Uganga: Surpreendente e marcante
Resenha - Opressor - Uganga
Por Victor Freire
Fonte: Rock N' Prosa
Postado em 26 de julho de 2016
Nota: 8 ![]()
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Recebi direto da Som do Darma o último álbum da banda de thrashcore Uganga, Opressor (2014). O álbum já começa sem enrolação em Guerra, contrastando o hardcore com riffs thrash metal. A qualidade da gravação é excelente, mas, o que esperar de uma banda com a experiência do Uganga? Outro fator marcante para mim foram as letras em português. Apesar de não ter vivido na época do metal nos 80 brasileiro, me senti naquela época, onde bandas como o Korzus e o Salário Mínimo faziam som pesado em nossa língua.

O Opressor (2014) é o quarto álbum da banda formada por Manu "Joker" (vocal), Christian Franco (guitarra), Thiago Soraggi (guitarra), Raphael Franco (baixo) e Marco Henriques (bateria); que já soma 20 anos na estrada, com direito a turnê pela Europa e tudo o mais. Essa turnê, diga-se de passagem, inspirou a música O Campo. A música fala sobre os campos de Auschwitz, na Alemanha, que vitimou milhares de judeus durante a Segunda Guerra Mundial, local que a banda visitou. Depois do interlúdio Veredas, a faixa-título Opressor marca presença. A música traz um riff bem pesado com algumas pitadas de heavy metal. Moleque de Pedra empurra hardcore goela abaixo, linha que Casa segue também, só que esta traz mais riffs típicos do metal.

Aos Pés da Grande Árvore inicia com uma levada Black Sabbath, lembrando aquelas passagens obscuras do início da banda, mas não se iluda, o peso logo toma de conta da composição. O que estou gostando do Opressor (2014) é a surpresa que as músicas proporcionam. Digo, não sabemos quando esperar um metal ou um hardcore nas músicas, eles simplesmente aparecem. Confesso também que esse é o meu primeiro contato com o Uganga. Mas, uma coisa é verdade, vou passar a acompanhá-los mais daqui para frente. As músicas do álbum atiçaram minha curiosidade para escutar mais o trabalho deles, tanto os passados como os futuros que virão. A música termina no interlúdio Noite e um cover do Vulcano, Who Are the True? marca presença.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Fazendo agora uma pausa na resenha, escrever me proporciona conhecer mais sobre a história do metal nacional dos anos 80. Da mesma forma que não conhecia o Overdose e tive contato escrevendo, agora o Vulcano me foi apresentado. Diga-se de passagem, essa música se encaixa diretamente na temática do Opressor (2014), que é a natureza da vida humana atual.
Guerreiro encerra o álbum abrindo espaço para reflexão sobre nossas jornadas diárias, em tom de balada obscura. E, um leve spoiler, o álbum encerra mesmo com uma faixa-escondida, em tom meio rap.
Minha impressão final do Opressor (2014) foi boa. O álbum traz a temática de crítica social, e mescla isso com elementos de hardcore e thrash metal. A arte do álbum está retratando bem isso, com uma figura monstruosa na capa representando todos os elementos "opressores" da sociedade – drogas, corrupção, violência, religião, etc. O encarte está muito bom – aliás, o álbum como um todo está bom em formato digipak -, com artes representando cada música e os tons lembram aqueles cartazes de filmes antigos, com cores quentes.

Concluindo, foi uma grata surpresa conhecer o trabalho do Uganga e espero voltar a escrever sobre eles no futuro, trabalhos surpreendentes virão com certeza.
Tracklist:
1.Guerra
2.O Campo
3.Veredas
4.Opressor
5.Moleque de Pedra
6.Casa
7.L.F.T.
8.Modus Vivendi
9.Nas Entranhas do Sol
10.Aos Pés da Grande Árvore
11.Noite
12.Who Are the True? (Vulcano cover)
13.Guerreiro
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