O melhor cantor do rock nacional dos anos 1980, segundo Sylvinho Blau Blau
Por Gustavo Maiato
Postado em 30 de janeiro de 2026
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Os anos 1980 no Brasil viraram sinônimo de explosão do rock, refrões grudentos e uma indústria fonográfica que ainda bancava apostas altas - com espaço tanto para o rock "de arena" quanto para o rádio AM disfarçado de FM. No meio desse caldeirão, Sylvinho Blau Blau sempre foi tratado como o cara do "Ursinho", mas basta ouvir suas histórias no Pitadas do Sal para sacar que ele enxerga aquele período com uma lente bem mais ampla: a do sujeito que viveu o circuito, viu o mercado por dentro e entende do riscado.

Nessa entrevista, quando perguntado sobre qual cantor mais o impressionou ao vivo, Sylvinho não fez suspense nem ficou em cima do muro. Ele cravou um nome com direito a justificativa técnica - e isso é o que dá peso à fala. Para ele, "o melhor cantor dos anos 80" não é só o mais famoso, nem necessariamente o mais "cultuado" pela crítica: é o cara que reúne voz, elegância, capricho, tempo e timbre num pacote difícil de bater. E aí veio a sentença, do jeito que ele gosta: direta e sem cerimônia.
"Pra mim, o melhor cantor dos anos 80, a melhor voz dos anos 80, a elegância, o capricho, o tempo e o timbre… chama-se Léo Jaime", disse Sylvinho. E reforçou, sem economizar no palavreado: "Pra mim, Léo canta pra caralho. Canta muito. Qualquer coisa. Bossa nova… bota ele, ele canta". Não é só elogio de colega: é aquele reconhecimento de quem valoriza controle, afinação, presença e - principalmente - a capacidade de cantar "qualquer coisa" sem virar refém de um estilo só.
Quem é Sylvinho Blau Blau?
Sylvinho Blau-Blau, nome artístico de Sylvio Luiz do Rego Junior, nasceu no Rio de Janeiro em 23 de agosto de 1959 e se tornou um dos nomes mais populares do pop-rock brasileiro dos anos 1980. Criado em Copacabana, ganhou projeção nacional como vocalista da banda Absyntho, que explodiu em 1984 com o hit "Ursinho Blau-Blau", presença constante nas rádios e na televisão. Outras músicas como "Só a Lua", "Lobo" e "Balanço do Trem" consolidaram sua imagem dentro da chamada geração new wave, marcada por letras diretas, estética pop e forte apelo juvenil.
Após o fim do Absyntho, Sylvinho seguiu carreira solo, lançou discos por grandes gravadoras e firmou parcerias com nomes como Lulu Santos e Lobão. Ao longo dos anos, manteve-se em evidência participando de eventos como o Rock in Rio, do réveillon de Copacabana e de realities como A Fazenda, Power Couple Brasil e The Masked Singer Brasil. Mais do que um artista associado a um único sucesso, Sylvinho Blau-Blau construiu uma trajetória longeva, sustentada por carisma, presença de palco e forte ligação com a memória afetiva dos anos 1980.
Confira a entrevista completa abaixo.
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