Five Finger Death Punch: F8 é seu álbum mais sentimental e profundo até o momento
Resenha - F8 - Five Finger Death Punch
Por George Ramos
Postado em 06 de março de 2020
Os americanos do Five Finger Death Punch a cada lançamento têm crescido cada vez mais no cenário do metal e do rock. Após uma turnê bem sucedida ao lado do Megadeth e do Bad Wolves pela Europa, lotando casas de shows e passando por 18 países diferentes, a banda chega agora ao lançamento do seu oitavo álbum de estúdio intitulado "F8".
Five Finger Death Punch - Mais...
Sendo uma das bandas mais bem sucedidas da atualidade o Five Finger Death Punch tem estado sempre em turnê e "F8" foi composto e gravado durante os intervalos dessas turnês.
O vocalista Ivan Moody, que largou a bebida e as drogas a quase dois anos quando quase perdeu a vida em decorrencia do vício, entrega seu melhor trabalho como letrista até o momento. Ele colocou todas as suas frustrações nessas letras que falam sobre as pessoas que se afastaram dele devido ao seu comportamento agressivo, e os momentos em que ele se via sem saída e sem aparentemente ninguém pra ajudá-lo.
Em "Darkness Settles In" ele diz que está a espera de alguém para salvá-lo porém ninguém nunca aparece, que está a espera do fim. "To Be Alone" retrata a solidão e diz que ninguém estará lá quando você estiver no chão. "Leave It All Behind" fala sobre alguém que necessita lidar com sentimentos, tristezas e frustrações do passado.
Em "Full Circle" ele diz que não está tentando mudar o mundo e mesmo que tentasse não conseguiria. "Living The Dream" é como uma crítica àqueles que detém o poder e controlam a vida das demais pessoas, a letra chega a citar alguns super heróis muito conhecidos ao falar que nem mesmo o Capitão América e o Super Homem com seus poderes seriam capazes de nos salvar, e que o eu lírico se sente como o Homem de Ferro, que não possui poderes especiais e é apenas humano (um fantasma em uma concha). Já em "Brigter Side Of Grey" Ivan meio que escreve uma carta de despedida a alguém muito querido.
Na parte instrumental a banda não inova tanto, porém se mantém muito fiel a sua própria essência e sonoridade característica criadas desde o álbum de estreia, "The Way Of The Fist" (2007). As guitarras da dupla Zoltan Bathory e Jason Hook guiam o peso nas músicas mais enérgicas do álbum, acompanhadas do baixo competente de Chris Kael e da bateria frenética do novato Charlie Engen, que entrou pra banda substituindo Jeremy Spencer a partir do final de 2018.
As músicas mais lentas sempre foram as que mais me chamaram a atenção desde que que conheci a banda alguns anos atrás, devido às letras profundas e sentimentais, talvez uma das razões para que a banda alcance cada vez mais público, pois essas letras não falam apenas dos sentimentos do vocalista, mas se encaixam com as vivências de quem ouve, fazendo com que a identificação seja quase que imediata caso o ouvinte preste atenção na parte lírica invés de apenas na sonoridade como boa parte do público do rock e do metal. Sem dúvida a banda colherá mais bons frutos com esse novo álbum.
Formação:
Ivan Moody - Vocal
Jason Hook - Guitarra principal/solo, backing vocals
Zoltan Bathory - Guitarra rítmica
Chris Kael - Baixo, backing vocals
Charlie Engen - Bateria
Tracklist da versão deluxe:
01 - F8 (introdução)
02 - Inside Out
03 - Full Circle
04 - Living The Dream
05 - A Little Bit Off
06 - Bottom Of The Top
07 - To Be Alone
08 - Mother May I (Tic Toc)
09 - Darkness Settles In
10 - This Is War
11 - Leave It All Behind
12 - Scar Tissue
13 - Brighter Side Of Grey
14 - Making Monsters (faixa bônus)
15 - Death Punch Therapy (faixa bônus)
16 - Inside Out (Radio Edit) (faixa bônus)
Ouça "F8" no Spotify
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