Resenha - Whatever It Takes - Rebel Machine
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 24 de junho de 2019
Rebel Machine: se você é fã de Hellacopters, vai adorar
Estocolmo, 1994. Com o desejo de fazer um som mais acessível porém não menos energético, o quarteto Nicke Andersson (Entombed), Andreas Svensson (Backyard Babies), Kanny Hakansson (Entombed) e Robert Ericksson (Strindbergs) une forças e monta o The Hellacopters, nome tirado da gíria que os mexicanos usavam para identificar os helicópteros da CIA que sobrevoavam os campos de maconha por todo o México.

Porto Alegre, 2016. Influenciados pelo Hellacopters e por bandas como Foo Fighters, Kiss, Danko Jones e AC/DC, os amigos Marcelo Pereira (vocal), Murilo Bitencourt (guitarra), Marcel Bitencourt (baixo) e Chantós Mariani (bateria) formam o Rebel Machine, gravam o álbum "Nothing Happens Overnight" (2016) e mostram que todo fã de rock deve ficar de olho no grupo.
Corta para 2019. Depois de três anos e diversos shows nas costas, incluindo aberturas recentes para gigantes como Black Label Society e Slash, o Rebel Machine está de volta com "Whatever It Takes". O segundo disco do quarteto gaúcho foi disponibilizado nos apps de streaming e ganhará uma versão física nas próximas semanas. Lançado pelo selo sueco Big Balls Productions e masterizado por Mats Lindström, o álbum teve a sua bela capa criada pelo ilustrador brasileiro Henry Lichtmann e traz doze faixas. O acerto do Rebel Machine começa por aí: os dois discos da banda são compostos totalmente por músicas autorais. E elas são, meu amigo, muito acima da média.
Equilibrando inspirações em nomes clássicos e contemporâneos, o grupo trouxe uma presença maior de elementos pop para a sua sonoridade em "Whatever It Takes", o que fez com que a música da banda, que já era cativante, ficasse com essa característica ainda mais evidente. Com um pensamento bem old school no sentido de que boas canções devem trazer doses extrovertidas de melodia e de que uma banda de rock tem como alicerce os riffs de guitarra, o Rebel Machine empolga mais uma vez com um álbum excelente.
O trabalho de composição mostra-se muito maduro, segue ideais bem definidos e desvia-se dessas crenças de maneira apenas sutil e com o objetivo de tornar a sua música ainda mais forte. Isso fica claro em faixas como as grudentas "Underdogs", "Dancing Alone" e "What You Feel", destaques imediatos de um disco pra lá de consistente. No outro lado da moeda, canções como "Square One", "In My Heart" e "Fall Into Temptation" reafirmam a aura hellacoptersiana presente no DNA do Rebel Machine e aceleram o ritmo do disco.
Em um cenário como o do rock brasileiro, dominado por nomes veteranos e onde bandas cover têm prioridade sobre artistas autorais na hora de conseguir espaço nos palcos, uma banda como o Rebel Machine ganha relevância e importância que vão muito além de seus discos. Criando material próprio e de excelente qualidade, o quarteto gaúcho não apenas possui enorme potencial para conquistar fãs em todo o país e também no exterior (como já está acontecendo, diga-se de passagem), como inspira toda uma nova geração de bandas a acreditar em seus sonhos e não abrir mão dos seus ideais artísticos.
Como diria Nicke Andersson: "I’m in the band, by the grace of God".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



58 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de outubro
A música de 1983 que resumiu tudo de errado no rock americano, segundo Lemmy
Causa da morte de Phil Campbell, guitarrista do Motörhead, é revelada
Fabio Lione debocha de fala de Felipe Andreoli: "Inventaram hiato para eu sair do Angra?"
Slash anuncia álbum solo "Flying Blind" e confirma quatro shows no Brasil
A banda que recusou Rock in Rio 1985: "Pessoas decidiram que não era boa ideia"
O vocalista que Tony Iommi demitiu do Black Sabbath porque ele "estava cheirando muita cocaína"
Morre Lito Sousa, do Aviões e Músicas; veja sua relação com o rock
Metallica inicia temporada de shows em Las Vegas e volta a tocar "...And Justice for All"
Nicko McBrain quis deixar o Iron Maiden nos anos 1980 por ter errado em um show
Cronos, vocalista e baixista do Venom, morre aos 63 anos
A música do Megadeth que fala sobre o vício em jogos e apostas
O vocalista que Steven Tyler odiava ser acusado de copiar, mas acabou concordando que era o melhor
Scott Ian (Anthrax) lembra como reagiu quando o Metallica demitiu Dave Mustaine
A reação de Ozzy Osbourne quando Robert Trujillo avisou que estava indo para o Metallica
Ritchie Blackmore,ex-Deep Purple, fala sobre sua complicada relação com Ian Gillan
A banda que mudou rock para pior, segundo Ritchie Blackmore: "Posso dizer que os odeio?"
O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



