Edu Falaschi explica como seria se o Angra tivesse mudado para a Europa no auge
Por Gustavo Maiato
Postado em 18 de outubro de 2023
Em entrevista a Gustavo Maiato, Edu Falaschi, que fez história como vocalista do Angra, foi questionado sobre os rumos que a banda poderia ter tomado caso todos tivessem se mudado para a Europa, continente em que o power metal é mais forte.
A resposta de Falaschi deixa claro que essa ideia nunca surgiu nas fileiras da banda, mas que certamente a história teria sido outra caso isso tivesse ocorrido.
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"Certamente facilitaria, né? Porque a gente estaria lá dentro da Europa, né? Fazer turnê lá é tudo de trem, cara. O tourbus também é muito mais fácil. Você faz uma viagem de 5 horas, você tá em outro país. Então, assim, é muito mais fácil. Se a gente vivesse lá, todo mundo morasse lá, com certeza ajudaria muito mais do que viver no fim da América do Sul aqui, tipo, longe pra caramba. Ir para lá pra Europa, sei lá, de dois em dois anos. Então, nesse período de 2 anos, cara, aparecem 200 bandas novas, né? Então, você meio patina na questão de conquista mesmo de público, de mercado e tal.
E é bem mais difícil pra gente da América Latina do que para quem vive na Europa, né? E eu acho que se a gente tivesse feito isso, talvez fizesse mais diferença. Eu acho que nunca rolou esse papo sobre isso dentro da banda. Não lembro assim de ter alguma coisa tipo ‘ó, galera, vamos todo mundo pensar em mudar pra Europa’. E acho que não chegou a ter essa conversa assim. Ah, tá, sei lá, seria radical, né? Seria radical para caramba. E até para escolher qual país, né? Provavelmente seria a Alemanha, imagino eu, ou França também, né? Que parece que o Angra sempre foi muito grande na França. Mas a Alemanha é o centro, sempre foi o centro do power metal, não? Mas por causa da história, a gravadora sempre foi a gravadora da Alemanha, o produtor sempre foi um produtor da Alemanha. As gravações que ele fez, todas foram na Alemanha. Mas pelo histórico mesmo que eu digo, né?"
Dados sobre os fãs do Angra
Em uma entrevista ao canal de Gustavo Maiato, Fabio Lione esclareceu que, embora haja presença de fãs mais jovens do Angra no Brasil, essa dinâmica não se reflete no Japão.
"Eu aprecio bastante o fato de que, neste momento, a banda está experimentando uma sinergia muito positiva. Especialmente em performances ao vivo, estamos proporcionando um espetáculo notável. Estamos afinados. No passado, sei que o Angra nem sempre teve esse padrão. Você poderia ouvir um álbum excelente, mas ocasionalmente havia shows que não alcançavam o máximo. Havia problemas, conflitos internos entre os membros.
O vocalista poderia não estar em sua melhor forma. Atualmente, acredito que a banda possui um potencial colossal. A cada show que realizamos, percebo que o público está emocionado e apreciando o espetáculo. Não apenas a parte vocal, mas a experiência completa do show. Outro aspecto interessante, especialmente no Brasil, é a presença de muitos jovens, entre 16 e 25 anos, na plateia. Isso evidencia que atingimos diversas gerações.
Considero isso relevante, a capacidade de criar novas músicas e conquistar novos admiradores. No entanto, no Japão, onde toquei algumas vezes, observa-se a mesma audiência, apenas alguns anos mais velha. Não se observa a entrada de novos fãs. Esse fenômeno é comum a várias bandas de power metal no Japão. Isso sugere que, nesse país, esse estilo musical não conseguiu transcender as gerações. No Brasil, a situação é diferente. Isso se torna crucial para todas as bandas."
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