Orion: Paquistaneses abalando o Metal
Resenha - Angel Of Dust - Orion
Por José Sinésio Rorigues
Postado em 12 de agosto de 2019
Nota: 10 ![]()
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Tem umas bandas que surgem, de vez em quando, que até emocionam. É o caso do ORION, banda do Paquistão. Sim, Paquistão! O país sem qualquer tradição no metal (a única outra banda paquistanesa que, num primeiro momento, me vem à cabeça, é o MIZRAAB, de progressivo, que canta em seu idioma pátrio), em que 95% da população é islâmica, nação das mais impermeáveis ao metal, nos apresenta uma ótima banda de Thrash Metal. É de emocionar, porque imagino as dificuldades da banda para fazer Heavy Metal no Paquistão. E, apesar de tudo o que enfrentam, os caras fazem uma barulheira de primeira linha, com profissionalismo e competência, não deixando nada a dever a nenhum NEVERMORE da vida.
A comparação com o NEVERMORE não é gratuita: o som do ORION lembra mesmo um NEVERMORE enraivecido, encolerizado (com um toque de ICED EARTH na época do álbum Something Wicked Comes). Ou seja: o som do ORION é um Thrash Metal técnico, bem trabalhado, barulhento, às vezes muito rápido, às vezes desacelerado, o que também nos remete ao KREATOR no excelente álbum Shadowland, mas com algo de Power Metal. Magnífico! O álbum em questão, Angel Of Dust, nos traz 10 faixas do que, tenho certeza, é o melhor Thrash Metal já produzido no sul da Ásia – talvez até em todo o continente asiático (com uma possível exceção para o som da banda iraquiana ACRASSICAUDA e para o de algumas bandas das ex-repúblicas soviéticas). Duvida? Então ouça a barulheira do ORION e tente – se puder – discordar.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O álbum começa com ''In The Mouth Of Madness'', sonzeira impressionante, rápida, vocal agressivo e poderoso, instrumental trabalhando à perfeição. A bateria é bem tocada, com bumbos duplos sendo atacados à velocidade da luz, solos rápidos, bem executados. ''Auschwitz'', a música seguinte, é pesadona, de extrema qualidade. O vocal é agressivo, casando perfeitamente com o instrumental, baixo muito bem trampado. Que música impressionante! ''Epitaph'', outra música que me impressionou, nos apresenta um som mais lento, mas muito bem executado. O vocal entra viajante, lembrando, acredite, um ALICE IN CHAINS enraivecido... O que? Thrash Metal com vocal à la ALICE IN CHAINS? Sei que você está pensando que não estou falando de modo concatenado, que isto é algo estranho, no mínimo, algo que não se coaduna. Mas acredite: a música é excelente, muito bem tocada, com um instrumental soberbo, viajante.
Destaco ainda ''Kaleidoscope Of Lies'', uma das melhores, de alto nível, que surge rápida, vocal não muito agressivo, refrão poderoso, marcante. Aqui tenho de dizer: que banda perfeita! Os caras sabem como fazer som pesado, apesar de serem de um país sem tradição no metal. A faixa tem um dos melhores solos de guitarra que já ouvi. ''Alpha Orionis'', nome genérico da estrela Rigel, o astro mais brilhante da constelação de Orion (e que remete ao nome da banda), vem a seguir, pesada e rápida, mas sem vocal. É uma das melhores músicas instrumentais já criadas pelo ser humano. Por fim, temos a última música do álbum, ''The Final Sign''. Instrumental bem executado, perfeitamente encaixado com o vocal, que é poderoso, agressivo sem ser gutural; coisa de profissional. Por mais de dez minutos, a faixa alterna momentos agressivos com outros mais calmos, bem trabalhados. Imagine uma música com mais de dez minutos, sem vocal, mas que consegue a façanha de não ser enjoativa! É disto que estou falando.
A curiosidade: já escrevi, aqui, resenhas de álbuns de inúmeras bandas e ainda não havia dado nota 10 para ninguém. Nunca imaginei que minha primeira nota 10 seria para uma banda do Paquistão. Isso mesmo: o Orion merece tal nota por este trabalho tão magistralmente gravado e produzido, por estas músicas tão bem executadas! Este é daqueles álbuns que você ouve do começo ao fim, sem pular nenhuma música, mas lamenta por ele ter apenas dez faixas.
Formação do ORION na época do álbum Angel Of Dust:
*Waqas Ahmad – Guitarra
*Hussam Raza – Guitarra
*Bilal Nadeem – Bateria
*Imaad Manzar – Baixo
*Ameer Hamza – Vocal
*Hammad Khan – Vocal gutural (em algumas músicas)
Track List do álbum Angel Of Dust
01. In The Mouth Of Madness 04:35
02. Auschwitz 04:42
03. Colossus 04:58
04. Stars Collide 05:15
05. Cold 04:22
06. Epitaph 05:03
07. Kaleidoscope Of Lies 04:41
08. Bloodshrine 07:49
09. Alpha Orionis 01:57
10. The Final Sign 10:05
Bandas similares:
NEVERMORE, dos Estados Unidos
SLAYER, dos Estados Unidos (na época do álbum Diabolus In Musica)
ICED EARTH, dos Estados Unidos (em algumas músicas)
BLAZE BAILEY, do Reino Unido (em algumas músicas)
NECROMANCIA, do Brasil (em algumas músicas)
MISTICIA, da Colômbia (em algumas músicas)
DISTRAUGHT, do Brasil (particularmente no instrumental)
AHOORA, do Irã
KREATOR, da Alemanha (particularmente no álbum Shadowland)
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