Metalizer: Mais inteligente do que nuca em seus temas
Resenha - Pact - Metalizer
Por Vitor Franceschini
Postado em 21 de março de 2020
Nota: 8 ![]()
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A Metalizer chegou chutando tudo em 2013 quando lançou o debut "The Thrashing Force" e dois anos depois o álbum "Your Nightmare" (2015) que também teve boa aceitação e apresentou de vez o grupo ao cenário metálico nacional. Agora é a vez de se consolidar, já que o terceiro álbum, diz a lenda, tem essa função.
Desta vez o processo de composição e gravação foi mais lento, tanto que o grupo lançou "The Pact" no final de 2019. E isso se justifica, pois é latente o amadurecimento da banda em todos os sentidos. Desde a forma de compor, execução das músicas, letras e produção.
O novo trabalho marca a estreia em estúdio do guitarrista Edson Ruy (Rethurno), o que deu muito ganho em peso e solidez à banda. Consistente, o trabalho de guitarras traz bases fortes e solos bem desenvolvidos. O grande diferencial para os outros álbuns, e ainda uma grande influência do Metal tradicional adicionado ao Thrash, que é a proposta inicial.
Com mais variação rítmicas, mudanças de andamento e versatilidade, a cozinha teve que se virar com uma sessão rítmica precisa e com pegada. Linhas de baixo bem impostas, e uma bateria que explora a grande maioria de seus recursos cuidam da defesa com maestria. Enquanto isso, o vocalista Sandro Maués mostra sua melhor performance na banda, com equilíbrio e versatilidade.
Não bastasse a musicalidade voando alto, a Metalizer consegue soar mais inteligente do que nuca em seus temas. Só pra citar alguns, a faixa título é baseada no livro "O Retrato de Dorian Gray", a primeira balada da banda, 100 Days in Rwanda, remete ao genocídio de Ruanda de 1994, enquanto Wild Eyes fala sobre o estilo Heavy Metal de ser de uma forma diferente do usual. Produzido por Fábio Ferreira, no Mix Music, "The Pact" traz timbres e uma captação muito acima da média e a cada audição se torna mais cativante. Consolidados.
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