In Flames: Seguindo sua intuição
Resenha - Reroute to Remain - In Flames
Por Vitor Sobreira
Postado em 01 de novembro de 2017
Como um dos maiores representantes do Melodic Death Metal, em especial da cena sueca do chamado "Gothemburg Sound", o In Flames surgiu em 1990 e a partir de 1994, com o seu primeiro disco de estúdio ‘Lunar Strain’, começou a espalhar pelo mundo a semente do seu caos sonoro, mesclando o peso e a agressividade do Death Metal, com melodias do Heavy Metal. A banda evoluiu ao longo dos lançamentos, angariou uma legião de fãs e ainda inspirou outras bandas, mas com a chegada dos anos 2000, a banda começaria a dar alguns "sustos" em seu fãs. Ou pelo menos, é o que uma boa parcela deles pensam…
O sexto trabalho completo ‘Reroute to Remain’ foi lançado pela Nuclear Blast no dia 15 de agosto de 2002, mas embora tenha dado mais um passo evolutivo e se apresentasse adornado pela modernidade, o som não deixou de perder suas principais características – como os potentes vocais de Anders Fridén – mas a partir da interessante arte de capa, nota-se mais uma vez a alteração do seu logo, sendo que desta vez se valeu de uma fonte comum mesmo. Vocais mais limpos e cheios de efeitos também aparecem em determinados momentos, e com destaque – vide as faixas "Dawn of a New Day" e "Metaphor", que são certamente as mais diferentes – bem como aquela leve impressão de que quiseram cortejar o mercado estadunidense. Ainda em tempo, o cuidado redobrado nos refrões, trouxe alguns resultados muito bons e impactantes.

Por estar em alta na época, o New Metal acabou sendo usado para tentar explicar o In Flames daqueles dias – incluindo o fato de que alguns especuladores de plantão, fazerem referência até mesmo ao visual dos músicos (!) – mas penso que a banda seguiu sua intuição, e ponto. Além dos já mencionados vocais, o instrumental, dividido entre as cúmplices guitarras do fundador Jesper Strömblad e de Björn Gelotte e a sessão rítmica e valiosamente precisa de Peter Iwers e Daniel Sevensson, não pode ser criticado, pois não largou mão da qualidade e da técnica em momento algum. A produção também contribuiu para que as ótimas passagens do álbum, soassem límpidas – mesmo nas partes de muito peso – e foi fruto do esforço entre a mixagem de Anders Fridén, do tecladista convidado Örjan Örnkloo e Daniel Bergstrand, também o produtor.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | O gosto pessoal de cada um deve ser respeitado, mas ver alguém "torcer o nariz" para um trabalho, sem mesmo o ter escutado, é complicado, certo? Então nem adiantará mencionar os destaques… Mas, pra quem conhece pouco da carreira dos suecos (EU!!), e quer dar uma chance a ‘Reroute to Remain’, então ouça a trinca inicial com a faixa título, a curta "System", "Cloud Connected" (que melodias!), "Egonomic" e "Dark Signs", e surpreenda-se com passagens rápidas, melodiosas, modernas, intrincadas, e sobretudo compostas para quem curte música bem feita!

Formação:
Anders Fridén (vocal);
Jesper Strömblad (guitarra);
Björn Gelotte (guitarra);
Peter Iwers (baixo);
Daniel Svensson (bateria)
Faixas:
01. Reroute to Remain
02. System
03. Drifter
04. Trigger
05. Cloud Connected
06. Transparent
07. Dawn of a New Day
08. Egonomic
09. Minus
10. Dismiss the Cynics
11. Free Fall
12. Dark Signs
13. Metaphor
14. Black & White.
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