Flying Colors: em terceiro disco, supergrupo flerta com a perfeição
Resenha - Third Degree - Flying Colors
Por Ricardo Seelig
Postado em 28 de fevereiro de 2020
O Flying Colors chega ao seu terceiro disco atendendo a todas as expectativas geradas ao redor da banda, o que faz de "Third Degree" o melhor trabalho do grupo até agora. Formado por Casey McPherson (vocal), Neal Morse (guitarra e teclado), Steve Morse (guitarra), Dave LaRue (baixo) e Mike Portnoy (bateria), era de se esperar que o quinteto realmente alcançasse as alturas como fez em seu mais recente trabalho.
Produzido pela própria banda, "Third Degree" traz nove músicas e foi lançado em outubro de 2019 nos Estados Unidos e Velho Mundo, ganhando logo na sequência uma edição nacional pela Hellion Records. O som segue a linha desenvolvida pelo Flying Colors até aqui, ou seja, um prog rock acessível e agradável aos ouvidos, que consegue evoluir dentro das características do estilo mas sem soar hermético e inacessível a quem não está habituado com as nuances do gênero. Essa personalidade fez com que, ao analisar o primeiro lançamento dos caras – o auto intitulado álbum de 2012 -, eu relacionasse o Flying Colors com o Supertramp, algo que em "Third Degree" ainda é sentido, porém de maneira mais sutil. A banda definitivamente encontrou a sua identidade própria, o que era algo mais do que natural em se tratado de um time formado por músicos com passagens por ícones como Spock’s Beard, Dixie Dregs, Deep Purple, Joe Satriani e Dream Theater.
As passagens instrumentais cativantes seguem sendo um dos pontos fortes do Flying Colors, ao lado da voz limpa e afinadíssima de McPherson. Todos os músicos possuem momentos de brilho individual e, simultaneamente, funcionam como uma máquina azeitada em conjunto. O resultado é um rock progressivo moderno e atual, que ao mesmo tempo em que cativa ouvintes com anos de estrada no estilo também não assusta quem está dando os primeiros passos pelo maravilhoso universo do prog.
Destaques para a abertura "The Loss Inside", para a incrível "More", "Cadence", "Geronimo" (com ascendências de Gentle Giant), "Love Letter" (com uma improvável influência de Electric Light Orchestra) e o fechamento com a épica "Crawl".
Discão. Ouça, compre, traga para a sua vida!
Fonte:
http://www.collectorsroom.com.br/2020/02/review-flying-colors-third-degree-2019.html
Outras resenhas de Third Degree - Flying Colors
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 5 álbuns obrigatórios para se ter uma boa base na música, segundo Regis Tadeu
Por que João Gordo não é mais amigo de Max Cavalera, segundo vocalista do Ratos de Porão
Sid Wilson faz primeira manifestação sobre saída do Slipknot
A música do Pearl Jam que Eddie Vedder escreveu após perder Johnny Ramone
Agora é oficial: Ozzfest volta a acontecer em 2027
Os 11 melhores álbuns do glam rock setentista, segundo a Loudwire
O clássico dos Beatles que John Lennon disse que deveria ter sido dos Wings
Guitarrista do Rush, Alex Lifeson conta por que parou de fumar maconha aos 72 anos
Por que Ritchie Blackmore decidiu tocar com o Deep Purple, segundo o próprio
As três músicas do AC/DC escolhidas por Brian Johnson entre as suas favoritas
Nergal se declara "aquele boomer" e diz não gostar de 95% da música de hoje
A canção que virou clássico do rock com Joan Jett e havia sido rejeitada pelas Runaways
O disco "perfeito" que é o melhor do Morbid Angel, segundo a Metal Hammer
10 discos essenciais do thrash metal oitentista, segundo a Metal Hammer
A banda dos anos setenta que Neil Peart nunca se cansou de ouvir; "músicos muito competentes"
Andreas diz que jeito que Eloy escolheu para comunicar saída do Sepultura foi "esquisito"
O integrante do Led Zeppelin com quem Robert Plant sempre perdia a paciência
O melhor baterista de todos os tempos, segundo Ringo Starr dos Beatles



11 supergrupos prog de qualidade que muita gente certamente nunca ouviu falar



