Panikk: Um soco na cara direto da Eslovênia
Resenha - Discarded Existence - Panikk
Por Jefferson Alexandre da Silva
Fonte: thethrashpit.blogspot
Postado em 03 de abril de 2017
Nota: 9 ![]()
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O sucessor do excelente Unbearable Conditions (Metal Tank Records, 2013), esse segundo disco da banda PANIKK apresenta um salto de qualidade em termos de sonoridade e produção.
Discarded Existence é, a meu ver, a profissionalização da banda, principalmente pelo fato de ter sido lançado pela experiente gravadora espanhola Xtreem Music e pelo exímio trabalho de mixagem e masterização de Domen Hudrap.

Embora tenha sido ele o responsável pelo trabalho de produção, mixagem e masterização do disco de 2013, a impressão que tenho é que o suporte oferecido a banda foi mais profissional (engenheiros, equipamentos, etc.), aproveitando os recursos disponíveis para criar um disco excelente.
Já que falamos sobre mixagem, é possível distinguir nitidamente todos os instrumentos, os quais foram colocados sob medida nas músicas. O grave do baixo sempre acompanhando os velozes bumbos duplos, embora esse não seja o limite para o groove desse instrumento, o qual é bem presente em passagens preenchendo todo o som. A gravação das guitarras também é excelente, sendo possível perceber as duas trabalhando independentemente com as oitavas e riffs, mas em sincronia com todo o restante.

Musicalmente, Discarded Existence apresenta um thrash metal clássico e cheio de influências atuais do estilo e nítida influência do crossover nos vocais. Portanto temos: velocidade, alterações de tempo nas músicas e na dinâmica dos riffs, oitavas de guitarra, graves muito presentes nos pedais da bateria, vocais agressivos, letras críticas.
Um excelente adicional é a utilização de vibratos criando uma sonoridade diferenciada e cadenciada dentro dos riffs. Trechos de músicas como Investigator of War, Rotten Cells são exemplos de introdução desses elementos no novo trabalho.
Em relação aos solos de guitarra, os mesmos são curtos em todas as músicas e, em algumas delas, não senti aquele poder do som destruindo os amplificadores. Faixas como Discarded Existence, Reconstruction, Individual Right servem como exemplos.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | No entanto o solo de Under Pretence é matador, veloz e agressivo; utiliza muito bem a escala e é encaixado no momento exato da música, entre gritos e aceleração dos bumbos. Essa música aliás é forte candidata a melhor do disco, ao lado de Rotten Cells.
Um outro elemento muito distinto inserido pela banda é uma curta faixa instrumental no fim do disco chamada Outro. Pois, após toda a pancadaria ao longo das 8 faixas anteriores, são inseridos instrumentos acústicos seguidos de um melódico solo de guitarra. Isso demonstra, de fato, a versatilidade e capacidade técnica dos thrashers eslovenos.
Analisando a parte lírica, os temas abordados nas canções são tópicos relacionados a guerra, decadência humana, insensibilidade entre os humanos, busca do lucro/riqueza a qualquer custo.

Duas músicas chamam atenção pela letra: Sedated in Utopia e Rotten Cells.
A primeira apresenta uma humanidade perdida, sem saber o que fazer para ter um mundo de paz. Não conseguem se encontrar novamente no mundo porque estão cegos, "comendo" dinheiro e caçando lucro.
Essa crítica a ganância continua em Rotten Cells, pois os "escravos capitalistas abusam do sistema" e são eles quem ditam as regras do mundo. No entanto, eles não esperam a resistência das massas humanas que destruirão o "apodrecido país das mentiras".
Aplicando todos os ensinamentos de mais de 30 décadas de thrash metal, aprimorando a técnica e, em alguns casos, adicionando elementos, PANIKK entra com os dois pés no peito em uma cena mundial cada vez mais aperfeiçoada.

Ficha técnica
País: Eslovênia
Lançamento: 15 de março de 2017
Gravadora: Xtreem Music
Gravação: agosto e dezembro de 2016 – Demo Studio e Negligence Studio
Produção: Domem Hudrap e PANIKK
Mixagem e Masterização: Domem Hudrap
Banda
Gašper Flere – vocais e guitarra
Rok Vrčkovnik – baixo
Črt Valentić – bateria
Jaka Črešnar - guitarra
Faixas
1. Instigator of War 06:01
2. Sedated in Utopia 04:19
3. Under Pretence 04:49
4. Individual Right 04:13
5. Rotten Cells 05:56
6. Discarded Existence 04:32
7. Eyes Don't Lie 03:42
8. Reconstruction 05:01
9. Outro 01:58
Fonte: Encyclopaedia Metallum

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