Total Death: Death/Thrash sem grandes novidades, porém eficiente
Resenha - Pound of Flesh - Total Death
Por David Torres
Postado em 09 de junho de 2015
Diretamente da Itália, o Total Death é uma banda que executa um competente Death/Thrash Metal. O grupo surgiu em 2000 e até o presente momento, possui um total de cinco registros em sua carreira, sendo eles duas "demos", lançadas em 2003 e 2004, um "split" lançado em 2006 e dois álbuns de estúdio, "Well of Madness", lançado em 2010 e o mais recente, "The Pound of Flesh", lançado em 25 de janeiro desse ano, através da Punishment 18 Records. A capa do disco é uma arte bem interessante e chama a atenção com facilidade, convidando-nos a conferir o trabalho da banda. Em seu álbum de estreia, os vocais eram assumidos por Massimo "Max" Battioli, que deixou o grupo pouco depois do lançamento do "debut". Em "The Pound of Flesh", o Total Death adicionou um novo guitarrista ao seu "lineup", Federico "Icedman" Monti e o guitarrista Paolo "Azzi" Azzimonti passa a assumir os vocais de forma gratificante e capacitada.
Um singelo, porém bem ambientado e atmosférico de "riff" de guitarra dá início a faixa de abertura do álbum, uma introdução instrumental simples e eficiente que antecede "Downers", uma música forte e envolvente que alterna de momentos rápidos para cadenciados. Os vocais de Paolo "Azzi" Azzimonti são agressivos, rasgados e precisos. A "cozinha" de baixo e bateria, encabeçada respectivamente por Umberto "Umbe" Restelli e Alessandro Mori é bem conduzida e merece ser mencionada, assim como o trabalho de guitarras elaborado por Federico "Icedman" Monti e Azzimonti. O álbum prossegue com "Vhemt", uma faixa que se inicia com uma pegada mais arrastada, lembrando um pouco bandas como Six Feet Under e Obituary, para depois ganhar mais velocidade. Nela também temos alguns breves e bem encaixados solos de guitarra.
A bateria, acompanhada por um "riff" de guitarra introduz "Morphine", uma composição recheada de "groove", contendo um belo trabalho de seis cordas e um desempenho exímio de todos os músicos. Ligeiramente mais veloz que as faixas anteriores, "Haunted" traz mudanças de andamentos bem inseridas, linhas de bateria bem construídas e urros rasgados e impecáveis, além de mais uma dose de "riffs" e solos portentosos.
Gradativamente, "Four Walls - The Black Perfection" entrega mais "groove" e peso ao trabalho, mantendo o mesmo estilo de construção das composições anteriores. O "riff" inicial de "Hybris", pessoalmente, me remete um pouco ao início de "That Was Just Your Life", faixa de abertura do último álbum de estúdio do Metallica, "Death Magnetic" (2008), mas evidentemente, soa muito mais visceral e cru e a faixa em si segue um rumo competente, brindando o ouvinte com mais uma sequência de "riffs" e solos.
"Synthesis of Human Failure", a faixa seguinte, é uma das composições mais agressivas desse registro, mesclando momentos vertiginosos com trechos cadenciados, tal qual nas faixas anteriores. As linhas de guitarra possuem "feeling" e proporcionam momentos climáticos. As primeiras notas de "Forced Path" são bem simples, mas diretas e a composição resgata os mesmos elementos das músicas anteriores, entretanto com maestria e coesão. O disco se encerra com as faixas "Last Bullet" e "The Pound of Flesh", a faixa que nomeia o álbum. Ambas são composições que também não devem em qualidade e contam com melodias interessantes, encerrando o registro de forma satisfatória.
"The Pound of Flesh" não é nenhuma obra prima ou disco extraordinário, contudo traz composições energéticas e que valem a audição, sem a necessidade de pular alguma faixa. Um bom lançamento de 2015 para o gênero.
Escrito por David Torres
01. Intro
02. Downers
03. Vhemt
04. Morphine
05. Haunted
06. Four Walls - The Black Perfection
07. Hybris
08. Synthesis of Human Failure
09. Forced Path
10. No Last Bullet
11. The Pound of Flesh
Paolo "Azzi" Azzimonti (Vocal / Guitarra)
Federico "Icedman" Monti (Guitarra)
Umberto "Umbe" Restelli (Baixo)
Alessandro Mori (Bateria)
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