Primator: Nem sempre mais é melhor...
Resenha - Involution - Primator
Por Vicente Reckziegel
Postado em 05 de dezembro de 2015
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Sempre é complicado resenhar um disco que durante toda a audição tem algo que te incomoda, algo que parece não se encaixar ao som, e isso aconteceu neste que é o primeiro disco desta banda paulista.
A banda possui um instrumental empolgante em quase todas as faixas, mostrando serem músicos capacitados, mas tudo fica meio complicado quando o vocalista Rodrigo Sinopoli resolve encarnar o Detonator, além de alongar as vocalizações em demasia na maioria das faixas. Isso acaba fazendo com que as mesmas soem às vezes meio repetitivas nas partes vocalizadas, o que não acontece no instrumental. Fique claro que isso não se trata de simples e dura critica a voz dele, pois quando tenta soar mais agressivo fica legal, sem contar que algumas vezes parecer soar um pouco com o ótimo vocalista ex-Candlemass Messiah Marcolin, em outras com Geoff Tate, mas parece que em "Involution" a coisa não funcionou da maneira que deveria.
Um exemplo de quando tudo corre bem é no refrão de "Deadland", que ficou bem bacana e deve funcionar muito bem ao vivo, e também em "Caroline", onde seu vocal se encontrou legal com a letra e a proposta da música. Já quando resolve exagerar, como em "Primator", tudo pode se tornar meio cansativo.
A primeira faixa, "Primator", tem um ótimo solo de guitarra de Marco Dassié, e "Flames of Hades" é uma música sensacional, daquelas que dá prazer de se escutar e com novo grande trabalho de Marco e do baterista Alexandre Oliveira. Outra que temos o dever de deixarmos rolando várias e várias vezes é "Black Tormentor", onde temos as clássicas "guitarras duplas", marca registrada do Heavy Metal tradicional. "Let me Live Again" parece sofrer de um transtorno bipolar, pois consegue oscilar entre a beleza e a estranheza durante toda sua duração, apesar do (novamente) ótimo solo de guitarra. "Face the Death" é a mais pesada em "Involution", grande música apesar de mais alguns exageros. "Praying for Nothing" é outra que acerta, com seu peso mais cadenciado. E a faixa-titulo "Involution" põe fim a tudo, talvez a que melhor represente a banda em uma simples audição.
No final, não há como dizer que "Involution" seja um disco fraco, pois não seria verdade, já que o mesmo possui muito mais acertos que erros. E acredito que, num segundo lançamento, esses excessos com certeza serão corrigidos e assim teremos uma nova banda a alegrar os fãs do Heavy Metal tradicional.
Formação
Rodrigo Sinopoli (Vocal)
Márcio Dassié (Guitarra)
Diego Lima (Guitarra)
André dos Anjos (Baixo)
Alexandre Oliveira (Bateria)
10 Faixas – 48:24
Tracklist:
1 - Primator
2 - Deadland
3 - Flames Of Hades
4 - Caroline
5 - Black Tormentor
6 - Let Me Live Again
7 - Face The Death
8 - Erase The Rainbow
9 - Praying For Nothing
10 - Involution
Outras resenhas de Involution - Primator
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Fabio Lione afirma que show do Angra no Bangers Open Air será legal
A regra não escrita que o Iron Maiden impõe nos solos de guitarra, segundo Adrian Smith
"Deveríamos nos chamar o que, Iron Maiden?": Geddy Lee explica manutenção do nome Rush
Por que em "Ride the Lightning" o Metallica deu um grande salto em relação a "Kill 'Em All"
A lenda do rock que ajudou o AC/DC a abrir caminho nos EUA, segundo Malcolm Young
5 discos obscuros de rock dos anos 80 que ganharam nota dez da Classic Rock
A foto polêmica em que Stevie Nicks mostrou mais do que queria e depois se arrependeu
Moonspell atinge o ápice no maravilhoso "Opus Diabolicum - The Orchestral Live Show"
Michale Graves não se enxerga mais como parte do punk e já começou mudança na carreira
A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
Alex Lifeson diz que primeiros ensaios do Rush com Anika Nilles não funcionaram tão bem
Frontman do Corrosion of Conformity, Pepper Keenan lembra teste para baixista do Metallica
Exausto das brigas, guitarrista não vê a hora de o Journey acabar de vez
Criação do Angra passa por influências que vão de Helloween a Tom Jobim
Quando o Rush abriu para uma banda lendária e Alex Lifeson quase desistiu da guitarra
Paulo Sergio: Alguém explica o nome desta banda polonesa?
A música "vergonhosa" do Nightwish que Tuomas Holopainen escreveu após decepção amorosa


Carach Angren - Sangue, mar e condenação no Holandês Voador
Testament - A maestria bélica em "Para Bellum"
Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



