Moonshade: Death Metal severo e melódico
Resenha - Sun Dethroned - Moonshade
Por Ricardo Cunha
Postado em 19 de abril de 2019
Nota: 10 ![]()
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Em 2009, Pedro Quelhas e Cristiano Brito dividiram seu antigo projeto musical (Deep Cut), determinado a se aventurar em um novo projeto, apresentando um novo tipo de som. Inspirado pela crescente cena death metal melódica do norte, e fundindo isso com uma infinidade de influências musicais diferentes que focavam na mistura de elementos pesados e melódicos, o núcleo do som de Moonshade foi, assim, definido. Ricardo Pereira (cantor / letrista) e os ex-integrantes Dinis Martins (guitarrista) e Ruben (baixista) juntaram-se pouco depois. Em 2010, a primeira demo da banda, intitulada "The Path Of Redemption", foi lançada online gratuitamente. Em 2014, juntando forças com o baterista de estúdio Luís Neto (Shell From Oceanic), lancaram o EP Dream | Oblivion um trabalho conceitual. Todavia, a Moonshade teve que passar por mudanças que culminaram com à entrada de Sandro Rodrigues (baterista), Afonso Aguiar (baixista), Nuno Barbosa (teclado) e Daniel Laureano (guitarrista). Em 2015, Moonshade continuou a divulgação de Dream | Oblivion, com shows em eventos como Vagos Open Air e Pax Julia Metal Fest, permitindo que eles dividissem o palco com bandas como Amorphis, Heaven Shall Burn, Within Temptation, Vildhjarta e Avulsed, para citar alguns. na continuação esforço para redefinir musicalmente o caos, a morte e o desespero.
A face melódica que a Moonshade nos oferece é estranhamente cativante. Riffs pesados e solos cheios de melodia, urros que vêm e vão sem soar de todo cansativo. Em seu álbum de estreia a banda cria um padrão ao mesmo tempo constante e diversificado dos quais faz uso apenas quando necessário. A faixa de abertura, God of Nothingness define um ritmo cadenciado e feroz. Um épico de sete minutos que pode parecer assustador como carro-chefe de qualquer disco, entretanto como todos os elementos se fundem perfeitamente, é possível entender que uma história está sendo contada através da canção. Um momento que extrapola o confinamento ao qual a maioria das bandas do gênero tem se submetido. Sons apocalípticos e grunhidos continuam em Lenore e World Torn Asunder. Ambas feita estilisticamente da mesma faca afiada, só que, em lâminas opostas numa busca de dor aparentemente necessária.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Por fim, o Death Metal pode até ter tido o dias ruins nas mãos de muitos incautos ao longo dos anos, mas com Sun Dethroned mantém-se renovado de uma forma severa e melódica. O disco todo é de uma fluidez atormentadora. Uma leitura particular é de que há uma atmosfera subjacente que liga uma faixa à outra sem mesclá-las. A cada nova faixa, o ouvinte vira a página e entra num novo capítulo na história.
Referências: Sputnik Music, @moonshadeofficial.
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