Resenha - Reroute to Remain - In Flames
Por Rafael Carnovale
Postado em 28 de setembro de 2002
Nota: 9 ![]()
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Após o muito bem sucedido "Clayman", tornou-se uma incógnita como viria o novo cd do In Flames. Afinal, seu predecessor havia apontado várias mudanças em relação à banda que gravara cd’s pesados como "Whoracle" e "Colony". Muitos falavam que a banda cairia no heavy melódico de vez, ou que viraria NU Metal, pois cada vez mais o peso ia diminuindo para o aumento da melodia e de climas tipicamente heavy tradicionais.
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Se julgássemos um cd pela sua capa, "Reroute to Remain" seria justamente um cd diferente, com um In Flames fugindo por completo de sua proposta original. A arte gráfica, embora de altíssima qualidade, é totalmente diferente do que a banda vinha adotando, e o próprio encarte mudou muito o estilo apresentado em "Colony" e "Clayman". Mas como diz o ditado, não se julga um livro pela capa.
Ao rolar a primeira música do cd, a faixa título, o alívio: o In Flames continua o mesmo. Guitarras pesadas, vocais urrados e realmente, o som cada vez mais absorve elementos de heavy melódico, mas sem perder a identidade da banda (nunca as bases estiveram tão pesadas e sujas). O vocal de Anders Friden continua sujo e rasgado, mas ele cada vez mais dosa seus urros com vocais mais calmos, como na pesada e melódica "System", que com sua mudança de andamento no meio do peso, merece destaque.
Faixas como "Drifter", "Trigger" e "Cloud Connected" mostram que a banda mantém a tendência assumida nos cds anteriores: mesclar o peso do death metal com a melodia do heavy tradicional, adicionando um ou outro elemento eletrônico, mas sem descaracterizar o som. Os vocais estão também cada vez mais bem elaborados, mostrando que a banda quis fazer deste um apanhado de todos os seus cd’s anteriores, obtendo grande resultado. Faixas como "Transparent", "Economic" (com seu peso infernal e riffs rasgando a sua garganta) e a super cadenciada "Free Fall" (que alguns mais puristas poderão considerar como new metal, mas não se engane: é uma puta faixa, perfeita para agitar pescoços ao vivo) mostram os elementos mais tradicionais da banda, como as guitarras agressivas e a cozinha potente que marcam a força do In Flames.
Já no quesito inovação, faixas como as baladas (sim!) "Dawn of a New Day" (muito boa, com vocais excelentes) e "Metaphor"(com os belos vocais femininos de Maria Gauffin e um belo trabalho de cordas) mostram que a banda está se expandindo além das fronteiras do chamado Death Melódico. Essas faixas, aliadas a pegada mais rockeira de "Black and White" e da ótima "Dark Signs", são um destaque do cd, que nos mostra uma banda coesa e bem entrosada, com um trabalho de guitarras magnífico, que conseguiu inovar e manter seu estilo ao mesmo tempo em um único cd. Obrigatório.
Line Up:
Anders Friden: Vocais
Bjorn Gelotte: Guitarras
Jesper Stromblad: Guitarras
Peter Iwers: Baixo
Daniel Svensson: Bateria
Gravadora:
Nuclear Blast/Century Media Brasil
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