Flying Colors: mais um álbum candidato a constar entre os melhores do ano
Resenha - Third Degree - Flying Colors
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 07 de outubro de 2019
Nota: 9 ![]()
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Cinco anos separam Third Degree, terceiro lançamento de estúdio do supergrupo estadunidense Flying Colors, de seu antecessor, o estupendo Second Nature.
A desvantagem dos supergrupos costuma ser justamente essa falta de tempo para manter o projeto funcionando regularmente. Especialmente um que envolve Casey McPherson (vocais, guitarra base), Steve Morse (guitarras), Neal Morse (teclados, vocais, sem parentesco com o anterior), Dave LaRue (baixo) e Mike Portnoy (bateria, vocais). Todos envolvidos em múltiplas outras bandas em plena atividade. Não por um acaso, a primeira sessão do álbum aconteceu em dezembro de 2016 e a segunda só ocorreria exatos dois anos depois.

A vantagem, pelo menos no caso do Flying Colors, é que não importa o que eles façam, você sabe que vai ser bom. E aqui não foi diferente. Third Degree não impressiona tanto quanto Second Nature, cujo "exibicionismo" melódico e harmônico foi de tirar o fôlego, e demora um pouco mais para agradar, mas ele ainda tem lugar garantido em qualquer lista de melhores do ano que se preze.
Uma característica que sempre os marcou é a improbabilidade de um grupo destes ter surgido e ainda por cima dado certo. Porque ele põe cinco bagagens musicais bem distintas em rota de colisão. Mas eles sempre encontram um meio de fazer tudo fluir bem, alternando trabalhos mais agressivos e progressivos com outros mais leves e acessíveis. Tiveram êxito em reforçar como a sofisticação do rock progressivo pode casar com a simplicidade e a comercialidade do pop.

Em Third Degree, isso fica bem em evidência. As primeiras faixas, "The Loss Inside" e "More", exploram o lado mais agressivo e pesado do quinteto. Depois, temos "Cadence" e "Guardian", que estão longe de serem baladas, mas adotam uma sonoridade relativamente mais pacífica. A segunda tem uma pegada que lembra "Kayla", pérola da estreia autointitulada deles.
O lado mais rebuscado deles voltará a ser explorado na cativante e rítmica "Geronimo", enquanto que "Love Letter" é, podemos dizer, a surpresa do álbum. Uma canção com fortíssimos temperos sessentistas/setentistas que, muito apropriadamente, recebeu um vídeo com estética psicodélica e colorida.
A balada de fato do disco é "You Are Not Alone", escrita após Casey vivenciar o furacão Harvey em sua cidade (Austin, Texas) e testemunhar a subsequente onda de solidariedade entre os moradores da região atingida.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Para equilibrar os mundos que o Flying Colors representa, nada melhor que faixas épicas, com espaço para muito material musical. E para isso temos "Last Train Home" e "Crawl", com a última sendo bem melhor que a primeira ao explorar de forma mais completa o talento do qual a banda como um todo dispõe.
A edição especial do álbum vem com um segundo CD com algumas simpáticas versões instrumentais e alternativas de "Last Train Home", "Geronimo", "You Are Not Alone" e "Crawl"; uma versão acústica de "Love Letter"; e aquilo que sozinho já compensaria a compra do disco adicional inteiro: a faixa bônus "Waiting for the Sun", que é simplesmente boa demais para ficar de fora da edição regular.

Third Degree tem como único defeito não ser superior ao seu antecessor, mas chegou tão perto, e estamos falando de uma banda que já é a princípio tão acima da média, que isso não me impedirá de conceder nota máxima a esta belezinha.
Abaixo, o clipe de "The Loss Inside":
Track-list:
1. "The Loss Inside"
2. "More"
3. "Cadence"
4. "Guardian"
5. "Last Train Home"
6. "Geronimo"
7. "You Are Not Alone"
8. "Love Letter"
9. "Crawl"

Faixas bônus da edição de luxo:
1. "Waiting for the Sun"
2. "Geronimo" (versão instrumental alternativa)
3. "You Are Not Alone" (versão instrumental alternativa)
4. "Love Letter" (versão acústica)
5. "Last Train Home" (versão instrumental alternativa)
6. "Crawl" (versão instrumental alternativa)
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/thirddegreefc

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