"One Hot Minute", do Red Hot Chili Peppers, não ganhou muita importância em seu lançamento
Resenha - One Hot Minute - Red Hot Chili Peppers
Por Brunelson T.
Fonte: Rock in The Head
Postado em 03 de novembro de 2019
No papel, o recrutamento do guitarrista da banda JANE'S ADDICTION, Dave Navarro, para substituir o problemático John Frusciante, parecia um golpe de mestre do RED HOT CHILI PEPPERS, mas o fator "sentir-se bem" se dissipou rapidamente na sequência do lançamento deste álbum.
Mais sombrio, pesado e intenso que o seu clássico disco antecessor, "Blood Sugar Sex Magik" (5º álbum, 1991), com letras lidando com o vício, depressão e morte, o disco "One Hot Minute" não era um álbum de festas e o desprezo de Navarro pela platéia de Los Angeles da banda de "meninos da fraternidade e atletas", nunca foi disfarçado.
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A sua saída do grupo em 1998 não surpreendeu ninguém e quando John Frusciante retornou para o fenomenal disco "Californication" (7º álbum, 1999), muitos fãs optaram por ver a "era Navarro" como um infeliz passo em falso.
Na verdade, embora o disco "One Hot Minute" nunca tenha ameaçado eclipsar em termos comerciais o álbum "Blood Sugar Sex Magik", ele se destaca como um dos discos mais completos do RED HOT CHILI PEPPERS, sendo que músicas como "My Friends", "Aeroplane", "Warped" e "Transcending", são os melhores exemplos das gravitas que Navarro trouxe para as composições do grupo.
"Aeroplane"
Confira a 1ª parte desta matéria:
* Fugazi: álbuns dos anos 90 que não ganharam muita importância em seu lançamento - Parte 1
Outras resenhas de One Hot Minute - Red Hot Chili Peppers
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