Royal Thunder: A voz do rock pesado é feminina
Resenha - Wick - Royal Thunder
Por Marcelo Hissa
Postado em 11 de março de 2018
Parece que alguém lá nos Estados Unidos ainda sabe fazer um rock pesado raiz com qualidade profissional sem precisar apelar para uma produção exuberante/rádio-apelativa. Esse alguém já vai para o terceiro álbum e concebe um stoner/hard rock vocalizado por uma baixista com dom para o canto. A obra se chama Wick e a banda é o Royal Thunder.
Burning Tree abre em badalada forte com os vocais poderosos de Mlny entregando uma atuação energética, cheia feeling que flui para padrões mais melódicos com facilidade desconcertante. O instrumental mantém a fluidez mantendo um padrão geralmente claro, pontuado eventualmente com passagens distorcidas metálicas. April Showers começa cheia de suspense e soterradeira, mas isso só dura até a entrada dos vocais de Mlny. A música deixa claro que é a moça quem faz o Royal Thunder ser quem é. Seu timbre se destaca de tudo, simplesmente carrega nas costas a melodia, ainda que os instrumentais ao redor sejam muito bem elaborados. Em We Slipped esteja pronto para cantar junto "Maybe it was you, Maybe it was me, Maybe we were wrong to set you free" na cadência empolgante da música. Anchor é a mais rock n´roll com riffs simples e um solos simples. Já perto do final ouve-se a mais acelerada Turnaround que se aproxima do heavy metal com a clareza instrumental contrastando a rudeza vocal.
Sincronizar de forma tão eficaz o ruído que emana das batidas de bateria e do chicotear de cordas com vocais femininos é coisa que pouca banda alcança. Ter o dom e apostar nele é ainda mais difícil, mas basta uma audição de Wick para concluir que o sucesso de Royal Thunder nunca veio de sorte.
Nota 8
TrackList
1.Burning Tree 5:03
2.April Showers 5:11
3.Tied 4:00
4.We Slipped 5:00
5.The Sinking Chair 3:53
6.Plans 3:52
7.Anchor 4:38
8.Wick 5:07
9.Push 4:38
10.Turnaround 3:21
11.The Well 4:32
12.We Never Fell Asleep 5:09
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
Deep Purple lança "Splat!", seu disco mais pesado em muitos anos
As 5 melhores músicas do Black Sabbath de todos os tempos, segundo Geezer Butler
As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
O motivo compreensível que levou Mikkey Dee a deixar o King Diamond
O filme com a melhor trilha sonora de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
Moonspell lança "Far from God", seu primeiro disco de estúdio em cinco anos
David Ellefson aprova primeiro show como baixista do Metal Church
As 25 melhores músicas do Iron Maiden, segundo a Metal Hammer
Marcelo D2: "Via Ratos de Porão e Cólera mais como alternativa que Titãs e Barão"
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
Children of Bodom anuncia show na Espanha para julho de 2027
O vocalista contestado que mudou os rumos de uma das maiores bandas da história do metal
O grande problema do Bon Jovi que irritava Taylor Hawkins, segundo o próprio
A música boa escondida no pior disco do Metallica, segundo a Louder
O pedido de George Harrison que irritou Paul McCartney; "Caramba, qual é o sentido?"
Os 5 álbuns essenciais para compreender o rock nacional anos 1980, segundo Regis Tadeu
A ordem expressa que motorista de Raul Seixas não podia descumprir de jeito nenhum

Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto



