Fange: Mais sujo e viscoso que o sludge habitual
Resenha - Punir - Fange
Por Marcelo Hissa
Postado em 28 de fevereiro de 2020
Nota: 7 ![]()
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Fange é um trio francês que em 2019 lança o terceiro full-lenght, e que assim como os dois anteriores é titulado com apenas uma palavra iniciada com P: Punir. A banda faz um som que eles definem como Harsh & Sludgy Death, ou seja, um Sludge mais sujo e pesado que o habitual. A rústica (ou raiz) arte quem embala esse álbum combina de forma precisa com a sonoridade ecoada em Punir.
Apesar de contar com apenas 7 faixas, e cada uma delas comunica de forma eficaz o ruído do estilo. A receita francesa é baseada no som chiado das guitarras que fazem inveja a quaisquer captadores enferrujados tocados em amplificadores estourados, somado a vocais death metal com coros gritados tocados no tempo característico do hardcore (eventualmente entremeia-se em cadência doom), e voilà... Temos a fórmula de Punir. Alguns faixas como Opinel e Maintien De L'Ordre são apenas interlúdios ruidosos que se completam com as faixas posteriores. Destaque para Ceinturon que abre os trabalhos de forma exasperada, Les Boyaux De La Princesse com suas pitadas de noise e Second Soleil que fecha a obra com passagens mais eutímicas, mas não menos nauseabundas.
O som em Punir consegue ao mesmo tempo pertubar e obcecar. Poluído e com a viscosidade típica de um Sludge bem executado cada faixa agrilhoa-se nas entranhas do ouvinte. Apenas uma auto-evisceração como a arte da capa e capaz de expurgar a poderosa música de Fange.
Tracklist
1. Ceinturon 07:24
2. Chien de sang 05:48
3. Les boyaux de la princesse 06:02
4. Opinel 02:10
5. Il reconnaîtra les siens 06:08
6. Maintien de l'ordre 01:54
7. Second soleil 08:07
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