Samael: metal industrial com contornos cinematográficos
Resenha - Hegemony - Samael
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 01 de julho de 2019
Seis anos após seu último trabalho de estúdio, a banda suíça Samael retornou em 2017 com "Hegemony". O sucessor de "Lux Mundi" também marcou uma mudança na formação do quarteto com a inclusão do baixista e guitarrista Thomas "Drop" Betrisey. O vocalista e guitarrista Michael "Vorph" Locher e o baterista Alexandre "Xytras" Locher completam a banda. Em Hegemony, a segunda guitarra ficou a cargo de Marco "Mak" Rivao, mas ele acabou sendo substituído pelo baixista Pierre "Zorrac" Carroz.
O que temos em "Hegemony" é a sonoridade que sempre marcou a trajetória do Samael. Ou seja: um metal atual, que flerta com o lado mais extremo do estilo e apresenta influências igualitárias tanto do gótico quanto do industrial. A edição nacional, lançada pela Hellion Records, vem com uma faixa bônus: "Storm of Fire".
Se você não está familiarizado com o som do Samael, o que posso dizer é que trata-se de um metal industrial (sem tanta ênfase no industrial, o que pessoalmente me agrada) muito bem executado, que ganha contornos cinematográficos devido a inserções orquestradas bem desenvolvidas. O vocal gutural e o uso frequente de blast beats, que são devidamente intercalados com muitos momentos onde o ritmo é mais convencional, enfatizam o aspecto extremo da sonoridade do quarteto. Já a onipresença de teclados, que em alguns momentos transformam-se em pianos, deixa a música do grupo bastante dramática e é o responsável por trazer para o universo da banda a legião de góticos que sempre acompanhou o Samael.
Como curiosidade, vale mencionar a versão para "Helter Skelter", clássico dos Beatles, que aqui foi vestida com a estética característica do Samael. O resultado é uma releitura inegavelmente curiosa, mas nada muito além disso.
"Hegemony" é mais um bom trabalho deste quarteto suíço, na estrada há mais de 30 anos e com uma sólida discografia. Se você ainda não conhece os caras, está aí uma ótima oportunidade. E se já é fã do Samael, certamente irá gostar bastante deste novo álbum.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Duff McKagan do Guns N' Roses
A banda lendária com que o Deep Purple odiava comparação: "Nada é pior, não tenho paciência"
A banda de metal que conquistou Motörhead, Iron Maiden e George Michael
A melhor fase da história do Megadeth de todos os tempos, segundo Dave Mustaine
Gary Holt compara James Hetfield e Dave Mustaine e diz que toque de Dave é "diferente"
O guitarrista que Angus Young acha superestimado; "nunca entendi a babação"
O guitarrista que Brian May diz ter inventado "um gênero inteiro" a partir do zero
Embalado pelo seu derradeiro disco, Megadeth lança linha de cervejas personalizadas
O beijo em cantora que fez Ney Matogrosso perceber que lado hétero não está adormecido
Quem é o homem carregando o feixe de galhos que está na capa do "Led Zeppelin IV"
A sincera opinião de Jéssica Falchi sobre o Iron Maiden sem Nicko McBrain
O megahit do Capital Inicial que, analisando bem a letra, não faz tanto sentido
As lembranças que John Petrucci guarda dos primeiros shows do Dream Theater no Brasil
Jeff Beck sobre a primeira vez que ouviu Led Zeppelin: "Pensei que era brincadeira"
O motivo pelo qual as músicas dos Ramones eram todas curtas, segundo Johnny e Tommy
O impacto da melancólica saída de Steve Morse do Deep Purple, segundo Don Airey


Samael lança "Black Matter Manifesto", sua primeira música inédita em 8 anos
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



