The Who: O quinto registro de uma banda clássica
Resenha - Who's Next - Who
Por Richely Campos
Postado em 20 de fevereiro de 2016
"A sensação de mistério é a única emoção que se experimenta com mais força na arte do que na vida". Esta frase é de autoria do cineasta Stanley Kubrick, que soube imortalizar a literatura na sétima arte de maneira única.
Citarei algumas obras que intensificam o que eu disse antes, o escritor russo Vladimir Nabokov escreveu o polêmico romance "Lolita" em 1955 e Stanley Kubrick o filmou em 1962; Kubrick filma em 1971 o romance clássico e distópico escrito em 1962 pelo inglês Anthony Burgess "Laranja Mecânica", o escritor americano Stephen King escreveu o aterrorizante "O Iluminado" em 1977 e Kubrick o filmou em 1980 e o escritor inglês Arthur C. Clarke escreveu a ficção científica "2001: Uma Odisseia no Espaço em 1968 e Stanley Kubrick filmou este clássico no mesmo ano.
Conforme a frase dita por Kubrick, acrescento outra frase proferida pelo escritor britânico Oscar Wilde "A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida...". Diante desta premissa apresento um composto destas duas frases que estão incluídas nos sentimentos de uma banda clássica do rock e precisamente em seu quinto registro que é objeto desta resenha. Estou falando da banda THE WHO composta por ROGER DALTREY vocal; PETE TOWNSHEND guitarra; JOHN ENTWISTLE baixo e KEITH MOON bateria e o álbum "WHO’S NEXT".
O álbum abre com a enigmática e exótica "BABA O’RILEY" o sintetizador cria a combustão sonora, os teclados controlam o ritmo, a bateria intensifica este ritmo e o vocal entusiasma o ouvinte a lidar com toda essa amplitude musical de modo fidedigno. Esta canção parece uma contagem regressiva para se lançar ao encontro da Luz.
"BARGAIN" a bateria de KEITH MOON constrói toda a sumidade desta canção, linha de baixo de JOHN ENTWISTLE e vocal de ROGER DALTREY estão primorosos filiados aos acordes acústicos e aos sintetizadores de PETE TOWNSHEND.
"LOVE AIN’T FOR KEEPING" uma canção folk com fragmentos rítmicos de blues, a interpretação de DALTREY e arranjos de violão de TOWNSHEND são fascinantes. O ponto alto da música é o clima envolvente, perfeito.
"MY WIFE" esta faixa é cantada por ENTWISTLE e a bateria de MOON exerce sua potência demonstrando todo seu talento como um dos melhores bateristas da humanidade.
"THE SONG IS OVER" seu início calmo nos pianos dá impressão que será assim até o fim, engano seu no 01:16 a música toma um coquetel de sustagem e dá uma encorpada de forma precisa e diligente.
"GETTING IN TUNE" começo sereno semelhante à canção anterior, na qual também toma aquele mesmo coquetel, ficando mais rock n’ roll com um estilo mais pop e empolgante, a bateria detona inteiramente nesta faixa.
"GOING MOBILE" TOWNSHEND assume os vocais desta balada acústica mais agitada escoltada por um som de guitarra enigmático, sintetizadores e empenho ímpar da bateria.
Em seguida temos a clássica "BEHIND BLUE EYES" uma balada comovente tanto na letra como na instrumentação, espetacular. Acredito que o primeiro verso remete a Adolf Hitler.
"WON’T GET FOOLED AGAIN" os sintetizadores abrem a canção, dando espaço para o riff agressivo da guitarra, baixo conciso, bateria frenética e vocal sublime. Estamos diante de outro clássico da banda.
Outras resenhas de Who's Next - Who
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Foo Fighters - "Tenho muito a falar, mas preciso tomar cuidado", diz Josh Freese
O que o retorno de Angela Gossow ao Arch Enemy representa na prática?
Regis Tadeu afirma que último disco do Megadeth é "uma aula de dignidade"
Quem é Berzan Önen, o novo vocalista turco e fortão do Nevermore
A música do Van Halen que Eddie dizia ser a mais difícil de tocar ao vivo
"Não havia uma única mulher na plateia": o começo estranho de uma lenda do rock
"Superou minhas expectativas", diz baterista sobre novo álbum do Evanescence
Mayara Puertas quebra silêncio e fala pela primeira vez do rumor envolvendo Arch Enemy
Dois anos após lançamento, guitarrista reflete sobre álbum mais recente do Pearl Jam
Angra, Helloween e Arch Enemy puxaram a fila: 5 bandas que ganhariam com retornos
Bruno Sutter se pronuncia pela primeira vez sobre fim do namoro com Nyvi Estephan
"Ouvi e achei muito interessante": lenda do rock aprova o Sleep Token
Bono elege o que o heavy metal produz de pior, mas admite; "pode haver exceções"
Bill Hudson: "Qualquer coisa que não são essas duas bandas é percebida pelo público como amador"
"Quem vai me matar?": Dave Mustaine lembra briga junto com James Hetfield em boate
Quando o católico pai de Tom Araya descobriu que o Slayer era satanista
A explicação de Herbert Vianna para fato de Legião ser mais tocado que Paralamas no Brasil
Cazuza e o duplo sentido perigoso escondido na letra de "Exagerado"

No mictório de pedra, gênios do The Who glorificaram o nascimento de uma obra-prima
O guitarrista que Angus Young disse ser "o mais imitado do mundo"
O músico que seria salvo pelo The Who, ficou a ver navios e David Bowie o tirou da lama
O baterista que Neil Peart disse que "não veremos outro igual"
O rockstar que sofreu na mão de Lemmy; "acho que ele não vai me perdoar"
A banda mais insana ao vivo para Jack Black, pois os caras alopravam no palco
Eddie Vedder aponta o guitarrista clássico que está no nível de Jimmy Page e Pete Townshend
A lendária banda de rock que Robert Plant considera muito "chata, óbvia e triste"
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



