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Resenha - Reroute to Remain - In Flames

Por
Postado em 28 de setembro de 2002

Nota: 9 starstarstarstarstarstarstarstarstar

Após o muito bem sucedido "Clayman", tornou-se uma incógnita como viria o novo cd do In Flames. Afinal, seu predecessor havia apontado várias mudanças em relação à banda que gravara cd’s pesados como "Whoracle" e "Colony". Muitos falavam que a banda cairia no heavy melódico de vez, ou que viraria NU Metal, pois cada vez mais o peso ia diminuindo para o aumento da melodia e de climas tipicamente heavy tradicionais.

In Flames - Mais Novidades

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Se julgássemos um cd pela sua capa, "Reroute to Remain" seria justamente um cd diferente, com um In Flames fugindo por completo de sua proposta original. A arte gráfica, embora de altíssima qualidade, é totalmente diferente do que a banda vinha adotando, e o próprio encarte mudou muito o estilo apresentado em "Colony" e "Clayman". Mas como diz o ditado, não se julga um livro pela capa.

Ao rolar a primeira música do cd, a faixa título, o alívio: o In Flames continua o mesmo. Guitarras pesadas, vocais urrados e realmente, o som cada vez mais absorve elementos de heavy melódico, mas sem perder a identidade da banda (nunca as bases estiveram tão pesadas e sujas). O vocal de Anders Friden continua sujo e rasgado, mas ele cada vez mais dosa seus urros com vocais mais calmos, como na pesada e melódica "System", que com sua mudança de andamento no meio do peso, merece destaque.

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Faixas como "Drifter", "Trigger" e "Cloud Connected" mostram que a banda mantém a tendência assumida nos cds anteriores: mesclar o peso do death metal com a melodia do heavy tradicional, adicionando um ou outro elemento eletrônico, mas sem descaracterizar o som. Os vocais estão também cada vez mais bem elaborados, mostrando que a banda quis fazer deste um apanhado de todos os seus cd’s anteriores, obtendo grande resultado. Faixas como "Transparent", "Economic" (com seu peso infernal e riffs rasgando a sua garganta) e a super cadenciada "Free Fall" (que alguns mais puristas poderão considerar como new metal, mas não se engane: é uma puta faixa, perfeita para agitar pescoços ao vivo) mostram os elementos mais tradicionais da banda, como as guitarras agressivas e a cozinha potente que marcam a força do In Flames.

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Já no quesito inovação, faixas como as baladas (sim!) "Dawn of a New Day" (muito boa, com vocais excelentes) e "Metaphor"(com os belos vocais femininos de Maria Gauffin e um belo trabalho de cordas) mostram que a banda está se expandindo além das fronteiras do chamado Death Melódico. Essas faixas, aliadas a pegada mais rockeira de "Black and White" e da ótima "Dark Signs", são um destaque do cd, que nos mostra uma banda coesa e bem entrosada, com um trabalho de guitarras magnífico, que conseguiu inovar e manter seu estilo ao mesmo tempo em um único cd. Obrigatório.

Line Up:
Anders Friden: Vocais
Bjorn Gelotte: Guitarras
Jesper Stromblad: Guitarras
Peter Iwers: Baixo
Daniel Svensson: Bateria

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Gravadora:
Nuclear Blast/Century Media Brasil

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?
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