento o nome de Dukatalon. Com um som pujante, sujo, salpicado de lucidez progressiva o trio vai reganhando visibilidade. Só desejamos não ter que ficar mais dez anos esperando para ouvir o sucessor dessa gema.
Tracklist
1. Above the Flames 05:30
2. No Consolation 04:32
3. Conscience Bleeds 05:19
4. Dark Pool 06:06
5. Involuntary Action 05:14
6. Blackened Disease 05:18
7. Myopia 02:10
8. Angels in Red 04:47
9. Quicksand Warning 08:00
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