Terrosphere: Death Metal clássico, sujo e com muita técnica
Resenha - Blood Path - Terrorsphere
Por Bruno Rocha
Postado em 23 de março de 2017
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Fundada em 2014 na bela cidade de Londrina, o grupo de Death Metal TERRORSPHERE apresenta o EP 'Blood Path' como seu cartão de visita. Gravado no primeiro semestre de 2016 no estúdio Áudio 13 e lançado em novembro, a banda nos brinda neste trabalho com cinco amostras daquele puro Death Metal maldoso do fim dos anos 80 à la POSSESSED, de pouco blast beat, com algo do som de Gotemburgo. Também seguindo a escola de SLAYER e SEPULTURA, o quarteto mostra a que veio falando dos problemas do mundo cotidiano, regados com o que existe de mais agressivo e colérico no Metal da Morte.
A desgraceira começa com 'Assassinos', uma música destruidora, com direito àqueles licks de guitarra com marteladas de mão esquerda e metódicos solos, cortesia de Udo Lauer e de Francisco Neves. 'War Curse' mais uma vez destaca o trabalho de guitarras e as mudanças de andamento que mais lembram um ataque bélico. A parte cadenciada do meio a música, enaltecendo os solos e as bases de guitarra, é de arrepiar.
Somente com estas duas músicas só um louco não notaria o grande trabalho instrumental do TERRORSPHERE, com uma cozinha competente e um louvável trabalho de guitarras e de arranjos. Mas devo confessar que o vocal de Werner Lauer carece ainda de capacitação. Há momentos em que o instrumental está a todo o vapor, lascando o pescoço do ouvinte, mas ao mesmo tempo os vocais estão destoando um pouco. É algo muito sujo em cima de um Death Metal trabalhado. Todavia, sua performance como baixista é fenomenal, e ao lado do exímio baterista Victor Oliveira, destroem nas músicas com seus arsenais.
'Terror Squad' abre com um riff do mais pútrido Death Metal e é a mais direta. Sofre por ser uma música mais simples imprensada em meio a quatro músicas agressivas e mais trabalhadas. Um dos grandes destaques é a faixa-título. Um primor de técnica e de composição. O EP finaliza com 'Mind Control', que mantém o alto padrão de sua antecessora e que transparece toda a técnica do baterista Victor Oliveira.
Musicalmente falando, 'Blood Path' é um valioso trabalho. Nota-se todo o esmero na acabamento das composições e nas mudanças de andamento. Ainda, o trabalho de guitarras é primoroso. Perturba a conduta com a qual os integrantes exploram sua técnica não para se exibir, mas para fazer um Death Metal sujo e inteligente. Parabéns a dupla Udo Lauer e Francisco Neves, que mostraram muito do seu estudo em riffs, licks e solos soberbos. O trabalho da cozinha composta pelos citados Werner Lauer e Victor Oliveira não faz muito mais do que o essencial, mas também é digno de nota a técnica de ambos. O som em si poderia ser um pouco menos sujo; isto não faria mal e não removeria a proposta sonora violenta do TERRORSPHERE. Junto com a ressalva do vocal, são observações que não tiram o mérito do trabalho do londrinenses, já que a banda é tão competente nos pontos positivos que os negativos se tornam detalhes, mas que devem sim ser trabalhados.
Vida longa ao TERRORSPHERE e que estes paranaenses continuem nos brindando com o melhor do Death Metal que, através 'Blood Path', sabemos que eles são capazes para tal.
Blood Path - Terrorsphere (independente, 2016)
Tracklist
01. Assassinos
02. War Curse
03. Terror Squad
04. Blood Path
05. Mind Control
Line-up
Werner Lauer - baixo, vocais
Udo Lauer - guitarras
Francisco Neves - guitarras
Victor Oliveira - bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Rainbow que Ritchie Blackmore chama de "a definitiva" da banda
A melhor música de cada álbum do Iron Maiden, segundo ranking feito pela Loudwire
"I Don't Care", do Megadeth, fala sobre alguém que Dave Mustaine admite ter implicância
Ao lidar com problemas de saúde, Dee Snider admitiu fazer algo que rejeitou a vida inteira
Metal Church anuncia seu décimo terceiro disco, o primeiro gravado com David Ellefson
Uma cantora brasileira no Arch Enemy? Post enigmático levanta indícios...
A música épica do Rush que mexeu com a cabeça de Dave Mustaine
Eagles encerrará atividades em 2026, revela Don Henley
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
"Não tenho mágoa nenhuma": Luis Mariutti abre jogo sobre Ricardo Confessori e surpreende
35 grandes músicas que o Megadeth lançou no século XXI
Summer Breeze anuncia mais 33 atrações para a edição 2026
Jão sofre fratura exposta em dedo da mão e se afasta das atividades do Ratos de Porão
Quem pode ser a nova vocalista do Arch Enemy no Bangers Open Air?
W.A.S.P.: a condição imposta por Blackie Lawless para entrada de Aquiles Priester
A triste constatação de Erasmo Carlos sobre o rock brasileiro
Queen: 10 coisas que você não sabe sobre Bohemian Rhapsody


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



