Anthrax: A volta por cima com We've Come For You All
Resenha - We've Come For You All - Anthrax
Por Mateus Ribeiro
Postado em 24 de abril de 2019
Nota: 10 ![]()
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O final da década de 1990 não foi dos períodos mais legais para o Anthrax. Os discos "Stomp 442" (1995) e "Volume 8:The Threat is Real (1998)" fracassaram comercialmente, e a banda chegou perto do fim.
Como se não bastasse o baixo número de vendas, após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, vários envelopes contendo a bactéria Antraz foram enviados pelos correios, causando a morte de cinco pessoas. O fato colocou o nome da banda em evidência, mas obviamente, pelos piores motivos possíveis.

Para a sorte dos fãs, o grupo não desistiu,os problemas pareciam ter diminuído, e em maio de 2003 nasce "We´ve Come For You All", que colocou o Anthrax no lugar onde a banda deveria estar sempre: entre os grandes do metal.

O disco é como se fosse uma continuação do que a banda havia começado a fazer em "Sound Of White Noise", porém, com mais peso e mais groove ainda.
John Bush está cantando como nunca, a cozinha se mostra muito entrosada, e Rob Caggiano se mostrou o parceiro ideal para Scott Ian.
A breve introdução "Contact" serve como um belo prato de entrada para "What Doesn´t Die", uma ótima faixa de abertura, muito rápida e pesada. A ótima "Superhero" é um pouco mais arrastada, mas mantém o peso. Outro grande destaque do álbum vem na sequência, a ótima "Refuse To Be Denied".
O maior sucesso do disco fica por conta de "Safe Home", balada pesada que inclusive ganhou um vídeo com a participação do ator Keanu Reeves."Anyplace But Here" tem os primeiros acordes parecidos com o da introdução do álbum, e vai crescendo, até chegar em seu grandioso refrão, que chega a lembrar "Moneytalks", do AC/DC. A primeira metade do disco é encerrada com a pesada "Nobody Knows Anything", música que conta com um show de Benante nas baquetas.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | O saudoso Dimebag Darrell participa de "Strap It On", que abre a segunda parte do álbum,e curiosamente, é um tributo ao passado. Um dos momentos mais insanos do disco fica com "Black Dahlia", que mostra mais uma vez que Benante estava em ótima forma (que mantém até os dias de hoje).
Mais uma vez, Dimebag dá as caras, dessa vez em Cadillac Rock Box", um dos momentos mais felizes do disco. Por ironia do destino, a última frase da música diz "Bury me in my Cadillac Rock Box" (caso alguém não saiba, Dimebag morreu um ano e meio após o lançamento do álbum, e a tradução para a palavra bury é enterrar).
E se você acha que as colaborações especiais do disco acabaram, prepare se: ninguém menos que Roger Daltrey, vocalista do The Who, participa de "Taking The Music Back".Por fim, "Think About An End" e "W.C.F.Y.A." encerram o trabalho com muita energia.

Depois de anos passando por momentos ruins, enfim, o Anthrax voltava emplacar um grande disco, que recolocou a banda no mapa. Infelizmente, para alguns (leia se o redator da matéria), esse foi o último trabalho de estúdio com John Bush nos vocais (ao menos de músicas originais, já que em 2004, a banda gravou "The Greater Of Two Evils", disco que traz regravações de outras fases da banda na voz de Bush).
"We´ve Come For You All" é um grande trabalho, que mescla a modernidade que a época de seu lançamento pedia com as velhas influências que o Anthrax nunca abandonou. Um disco fundamental na discografia da banda!
Ano de lançamento:2003
Faixas:
"Contact"
"What Doesn't Die"
"Superhero"
"Refuse to Be Denied"
"Safe Home"
"Any Place But Here"
"Nobody Knows Anything"
"Strap It On"
"Black Dahlia"
"Cadillac Rock Box"
"Taking the Music Back"
"Crash"
"Think About an End"
"W.C.F.Y.A."

Formação:
John Bush – vocal
Rob Caggiano – guitarra
Scott Ian – guitarra/vocais de apoio
Frank Bello – baixo/vocais de apoio
Charlie Benante – bateria
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