O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Resenha - Megadeth - Megadeth
Por Michel Sales
Postado em 26 de janeiro de 2026
Nota: 10 ![]()
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Megadeth (2026) - supostamente a derradeira cocada preta do Megadeth - chegou em janeiro com os dois pés na porta. Um disco simplesmente matador, um golpe seco no crânio de qualquer desavisado que ainda duvide da força dessa banda.
Taquipariuuu… que discaralho dos infernos. Riffs cirúrgicos, bateria descomunal na medida exata e uma agressividade que remete diretamente aos tempos mais longínquos do quarteto (Countdown to Extinction (1992), Youthanasia (1994) e Cryptic Writings (1997). Um álbum realmente animalesco, sem gordura, sem concessões.
Com uma faixa melhor que a outra, o Megadeth surge desafiando a promessa gravitacional do fim da banda - algo que, sejamos honestos, só deve acontecer quando Mustaine bater as botas (indiferente de sua "desculpa esfarrapada" já anunciada). Quanto à capa, assinada por Blake Armstrong para o 17º disco, à primeira vista ela pode parecer opaca, até pouco inspirada. Mas o conceito fala alto: Vic Rattlehead, a icônica mascote da banda, literalmente em chamas. Uma metáfora visual direta e brutal - a queima, o encerramento, o fim de algo gigantesco.
E já são mais de 40 anos de Megadeth martelando temas centrais da vida social, evocando resistências, colapsos, conflitos e futuros distópicos. A bolachinha produzida também por Chris Rakestraw, traz 11 pauladas certeiras - sendo nove assinadas por Teemu Mäntysaari (G), um feito inédito ao lado de Mustaine. O petardo conecta ainda a fantástica "Ride The Lightning", resgatando os tempos primordiais de Mustaine no Metallica, fechando um ciclo histórico.
No mais, disco nota 10. Dificilmente isso aqui soa como o verdadeiro fim do Megadeth - mas, se for mesmo, Mustaine fechou com chave de ouro. Desde Youthanasia não se via um trabalho tão sólido, coeso e devastador do início ao fim - surreal.
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