The Mist: Parte #2 - De espantalho a carrasco
Resenha - Hangman Tree - Mist
Por Ricardo Cunha
Postado em 06 de agosto de 2019
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Dando sequências às revisões dos álbuns da banda mineira The Mist, hoje falaremos do disco The Hangman Tree, de 1991. Na Parte #1, Phantasmagoria, falamos dos primeiros dias e da criação de condições para a gravação do disco. Mas neste segundo disco, como veremos, as coisas já foram bem diferentes.

Neste álbum, o processo criativo ocorreu como uma evolução natural relativamente ao anterior. Se no primeiro disco a imagem da banda era representada por um espantalho, agora ele assumiu a forma de carrasco. A gravação situa-se claramente num meio-termo entre o primeiro e o terceiro disco. Este trabalho está nos estágios iniciais do que hoje chamamos de metal industrial. Apensar de haver sido gravado no início dos anos noventa, é notório o espírito oitentista nele presente – o que, para todos os efeitos, é uma coisa boa. Aqui, a banda conseguiu introduzir mais nuances rítmicas que enriqueceram as harmonias. Há até alguns segmentos de teclado com som de cordas emulados e coros vocais que serviram para criar os climas soturnos. Jairo Guedz assumiu as guitarras nesse álbum e aqui seu estilo em nada lembra o seu passado primitivo com o Sepultura. Em alguns momentos faz coisas mais complexas como entrelaçar notas mais altas que simbolizam suas inclinações progressivas. O disco teve uma boa produção e para este que vos escreve os destaques são: Scarecrow, My Life Is An Eternal Dark Room e, claro, The Hangman Tree (Act One/Epilogue).
A formação que gravou esse disco era composta por Vladimir Korg (Vocals), Jairo Guedz (Guitars), Marcello Diaz (Bass, backing Vocals), e Christiano Salles (Drums, backing Vocals). O disco foi produzido e mixado por Gauguin e pelos próprios músicos. Algumas curiosidades sobre o disco: 1) a faixa "Falling Into My Inner Abyss" também aparece na Cogumelo Records Compilation (2000), 2) "Toxin Diffusion", que aparece na edição 2017, é um cover para a música da extinta banda Psychic Possessor (BRA).
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Digão explica o erro dos Raimundos: "Mamonas Assassinas foram mais inteligentes"
Turnê que Michale Graves faria pelo Brasil é cancelada um dia antes do início
Helloween - um espetáculo completo na borda da cidade de São Paulo
Em parceria com a Casa da Moeda Real, Pink Floyd lança palhetas em cobre, prata e ouro
Os 10 covers mais tocados pelo Metallica ao vivo, segundo a Noise Creep
O que significa a famigerada expressão "viúva dos Cavalera"?
A banda punk que fez John Lennon pensar "Era assim que os Beatles eram no começo"
Seven Crossroads Festival anuncia oito atrações, seis delas inéditas no Brasil
Cogumelo Records: 46 anos no coração do rock pesado de Belo Horizonte
Tarja Turunen fará show em São Paulo em maio de 2027
Ozzfest confirma segundo país que receberá o evento em 2027
O clássico do hard rock dos anos 1980 que banda achou tão ruim que regravou
Tuomas Holopainen afirma que Nightwish poderia continuar sem ele
O misterioso nome que aparece nos créditos de "Tommy", clássico do The Who
O grupo vocal dos anos 1980 que perdeu espaço para a onda do rock nacional
O álbum de rock bom de ouvir em casa só que é um tédio ao vivo, segundo Edu Falaschi
Megadeth: Mustaine não odeia nada e ninguém, exceto essas três coisas
Geddy Lee revela época em que Rush usava "muita cocaína" para "manter a energia"

Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Metallica: And Justice For All é um álbum injustiçado?



