Dark Witch: Som consistente, maduro e muito bem trabalhado
Resenha - Circle Of Blood - Dark Witch
Por Bruno Melo
Postado em 18 de agosto de 2016
Sem dúvida uma banda que deveria ter lançado seu full-length de estréia desde que começou, Dark Witch se consolida na cena com um som consistente, maduro e muito bem trabalhado. O disco de estréia "Circle Of Blood" chegou ao mercado ano passado e pode surpreender todos aqueles fãs e conhecedores de Power Metal, sobretudo aqueles que acham as bandas atuais repetitivas e não esperam mais nada do subgênero. É possível resumir este disco em duas palavras: visceral e técnico. A pegada do som flerta muito com Manowar, Primal Fear, Nevermore e até mesmo bandas de Thrash como Artillery e Kreator. Apesar de não ter um som tão rápido, os paulistanos possuem uma carga bastante grave em seu instrumental, trazendo um peso característico do subgênero quando estava se consolidando na metade dos anos 80.
Faixa a faixa, o conceito do disco é o mesmo que abrange a maioria das bandas de Power Metal, mitologia nórdica. O diferencial está na atmosfera criada pela banda que se aproxima bem deste universo mitológico. Primeiro eles abrem com a faixa título "Circle Of Blood" que, por sinal, tem um grande potencial para ser uma música de abertura ao vivo. Ela inicia-se de forma calma, demonstrando a técnica e o talento da banda. Na metade para o final, a música toma um outro rumo tendo mais velocidade instrumental e um tom mais épico, é boa mas deixa um gostinho de "quero mais!" nos fãs. Gostinho este que é saciado nas faixas seguintes: "Wild Heart", "Master Of Fate", "Cauldron", "Firestorm", "Stronghold" deixam o disco mais brutal de se ouvir, a gravidade da guitarra se torna mais acentuada e os drivers alcançando maiores escalas, satisfazendo aqueles que querem sentir um "feeling".
A partir de "Blood Sentence", as coisas começam a ficar mornas, mas predominando a qualidade técnica do instrumento. Seguindo das músicas "Liberty is Death", "Lighthouse Reaper" e "Death Rain", esta é a parte mais leve do álbum, dando uma boa relaxada nas composições, já que as vezes é bom recuperar o folêgo. Porém, o final do disco não poderia ser melhor: "Siegfried" dá sequência ao conceito musical do disco, traz drivers extremamente agudos, junto a uma introdução épica em tom de cultura viking muito bem executada. Por fim," "To Valhalla We Ride, que há pouco mais de um mês recebeu seu lyric video, entoa o final do disco em grande estilo, executada numa melodia recheada de solos de guitarra.
E para dar o "adeus", "Vozes da Consciência" segue uma linha instrumental mais melódica, porém, tendo o destaque em sua letra. A música faz uma apelação social a realidade difícil que vive a humanidade, que em meio a tantas guerras e injustiças, segundo o próprio Dark Witch, ainda há esperança para que possamos pegar o caminho correto da vida. Para isso a letra da faixa afirma que basta apenas modificarmos nossa postura e passarmos a pensar mais no próximo.
Para resumir, vale a pena por play do início ao fim no álbum "Circle of Blood", com músicas politizadas, instrumentais de alto nível e a essência do Power Metal em seu rigor. Se estiverem afim de ouvir metal melódico e sair do mainstream, Circle of Blood do Dark Witch é uma ótima escolha.
Outras resenhas de Circle Of Blood - Dark Witch
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Metallica volta a tocar música que estava fora dos seus shows desde 2008
O clássico absoluto do Metallica cuja introdução foi inspirada em uma música do Venom
Álbum do Sepultura é citado como um dos melhores discos do thrash metal em lista da Kerrang!
Os melhores álbuns de metal lançados em 1986, segundo Gastão Moreira
Fernanda Lira revela que irmã é jogadora profissional de futebol e já foi pra Seleção
Causa da morte de Phil Campbell, guitarrista do Motörhead, é revelada
A banda de rock nacional dos anos 1980 que Lobão comparou com o Palhaço Carequinha
Nicko McBrain destruiu camarim por ter se decepcionado com atuação de Blaze em show do Maiden
Charlie Benante fica de fora de mais um show do Anthrax
Os 10 melhores discos do thrash metal, de acordo com a Kerrang!
A música de 1968 dos Beatles que é a pior de todos os tempos, segundo Regis Tadeu
10 discos de heavy metal lançados de 1970 a 1993 que são essenciais, segundo o CRH
A música solo que Gilmour se arrependeu de escrever por causa do Pink Floyd
O vocalista que Tony Iommi demitiu do Black Sabbath porque ele "estava cheirando muita cocaína"
O erro que James Hetfield admite ter cometido com Jason Newsted no Metallica
A única música tocada no Festival de Woodstock que atingiu o primeiro lugar nas paradas
Axl Rose: por que ele foi o entrevistado mais mala da MTV Brasil, segundo Astrid
O que exatamente Kiko Loureiro fez no "Dystopia" do Megadeth, segundo Chris Adler
O Julgamento do Metal Clássico: Rock Justice impressiona na estreia com "You've Been Served"
Carach Angren - O horror dentro da caixa em "Dance and Laugh Amongst the Rotten"
Animals (1977) - quando o Pink FLoyd resolveu chamar todo mundo de bicho
Moonspell - A grandiosidade do Heavy Metal e da música erudita em "Opus Diabolicum"
Resenha: "Hard-Fi" - Rosa Tattooada (2026)
Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Iron Maiden: Grata surpresa e despedida perfeita do gigante
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



