In Flames: Reroute To Remain é polêmico, pesado e inovador
Resenha - Reroute To Remain - In Flames
Por Mateus Ribeiro
Postado em 10 de janeiro de 2019
Após o estrondoso sucesso alcançado por "Clayman",os fãs do In Flames se perguntavam qual seria o próximo passo da banda, após cinco álbuns de estúdio muito bem recebidos. E a resposta da banda foi, no mínimo, polêmica.
Lançado no ano de 2002, "Reroute To Remain" chocou os fãs mais conservadores logo de início. A banda mudou muito a sonoridade, apresentando elementos modernos tanto na parte instrumental quanto na vocal. A impressão era de que a banda tentou dar uma "americanizada" no som. Inclusive, alguns fãs mais exaltados começaram a comparar o In Flames com o Linkin Park.
De fato, as coisas em "Reroute To Remain" soavam muito diferentes do que se ouvia em "The jester Race", por exemplo. Por outro lado, desde "Whoracle", poderiam ser notados elementos mais modernos, por menores que fossem. Nada que chegasse tão perto do chamado "Alterna", ou "Pula Pula", mas eram indícios de um padrão que os suecos seguiram durante toda sua carreira: NUNCA fazer um trabalho igual ao outro, o que não deixa de ser louvável.
Apesar de controverso, o álbum apresenta ótimos momentos, e não se pode negar que apesar do choque inicial, a banda apresentou um som muito, mas muito pesado, só que de outra maneira. As guitarras em alguns momentos apresentam riffs que poderam facilmente figurar em discos de Thrash Metal (caso da música "Drifter"). Os vocais estão um pouco mais variados, e a sensação é de que a banda tentou se libertar um pouco das amarras impostas pelo Metal.
Falando sobre as músicas, temos dois dos grandes sucessos da banda neste disco, "Trigger" e "Cloud Connected", essa última, que divide com "Only For The Weak" o título de canção mais conhecida dos caras. Ainda sobra espaço para a contagiante faixa título, para as viagens de "Dawn Of a New Day" e "Metaphor", ou para a correria insana de "Black And White", que não deve ser confundida com a canção do Michael Jackson, e tem um refrão frenético e caótico.
Apesar de todas as polêmicas, "Reroute..." merece ser ouvido com atenção, não só pelas suas boas composições, mas pelo papel que o disco exerceu nas mudanças que ajudaram a banda a ser como é nos dias de hoje: polêmica, mas sempre autêntica.
E você, o que acha deste álbum?
Um abraço, e até a próxima!
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